A Cor do Cartel


Corrupção, branqueamento de capitais e alianças com traficantes nacionais, brasileiros e com a máfia russa. O Cartel de Sinaloa do mexicano “El Chapo” Guzmán está em Portugal e criou no país uma base de transbordo de cocaína para o centro e norte da Europa. Os filhos do traficante mexicano comandam o envio de cocaína para Portugal. (Revista E, Expresso, 17 agosto 2019)


A 10 de abril de 2007, um contentor com centenas de caixas de polvo congelado chegava ao Porto de Leixões. A carga vinha do México. Destino final: Espanha, provavelmente a Galiza. Alertada pela congénere espanhola, a Polícia Judiciária (PJ) sabia o que fazer. No meio dos polvos que provavelmente terminariam sufocados em pimentão-doce numa tasca galega, a PJ descobriu 100 pacotes de fibra de vidro com uns pesados 2200 quilos de cocaína. Uma etiqueta com letras grandes e um cavalo branco estampado em fundo negro garantia que este era um “Producto de Calidad”. A qualidade do carregamento deste “polvo” com sotaque mexicano (ironias da língua, em espanhol ‘polvo´ significa pó) renderia 77 milhões de euros no mercado europeu, estimaram na altura as autoridades. Um hoteleiro português foi preso. 


A “Operação Octopus” expôs os tentáculos dos cartéis mexicanos no mercado europeu de cocaína, até então dominado pelos colombianos. Nos anos seguintes, grupos como o Cartel de Sinaloa, Los Zetas e Cartel del Golfo assentavam-se de malas e bagagens em Portugal e noutros países do continente, como revelou o Expresso em abril passado.

Um relatório da Procuradoria-Geral da República (PGR) do México, filtrado pela imprensa local em finais de 2017, confirmava Portugal como território do cartel de Joaquín “El Chapo” Guzmán. Um país mais numa lista de 42 alvos da organização criminosa em todo o mundo. Sinaloa é o grupo mexicano “com maior expansão internacional”, reconheceu a Agência Antidrogas Norte-Americana (DEA, na sigla em inglês), na “Avaliação da Ameaça das Drogas” do ano passado.

E “o mais poderoso cartel de droga no mundo”, reforça ao Expresso Michael Vigil, ex-diretor de Operações Internacionais da DEA. O declínio dos grupos rivais jogou a favor da internacionalização acelerada de Sinaloa. Nos últimos anos, assassinatos, prisões e lutas internas lançaram os sanguinários Zetas e o velhinho Cartel do Golfo numa espiral descendente de poder e força. No México e na Europa, o Cartel de Sinaloa, e o cada vez mais internacional e altamente violento Cartel Jalisco Nova Geração (“cuidado com este grupo mexicano”, avisam os especialistas), foram preenchendo espaços vazios.

Neste perigoso xadrez de muitos peões, Portugal “é essencialmente um país de transbordo da cocaína” com origem colombiana e selo mexicano, pontua Michael Vigil. Uma pequena fração fica em território nacional para consumo interno, mas a maior parte da droga segue para o centro e norte da Europa, onde é vendida a preços bem mais altos. O lucro é direto. Em 2016, o mercado europeu de cocaína rendeu mais de 5,7 mil milhões de euros, nas contas do Observatório Europeu das Drogas e da Toxicodependência (EMCDDA, na sigla em inglês). 


Doze anos depois da primeira apreensão de cocaína vinculada ao narcotráfico internacional de grupos mexicanos, Portugal continua a ser peça-chave de um negócio bilionário que se move nas sombras dos portos, aeroportos e caminhos do país.

Uma manta de retalhos

“Sinaloa é como uma manta de retalhos que nunca terminamos de tecer”, descreve ao Expresso o chefe-de-redação do jornal Rio Doce. Andrés Villarreal sabe do que fala. O semanário é uma voz potente no coração do território do cartel, em Culiacán, capital do estado sinaloense.

Pegamos então nos tais retalhos e cosemo-los um a um, com os pontos longos de Michael Vigil. Depois de vários contactos e dias de espera, numa chamada rápida de 10 minutos, o ex-responsável da DEA traça o panorama: “Não te posso dar nomes, e basicamente isto é tudo o que se pode dizer: Os filhos de “El Chapo” Guzmán são os responsáveis pelo envio de droga do cartel de Sinaloa para Portugal. A lógica de lucro é ascendente: Sinaloa compra a cocaína na Colômbia por um determinado preço; inflaciona o valor de venda às organizações criminosas que estão em Portugal, e estes transportam-na até ao norte e centro da Europa, onde obtêm uma margem ainda maior. Em Portugal, Sinaloa entrega a cocaína a narcotraficantes portugueses, brasileiros e russos”.

A relação entre mexicanos e estes intermediários em Portugal é algo turva. Mas há pontas soltas que há que puxar. No relatório da Polícia Judiciária que o Expresso consultou em abril, as autoridades portuguesas admitiam a presença em território nacional do Primeiro Comando da Capital (PCC). É a única organização brasileira da lista. E “a única” daquele país com metástases internacionais, considera Thiago Rodrigues. O investigador do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos, no Brasil, comenta que “o PCC começou a sua internacionalização no Paraguai, Bolívia e também no Perú”. “A conexão com Portugal” reforçou-se “há cerca de dez anos, numa rota atlântica com bases logísticas na Guiné-Bissau e na Nigéria”. Apesar de haver “coincidências com a evolução de Sinaloa”, o académico considera que “com a informação disponível, não é possível afirmar se existe ou não uma relação entre o PCC e os mexicanos”.

Se neste caso as dúvidas permanecem, no outro lado do mundo, na Rússia, a história é bem diferente. As alianças entre o cartel de Sinaloa e a chamada “máfia russa” saíram à luz nos anos 90, quando autoridades mexicanas revelaram um pacto entre traficantes de países da antiga União Soviética e o sinaloense Amado Carrillo Fuentes. “O trato era simples: os russos contratavam os mexicanos para levar a cocaína até aos portos portugueses e espanhóis, sobretudo”, resume o investigador Bruce Bagley, da Universidade de Miami. Amado Carrillo Fuentes, conhecido como “Señor de los Cielos” (Senhor dos Céus), era então um dos líderes da “Federação”, organização que precedeu o Cartel de Sinaloa e que foi a primeira “casa” de “El Chapo” Guzmán. 


Este “casamento de conveniência reforçou-se com o tempo”, comenta Vladimir Rouvinsko, da Universidade Icesi, na Colômbia. O académico russo descreve-nos o que diz ser “uma relação perfeita”: “Não há qualquer notícia ou informação sobre disputas entre máfias mexicanas e russas e isto, no mundo do narcotráfico, significa que continua a haver uma forte colaboração a nível logístico e de distribuição da cocaína em Portugal e na Europa Ocidental”.

A multinacional da corrupção

O modus operandi de Sinaloa em Portugal – transporte de droga colombiana e alianças com narcotraficantes em território nacional – em tudo coincide com os padrões descritos em inúmeras análises e investigações sobre o tema. Numa longa entrevista a partir do Kosovo, um dos mais destacados investigadores do narcotráfico a nível mundial, Edgardo Buscaglia, detalha que “nos lugares onde atua, Sinaloa procura grupos locais que não chamem a atenção, para estabelecer alianças e negociar a divisão dos lucros”. “Esta lógica de negócio global através de franquias assemelha Sinaloa às cadeias de hambúrgueres que todos conhecemos, e por isso dizemos que este cartel é uma multinacional das drogas”, completa Jorge Hernández Tinajero, autor e investigador da Universidade Nacional Autónoma do México.

Nesta expansão mundial, “a corrupção dos funcionários dos governos ou de instituições nos países de destino joga um papel “fundamental”, escreve ao Expresso o investigador do Colégio de Guerra do Exército dos Estados Unidos, Robert Bunker. O autor mexicano Ricardo Ravelo assina por baixo e dispara: “Se o Cartel de Sinaloa e outros grupos de narcotráfico estão em Portugal, é porque há uma ou mais autoridades que favorecem a situação”. “Há que acabar com a ideia que o narcotráfico é uma atividade que se opera unicamente com muita astúcia dos criminosos para fintar as leis e vigilância dos países da Europa. Ninguém é mais esperto que ninguém, aqui a coisa chama-se corrupção”, atira o jornalista e investigador do narcotráfico mexicano. 

Um bom exemplo destas “redes de corrupção” que vinculam “alfândegas, funcionários portuários ou empresários”, detalha Edgardo Buscaglia, é o que o EMCDDA chama de “método rip-on/rip-off”. O esquema é simples: no porto de origem, narcotraficantes abrem um contentor prestes a zarpar (muitas vezes sem o conhecimento do armador ou da tripulação) e escondem droga no meio da mercadoria. Para não dar nas vistas, voltam a fechar o contentor com um selo falso ou duplicado. E fazem figas para tudo dar certo. Já na Europa, “funcionários dos portos previamente corrompidos, ou equipas externas com acesso facilitado aos terminais portuários”, identificam o contentor em questão, posicionam-no estrategicamente e retiram a droga. Para o EMCDDA, as coisas são bem claras: “para que a operação tenha sucesso, o uso de um ou mais funcionários corruptos tanto no porto de saída como de destino, é um elemento-chave.” 


E em Portugal, o que se sabe destas redes? Michael Vigil dá umas pistas: “O Cartel de Sinaloa tem contatos de pessoas, familiares ou amigos que vivem nos lugares onde têm negócios. Esses contatos têm a função de encontrar clientes dispostos a trabalhar com eles e a comprar a droga que traficam”.

Edgardo Buscaglia não se contenta com informação geral e assume a “preocupação” com o que diz ser “a relativa pobre reação do Estado Português nesta matéria.” Para o professor da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, “Portugal não fortaleceu suficientemente o sistema judicial para enfrentar a expansão exponencial destas redes no seu território”, ao contrário de países como Espanha, Itália e França que puderam detetar várias ligações dos narcos com o “poder político, policial, alfandegário e empresarial”. “Portugal coopera muito bem no contexto da União Europeia, mas tem de abrir linhas de investigação sobre a presença das redes criminosas a nível interno, para que deixe de ser um paraíso para grupos como o Cartel de Sinaloa ou as crescentes máfias chinesas.”  

Nas crónicas sobre o narcotráfico, que se escrevem no México, Portugal é um tímido palco de histórias circunstanciais. Durante o julgamento de “El Chapo” Guzmán em Nova Iorque (novembro de 2018 a fevereiro 2019), soube-se, por exemplo que, nos anos 90, o narcotraficante viajava com regularidade a Macau para jogar nos casinos. As viagens ao então território sob administração portuguesa foram parte de uma lista de extravagâncias que “Tololoche”, alcunha do antigo piloto pessoal de “El Chapo”, Miguel Ángel Martinez Martínez, descreveu em tribunal.

Também nos anos 90, Portugal volta a chamar a atenção, agora como porto-seguro do então governador do estado de Sinaloa, Francisco Labastida Ochoa. Em 1993, o governante fugiu às pressas para Lisboa, depois de receber fortes ameaças do narcotráfico. Foi embaixador do México em Portugal durante um ano. Quando os ânimos arrefeceram, regressou ao seu país. 


Vinte e cinco anos depois, no México ainda há dúvidas sobre o que realmente aconteceu antes de Labastida Ochoa fugir para Portugal com credenciais de embaixador na mala. No polémico livro “Os Senhores do Narco”, a jornalista mexicana Anabel Hernández recupera uma reportagem-bomba da revista “Washington Times”, de 1998. A investigação expõe um alegado relatório em que a CIA acusa o diplomata de ter colaborado com o Cartel de Sinaloa, quando era governador estatal. Labastida Ochoa negou as acusações. A agência de inteligência dos EUA nunca confirmou nem desmentiu publicamente qualquer informação. 

Cartel de Sinaloa, droga, corrupção, os temas são sensíveis e as investigações oficiais são uma história sem fim. Depois de meses de insistência, as instituições que mais acompanham as operações de Sinaloa a nível internacional – DEA, FBI, Europol e PGR mexicana – recusaram-se ou escusaram-se a detalhar informação ao Expresso. O silêncio é quase absoluto.

Lavar dinheiro com cimento

Edgardo Buscaglia sabe que onde há droga há dinheiro sujo e aproveita a deixa para alertar as autoridades portuguesas: “É preciso entender que o verdadeiro objetivo de Sinaloa na Europa é transformar o dinheiro sujo em atividades legais, investir em inúmeros setores económicos, principalmente no mercado imobiliário. E em Portugal, a lavagem de dinheiro é já uma das principais atividades de Sinaloa”, afirma este académico, que é também um dos investigadores de branqueamento de capitais mais reconhecidos a nível internacional. 

A crise económica de 2008 detonou a injeção de capitais de origem duvidosa destes grupos na economia nacional. “Desde essa altura, Portugal tem sido um polo de atração de grupos criminosos que querem lavar dinheiro, sobretudo através da compra de propriedades a preços muito baixos”, comenta. A forte pressão da Espanha sobre os negócios ilícitos dos narcotraficantes mexicanos instalados no país converteu Portugal no refúgio mais à mão. “Os grupos latino-americanos, no geral, e o Cartel de Sinaloa, em particular, não contam com uma grande negócio patrimonial em território espanhol, o que os obriga a expandir-se para Portugal, sobretudo para o norte do país”, comenta Edgardo Buscaglia.

A “Avaliação Nacional de Riscos de Branqueamento de Capitais e Financiamento de Terrorismo”, que as autoridades portuguesas divulgaram em 2015, confirma que há um “risco elevado” de investimentos ilícitos com dinheiro do narcotráfico transnacional. O relatório identifica uma série de debilidades do setor financeiro português: transações e operações anónimas, sistemas informais de transferência de dinheiro, desconhecimento dos potenciais beneficiários dessas transferências, entre outras. 


Sem citar nomes, o documento revela também que há “Pessoas Politicamente Expostas” (o conceito engloba deputados, membros do Governo, juízes, generais no ativo, autoridades municipais, entre outros cargos públicos) envolvidas em “intrincadas redes de sociedades comerciais”, quer direta ou indiretamente, através de “testas-de-ferro”. Estes negócios têm uma “aparência formalmente legítima”, mas não passam de empresas-fachada para branquear capitais. Restauração, turismo e imobiliário são os setores mais vulneráveis. 

Na análise de risco sobre Portugal, em 2017, o Grupo de Ação Financeira Internacional (FATF, na sigla em inglês), organismo intergovernamental a que Portugal pertence, considera que, a nível geral, as autoridades portuguesas estão preparadas para lutar contra o branqueamento de capitais.

Em conversa com o Expresso, outros especialistas também concordaram que Portugal não parece ser um “país-problema”. “Não disponho de dados científicos que permitam dizer que há uma grande quantidade de dinheiro a ser branqueada nos bancos portugueses, e tal não me parece viável dada a dimensão da banca desse país”, considera o especialista mundial na matéria, Friedrich Schneider. Channing Mavrellis, analista da organização Integridade Financeira Global, partilha a opinião do investigador da Universidade de Linz (Áustria), mas admite que “onde há droga, há dinheiro de droga”. E esse “dinheiro tem que sair do país”, completa Robert Bunker, investigador do Colégio de Guerra do Exército dos EUA. 

A linha de análise parece demasiado delgada. Em 2017 e 2018, o Departamento de Estado norte-americano incluiu Portugal na lista dos 92 países com maior volume de branqueamento de capitais em todo o mundo. Os “Relatórios Estratégicos de Controlo Internacional de Narcóticos” publicados nesses anos não entravam em detalhes, mas confirmavam que “a maioria do dinheiro lavado em Portugal se relaciona com o narcotráfico”. “Os lucros do comércio ilegal de drogas em Portugal são repatriados pelos traficantes para a América do Sul”, lia-se, em referência direta à origem da cocaína que passa por território nacional. Há pouco mais de um mês, a lista foi atualizada sem qualquer menção a Portugal.

Guerra dos Tronos “a la mexicana”

O antigo diretor da Unidade Especializada Contra a Delinquência Organizada da PGR mexicana, Samuel González, admite-nos que “é complexo definir Sinaloa”. “Fala-se muito desta organização como uma empresa, mas na verdade são grupos distintos que trabalham de forma coletiva e dividem os lucros entre eles, inclusivamente os do tráfico internacional de droga”. Por este motivo, explica o jornalista Andrés Villarreal, “no semanário Rio Doce negamo-nos a chamar cartel a Sinaloa, preferimos a palavra ‘organização’.” 


A estrutura descentralizada do grupo “permitiu ao cartel sobreviver à prisão de Joaquín ‘El Chapo’ Guzmán”, em janeiro de 2016, considera a investigadora June S. Beittel, numa análise do Congresso norte-americano. Os analistas também não adivinham grandes alterações com a prisão perpétua de El Chapo, sentenciada a 17 de julho. Com o eclipse de El Chapo, o poder concentra-se agora no outro “histórico” do cartel, Ismael ”El Mayo” Zambada. Um homem “velho e doente, que sofre de diabetes e que pode falecer a qualquer momento”, revela Michael Vigil, que vaticina: “Aí sim, o cartel ficaria em apuros”. 

A “lutar pela fatia que pertencia a El Chapo”, ou pelo que resta dela, estão dois dos filhos de Joaquín Guzmán: Iván Archivaldo e Jesús Alfredo (os tais que enviam a droga para Portugal, segundo Michael Vigil). “São uns narco-júniores que nunca puseram realmente a mão na massa”, diz o antigo agente da DEA. Apesar disso, a cara do novato Jesús Alfredo está estampada no “Top 10” dos fugitivos mais procurados pela DEA, mesmo ao lado da imagem do capo da velha guarda, “El Mayo” Zambada. 

Na sua origem, o Cartel de Sinaloa produzia marijuana em Badiraguato, a serra sinaloense onde nasceu “El Chapo” Guzmán, e onde há registos de plantações de cannabis e papoila (matéria-prima do ópio), pelo menos desde os anos 20 do século passado. Samuel González conta que, “com o tempo, nos anos 80 e 90, os integrantes de Sinaloa formaram o Cartel de Guadalajara e depois a chamada Federação, que juntava vários grupos criminosos mexicanos, e que acabou por se fragmentar.” “São realmente poderosos”, comenta Michael Vigil. “Pablo Escobar apenas traficava cocaína, mas Sinaloa envolveu-se com marijuana, heroína, cocaína, metanfetaminas, opiáceos sintéticos e fentanil”, pontua o ex-diretor de Operações Internacionais da DEA.

Muitos analistas não concordam com Michael Vigil e admitem que Sinaloa já não é o mesmo de antes. Robert Bunker estabelece as balizas da discussão: “A primeira hipótese é que o cartel continua a ter uma posição dominante no tráfico de droga para a Europa, devido à sua rede global de alianças criminosas com funcionários corruptos. A segunda é que o poder de Sinaloa está em declínio”. O investigador do Colégio de Guerra do Exército dos EUA compara a dinâmica dos cartéis mexicanos à “Guerra dos Tronos”, e lembra que, no México, a organização sinaloense “está a ser altamente pressionada pelas ações do governo e pelo relativamente novo, mas bastante poderoso Cartel Jalisco Nova Geração”. “Para mim”, diz, “a verdade sobre Sinaloa está algures no meio destas duas opções”.

Segunda parte: "Os Cães e os Ratos"

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