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A Sacerdotisa e os Meninos Santos

Respiramos ar puro na serra de Oaxaca. Nas terras altas do sudoeste mexicano, uma camponesa com o dom da cura virou um hit do vórtice psicadélico e hippy dos anos 60 e 70. Carimbada como “produto indígena”, Maria Sabina, a sacerdotisa dos cogumelos alucinógenos, virou artigo de consumo de intelectuais, cientistas, artistas e de uma multidão sedenta de drogas. No seu transe, não entenderam nada. Um forte de pedra, trincheiras de montanhas. Silêncio. O bosque verde-escuro sobe encostas e despenha-se nos vales profundos por onde sobe a névoa ao fim da tarde. Aqui as nuvens nascem do chão. Na aldeia indígena de Huautla de Jiménez, as cascatas e riachos são burburinho constante. As ruas são de terra e lodo. A pobreza é extrema. O frio infiltra-se nas casas de tijolos de adobe, humedece o chão de terra batida e os tetos de palha. Cheira a flores e incenso, café e cacau. Nesta solidão brutal da alta montanha da Serra Mazateca nasceu em 1894 Maria Sabina. A sábia, a sacerdotisa, a curandeira,

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