<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249</id><updated>2011-08-28T05:22:26.456-07:00</updated><category term='memória'/><category term='religião'/><category term='Ambiente'/><category term='Cinema'/><category term='Petróleo'/><category term='Literatura'/><category term='Brasil'/><category term='viagem'/><category term='cartoon'/><category term='Corrupção'/><category term='cuba'/><category term='Novo Jornal'/><category term='Entrevista'/><category term='eu'/><category term='Direitos Humanos'/><category term='ficção'/><category term='política'/><category term='Angola'/><category term='Comunidade Internacional'/><category term='Argentina'/><category term='comunidades'/><category term='27 de Maio'/><category term='reportagem'/><category term='história'/><category term='Crónica'/><category term='Guiné-Bissau'/><category term='censura'/><category term='Perfil'/><category term='méxico'/><category term='liberdade'/><category term='Economia'/><category term='Cabo Verde'/><title type='text'>Mukuarimi</title><subtitle type='html'>Olhando, vendo, escrevendo</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>85</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-5346644666544165753</id><published>2010-11-09T16:53:00.000-08:00</published><updated>2010-11-09T19:21:10.826-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='méxico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>Carta aos meus amigos (excertos)</title><content type='html'>O tecto do meu quarto era perfurado por três buracos, protegidos por um vidro grosso e rugoso. Três entradas de luz cortadas por pesadas e velhas vigas de madeira escuras. Para mim, sempre foram misteriosas, místicas, quase. Por lá entrava a lua e o sol, para lá fugiam os meus olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o espaço cumpria o ideário mexicano. Velhas paredes altas, meias brancas meias amarelas, comidas pela humidade. Dois arcos – um redondo e outro rectangular – e essa luz. O meu refúgio em Querétaro, a minha cidade bipolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me em particular de uma noite. Deitado na minha cama, senti o corpo dormente e uma energia a tal ponto forte que tive medo. Não sei de onde vinha, para onde me levava. As minhas mãos suavam enquanto os meus olhos se fixavam nessa luz que incidia sobre a minha cama e o meu corpo. O meu coração latia e mil ideias, imagens, pessoas e lugares surgiram na minha cabeza. Tudo rápido, em simultâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreendi então alqo que sentía, mas que ainda não tinha racionalizado – essa imensa energia de uma terra que há muito me chamava, mas que acabou por dar-me muito mais do que algum dia pensei ser possível. México.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há vivência sem auto-permissão. Muito menos sem contexto e estímulos exteriores. O que vi naquele lugar, as pessoas que conheci, essa tensão dramática que emana de todos os lados e que me comovia sempre até às lágrimas, sem saber bem porquê, despertaram em mim algo muito forte que me empurrou para um precipício emocional invertido. Vertigem que as escuras pedras de Querétaro tão bem simbolizavam, com a sua profundidade de histórias. Que eu sentia como gritos nas madrugadas em que, sem conseguir dormir, caminhava uma e outra vez pelas velhas ruas vazias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(…)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim se passaram meses. Um tempo onírico superior ao real (…). Queria voltar, construir algo num outro contexto. Mas não posso. O meu mundo é feito de tantos e tão longínquos. Como tal, converto esta experiência em algo que me faça crescer. E nada mais (…)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*carta de despedida aos meus amigos mexicanos.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-5346644666544165753?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/5346644666544165753/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=5346644666544165753&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/5346644666544165753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/5346644666544165753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2010/11/carta-aos-meus-amigos-excertos.html' title='Carta aos meus amigos (excertos)'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-3891264380533920988</id><published>2010-11-06T13:51:00.000-07:00</published><updated>2010-11-09T16:40:58.846-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='méxico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>México: E tem o resto</title><content type='html'>E tem o resto, que é quase tudo. Para o qual ainda tento arranjar palavras. Já viajei por muitos lugares, vivi nuns quantos, mas só Angola me faz sentir esta incapacidade em descrever o que a terra, a terra mesmo, me faz sentir. Se em Angola é compreensível, ou não fosse esse também o meu país, no caso do México é um enigma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei apenas com a curiosidade. E a vontade forte de ver amigos antigos, para além de outros que entretanto tinha conhecido através de contactos cruzados. O que aconteceu nos meses em seguida escapou-me do controlo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comparo este país a um vulcão em repouso – explosivo e intenso, dono de um silêncio comprimido. A energia salta cá para fora em avalancha. Ao percorrê-lo, sempre que olhava para a paisagem, batia de frente com essa carga dramática que o caracteriza. México milenar, sofrido, sangrento. México divertido, alegre, festivo, colorido. Gigante. Tudo junto, num só. Isto emociona. E muito. Uma emoção que vem do nada e termina nos olhos, apanhando-nos de surpresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sente-se, quando se caminha, uma urgência-lentidão. É como um velho sozinho, solitário, que se move lento, pés pesados, mas cuja experiência de vida, de rugas, de sulcos impõe um respeito de tal forma emocionado, que é impossível não o abraçar e ouvir as suas histórias, enquanto se chora e ri. É um grito, uma energia que te eleva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a sensibilidade no ponto máximo, não escrevi, não pensei muito. Entrei a fundo na vivência de um povo magnífico, muito terno e divertido. Comi de tudo e mais alguma coisa - tacos, quesadillas, chiles de muitos nomes (mas que não arde como o nosso jindungo, descobri), mole, pozole, flautas, enchiladas, burritos, camarão de todas as formas e feitios. Conheci a música ranchera, o huapango, os mariachis, a banda. Susana Zabaleta, Chavela Vargas, Lila Downs, José Alfredo Jiménez entraram na minha banda sonora oficial. Alucinei com as pinturas (e a história) de Frida Khalo e os murais de Diego Rivera. Li Monciváis, Octávio Paz, Laura Esquivel, Carlos Fuentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi Pedro Infante como "Pepe, el Toro", figura mítica da época de ouro do cinema mexicano, nos anos 50. Aprendi um pouco do "albur", linguagem plena de duplos sentidos normalmente ligados ao sexo, que desorientam qualquer recém-chegado, para gargalhada do pessoal. E aprendi expressões que só aqui se usam e que tornam o espanhol do México muito divertido, sobretudo pela entoação, que dá às palavras um ar entre o infantil e o burlesco. "Peda", "qué onda?", "pendejo", "wey", "está cabrón", "chamba", "chido", etc, etc, etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi também como se pode rir da morte, para a qual os mexicanos têm mil e um nomes. Os esqueletos e caveiras estão presentes em tudo - desde doces a jogos de carta, passando por roupas e brinquedos de criança. Oferecer uma caveira de chocolate, de açúcar ou de goma é sinal de apreço, e o dia dos mortos, em 2 Novembro, é acontecimento nacional. Pena que não tenha estado lá para ver. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, ao sabor do que esta terra me ditava, reformulei os meus planos vezes e vezes sem conta. Apaixonei-me mais do que a prudência aconselha e vivi em torno disso. Conheci, entreguei-me, permiti-me e trouxe comigo histórias que me impulsionaram para outros patamares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pouco mais de um mês regressei a Salvador da Bahía. Tinha que voltar, para buscar a maior parte das minhas coisas e fazer o trajecto de despedida. Dentro de umas semanas regresso ao México e a Querétaro. Última etapa de uma viagem na América Latina que se está a revelar uma verdadeira divisora de águas. Como queria que fosse.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-3891264380533920988?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/3891264380533920988/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=3891264380533920988&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/3891264380533920988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/3891264380533920988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2010/11/mexico-e-tem-o-resto.html' title='México: E tem o resto'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-27886255037303244</id><published>2010-11-06T13:45:00.001-07:00</published><updated>2010-11-08T06:49:37.770-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='méxico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>México: De costa a costa</title><content type='html'>Viajei. Desde as praias de Mazatlán, no Pacífico, às de Yucatán e Quintana Roo, no Caribe. Cancun, Playa del Carmen, a fantástica e ainda quase virgem ilha de Holbox, onde nadei ao lado de tubarões-baleia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei de boca aberta em Tulum, Chichen Itza, Palenque, Monte Albán e Tenochtitlán, ruínas pré-hispánicas de Maias, Zapotecas e Astecas. Monumentais construções no meio da selva, com uma vibração intensa. E o antagonismo. Hoje, os descendentes destas civilizações formidáveis parecem fantasmas. Marginalizados e estigmatizados socialmente, são como sombras a passar nas ruas. Caminham junto às paredes, nunca no centro, de cabeça baixa, como que pedindo permissão para passar na terra que mais do que ninguém, é deles por direito ancestral. Fotos de cartão postal, apresentados pelos seus como algo exótico. É triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percorri cidades históricas. A fervilhante Mérida, a pituresca San Cristóbal de las Casas, a histórica Guanajuato, e a pacata Oaxaca, com a sua Guelaguetza, o mais importante festival de folclore mexicano, que tive a sorte de assistir. Chiapas, com seus caracóis zapatistas, onde se tenta ser fiel ao modo de vida e ideal revolucionário delineado pelo comandante Marcos. Toluca e Metepec, centro de artesanato onde moram os meus grandes amigos mexicanos do tempo de Santiago de Compostela. San Luis Potosí, já mais para norte, com os seus chocolates. Puerto Veracruz, porta marítima do México e cheia de histórias de escravos africanos, que recolhi, e estou a escrever para publicar em Angola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Cidade do México, que afinal não é tão confusa e tensa como pensava. Museu de Antropologia, Belas Artes, a Catedral, casa azul da Frida Khalo, o centro histórico e a principal atracção para mim, o metro. Na hora de ponta, sempre que as portas se abrem, as pessoas atiram-se literalmente para dentro das carruagens, num vale tudo em que só se sentem e vêem pés, cotovelos e braços numa amálgama bem apertada de corpos. Uma espécie de candongueiro sobre carris. “Se houvesse metro em Luanda seria assim”, pensei várias vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Querétaro. A minha querida Querétaro, a minha cidade bipolar. Lá, na calle Pasteur, quase no cruzamento com a Avenida Zaragoza, vivi dois meses, enquanto fiz um curso intensivo de espanhol. Lá cheguei totalmente esfrangalhado, fiz a minha travessia do deserto interior e me recompus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querétaro. Cidade no centro do país, a três horas do Distrito Federal (Cidade do México). Nobre, colonial, dita conservadora, com um centro histórico ocre, verde e pedra, muito bem preservado. A cidade dos arcos. Lá começou o movimento que arrancou a ferros a independência do México, há 200 anos. Lugar pacífico, muito seguro, senhorial e religioso. E com muita vida. Todos os dias, nas ruas centrais, actuações de teatro, circo, concertos, gente de um lado para o outro. Cidade que começa a viver a partir das 10 da manhã, algo que me custou a acostumar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querétaro da animação, com uma noite fantástica, comida do melhor, e o bar bem simpático de Mbimbi, congolês de Kassai, filho de angolana, e que já viveu nas Lundas. Ponto de encontro dos muito poucos emigrantes africanos a viver em Querétaro, o restaurante era animado por festas de kwassa-kwassa, zouk, kizomba, cabo-love e tarraxinhas. Era também o palco, todas as sextas-feiras, do projecto de Luis Enrique, um mexicano que dirige um grupo de percussionistas queretanos que arrancavam sons magníficos dos seus batuques. E com duas dançarinas de danças tribais que... sim senhora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querétaro. Mais um território sentimental a acrescentar à minha lista de lugares a voltar, sempre. Onde deixei amigos, e uma história que vou retomar daqui a um mês, quando regressar, antes de sair definitivamente da América.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-27886255037303244?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/27886255037303244/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=27886255037303244&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/27886255037303244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/27886255037303244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2010/11/mexico-de-costa-costa.html' title='México: De costa a costa'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-7992717744526872514</id><published>2010-11-06T07:07:00.000-07:00</published><updated>2010-11-06T07:19:54.294-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='méxico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>"Paloma Negra", Lila Downs</title><content type='html'>&lt;object width="200" height="375"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WS_BpR4KZfM?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/WS_BpR4KZfM?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A incrível Lila Downs cantando "Paloma Negra", uma das "rancheras" símbolo do México. Muitas memórias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-7992717744526872514?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/7992717744526872514/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=7992717744526872514&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/7992717744526872514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/7992717744526872514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2010/11/paloma-negra-lila-downs.html' title='&quot;Paloma Negra&quot;, Lila Downs'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-1091448449559035464</id><published>2010-11-05T18:30:00.000-07:00</published><updated>2010-11-06T09:50:10.903-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='méxico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>México: Política, traidores e os States</title><content type='html'>Mexicano gosta de política. E fala dela em voz alta, principalmente no reduto familiar ou entre amigos. Esta forma de convívio, aliás, é também parecida com a nossa. A família tem um papel fundamental, e beber e comer à volta de uma mesa enquanto se discute o Deus e Diabo, a vida dos vizinhos ou as celebridades, é parte fundamental do cardápio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais atrevidos que os angolanos, embora também com alguns cuidados, falam do Partido Revolucionário Institucional (PRI), que esteve uns impressionantes 71 anos seguidos no poder (por isso se fala, por vezes, na mexicanização da política angolana). Discute-se a eleição fraudulenta de Felipe Calderón (teve que assumir a guerra contra o narcotráfico para se credibilizar junto de um eleitorado que o via como uma farsa, dizem alguns), ou da incrível e inédita aliança entre uma formação política super esquerda, o Partido de la Revolución Democrática (PRD), com uma de super direita, o Partido Acción Nacional (PAN, no poder). Ideologias antagónicas postas de parte, com o fim único de derrotar o PRI. Uns a favor, outros contra, todos gritando, animados, os seus argumentos enquanto rolam tacos de tudo e mais alguma coisa, pozoles (espécie de sopa) e sumos de fruta. Porque, atenção, e este é um pormenor que nos distingue, e muito, os mexicanos raramente bebem álcool durante a refeição (!!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fala-se também em traidores. Porque, opinião generalizada (no meu círculo de amigos, pelo menos), o mexicano sempre traiu o seu próprio país, edificando-o à lei da bala. A começar pelo mítico e odiado presidente Santa Anna, que no século XIX vendeu uma boa parte do território aos EUA; passando pelos diferentes governos corruptos, e terminando nos próprios narcotraficantes, mexicanos que espalham o terror no seu próprio país, traindo-o assim, mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de política em política, chega-se também a um assunto inevitável: Estados Unidos da América. O vizinho do norte é amado e odiado, ao mesmo tempo. Se de lá vêm todos os males do México, na opinião de muitos, a começar pelo tal trauma nacional que é grande parte do território original mexicano fazer agora parte dos States, é também da "terra dos sonhos" que vêm grandes influências culturais e comportamentos. Ao ponto de haver uma cultura própria de mexicanos residentes nos EUA, os chamados "chicanos", que gerou movimentos musicais e literários com repercussões na "terra mãe".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, a política mexicana em relação aos EUA faz-se de joelhos. Ou não estivesse a economia do México dependente dos “gringos” em mais de 80%. Enquanto isso, esses mesmos gringos constroem um muro ao longo da fronteira comum para conter a emigração ilegal e o trabalho dos “coiotes”, os intermediários que levam às escondidas os mexicanos até ao outro lado da linha a troco de muito kumbu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto erguem muros da vergonha, os mesmos States ameaçam intervir em território mexicano caso o governo de Calderón não consiga pôr fim à matança entre narcotraficantes. Palavra de Hillary Clinton a denunciar uma hipocrisia desmedida da administração americana. É que o tráfico no México é quase totalmente direccionado para o mercado gringo. Na verdade, o que a senhora Clinton e seus conterrâneos deviam perceber é que o descalabro no México é efeito, não causa. Essa, está no seu país, nos jovens que querem viajar na maionese da liamba ("mota", na gíria mexicana) que vem do outro lado da fronteira. Que tal lutar contra isto antes de vir com ameaças irresponsáveis? Hipocrisia chapada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar destas makas e outras, como as mortes de emigrantes na fronteira norte, muito mexicano torce pela selecção norte-americana no Mundial, e orgulha-se desta relação de interdependência umbilical entre os países (boa parte dos produtos consumidos nos EUA são produzidos no México - mão de obra mais barata, claro está). No fundo, não é mais que uma grande ilusão, uma síndrome de inferioridade do tipo “se estou com os grandes, também sou grande”. Motivo de muitas discussões à volta de cervejas. Faz recordar aquelas fotografias entre um Zé-ninguém ultra sorridente abraçado a uma super estrela com cara de enfado, que só aceita tirar a foto porque é esse "zezinho" quem lhe alimenta a fama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é precisamente aí que reside a diferença. O México é tudo menos um Zé-ninguém. É um país com mil e uma riquezas, com uma cultura milenar, muito forte, capaz de fazer inveja aos gringos lá do norte, se eles tivessem sensibilidade para tal. Ofuscado pelo poderio dos EUA, este país reduz-se, minimiza-se, encolhe-se, ao mesmo tempo que esporadicamente se agarra à tradição e a um sentimento nacionalista, como o que este ano despertou com toda a força durante a comemoração dos 200 anos da independência e dos 100 anos do início da Revolução (Que independência? Que comemoramos? Independência de Espanha e dependência dos States? A morte por todos os lados?, perguntavam os velhos do Restelo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei, no fundo, com a ideia que é um país um pouco perdido, inclusivamente culturalmente. Alterna constantemente entre a super-afirmação e a submissão em relação aos estrangeiros, que são sobrevalorizados, e principalmente ao modelo gringo, que muitos encaram como o ideal, o fashion, o civilizado. Ainda que não o admitam. Contradições que põem o país numa encruzilhada a ser desfeita, para que o México levante voo por si mesmo. Sem a sombra paternalista e oportunista dos norte-americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, uma música ácida e divertida da grande Susana Zabaleta, sobre esta relação México/EUA. "Los Vecinos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Oc7hSCyRFcI?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Oc7hSCyRFcI?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-1091448449559035464?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/1091448449559035464/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=1091448449559035464&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/1091448449559035464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/1091448449559035464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2010/11/mexico-ii-politica-traidores-e-os.html' title='México: Política, traidores e os States'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-7592230685598713870</id><published>2010-11-05T17:53:00.001-07:00</published><updated>2010-11-06T07:04:17.056-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='méxico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>México: Narco e risadas</title><content type='html'>Houve os meses que foram passando. Percorri México de uma ponta à outra. Tirando o norte, onde o terrorismo do narcotráfico, as lutas entre clãs antes aliados, agora rivais, multiplicam os banhos de sangue. México sangrento nas manchetes dos jornais. Sangrias em bares e restaurantes, chacinas em festas, centros de desintoxicação e onde calhar. Mais de 28 mil mortos desde 2006, ano em que Felipe Calderón se tornou presidente. Gráfico aterrador em curva ascendente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há o medo, sim, embora todos os mexicanos saibam que quem não tem nada a ver com o assunto não é um alvo directo. A não ser que esteja no lugar errado à hora errada. À mesa, durante as refeições de família ou entre amigos, o assunto vem sempre à tona. Enumeram-se as estradas nacionais por onde já é perigoso passar durante a noite, relatam-se movimentos suspeitos de amigos ou vizinhos, contam-se histórias que excitam os noticiários, fala-se na guerra que o governo diz travar contra os narcotraficantes e nos resultados não muito animadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E todos dizem algo interessante, que atesta a dimensão do problema. O Governo, já ninguém tem receio de criticar, como há alguns anos. O poder político deixou de ser uma ameaça. O medo, agora, é de falar algo que enfureça os narcotraficantes, porque as represálias são, normalmente, fatais. Só este ano os narcos já mataram 11 jornalistas, segundo os Repórteres Sem Fronteiras. Dezenas de outros foram ameaçados. Tornei-me, inclusivamente, bastante amigo de uma repórter que teve que fugir com a sua filha da cidade onde vivia, para outra, depois de ter escrito um livro em que expunha ligações entre políticos e grupos de traficantes. O que antes era o bufo do governo tornou-se o bufo dos narcos. Por isso há receio em confiar na pessoa ao lado e em chamar a atenção de quem não se deve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, há a deslocação interna de habitantes dos estados do norte do país, os mais perigosos, para lugares mais tranquilos no centro e sul do país. Embora segurança seja cada vez mais relativa. Há poucas semanas, até a Cidade do México, onde nunca tinha acontecido nenhum acto violento relacionado com o narco, foi palco de uma matança de seis pessoas. Ciudad Juárez, na fronteira com os EUA, e considerada a mais perigosa do México (o número de assassinatos em relação ao número de habitantes é maior do que em Mogadíscio, na Somália), diz adeus todos os dias a dezenas de habitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um quadro negativo e negro? Sim, sem dúvida. Mas não extremo. O mexicano, à semelhança do angolano, tem uma capacidade incrível de burlar-se das suas desgraças. Barreira eficaz contra o pânico colectivo. Entre a descrição de episódios macabros, vem sempre a piada, a risada estridente, um coro de vozes e confusão tão típicos da Banda, também. Mexicano ri-se de si mesmo. E essa é a sua principal arma contra a paranóia e a dificuldade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-7592230685598713870?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/7592230685598713870/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=7592230685598713870&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/7592230685598713870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/7592230685598713870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2010/11/mexico-i-narco-e-risadas.html' title='México: Narco e risadas'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-7137812608519292215</id><published>2010-11-05T17:39:00.000-07:00</published><updated>2010-11-05T17:40:14.898-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='méxico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>Interregno</title><content type='html'>Um interregno longo. Um espaço de mim para mim. Porque durante estes meses, as palavras foram o que menos falta fez. As minhas, digo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui por um mês e fiquei quase quatro. México. A minha novela mexicana. Roteiro desajeitado de quem foi visitar terra estranha e voltou com ela encravada nas unhas. “México à flor da pele”, escrevi no post anterior. Quando a missa não ia nem a metade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi tudo muito para dentro. Uma vertigem cá dentro. Um abrir a muita coisa que a minha rotina agitada de Luanda, dedicada ao que me era exterior, me fez esquecer. Nos últimos anos fui-me adiando e omitindo, porque na minha cabeça, acima de tudo, era necessário escrever, era necessário estar atento, era necessário fintar, era necessário blá, blá, blá. Era necessário eu, também, e disso não me dei conta. Até agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente permiti-me e senti-me muito bem nesta nova posição. Mais equilibrado. Esta foi a herança de meses a fio em que saltei de turbilhão para alucinação, de êxtase sorridente para declive obtuso. E sabem que mais? Vivi. E sabem que mais ainda? Mudei. E pus na cabeça de uma vez por todas que há coisas que não posso omitir se quero, afinal, o que todos querem – ser feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discurso muito meu, este. Desculpem-me as lamechices. Mas, sabem, um homem também ama e chora. E isso, espantem-se, é tão bom.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-7137812608519292215?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/7137812608519292215/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=7137812608519292215&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/7137812608519292215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/7137812608519292215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2010/11/interregno.html' title='Interregno'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-6606912876363669703</id><published>2010-08-05T17:24:00.000-07:00</published><updated>2010-11-06T07:31:00.758-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='méxico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>Nada</title><content type='html'>O nome de mais uma canção. Agora de outro lado deste continente, no reverso de onde parti. Zoe. Não apareço há muito por todos os motivos e por nenhum. Estou no México, para que não duvidem mais. Um mês e meio. Cidade do México - DF, Mazatlán, Escuinapa, Mazatlán, Querétaro, Toluca, Querétaro, Guanajuato, DF, Cancún, Tulum, Punta Allen, Tulum, Playa del Carmen, Cancún, Chiquilá, ilha de Holbox, Chiquilá,Valladolid, Mérida, Mahahual, Oaxaca, Mitla, Hierve el Água, Tule, Oaxaca, Monte Albán, Oaxaca, Mazunte, Oaxaca, DF, Mazatlán, DF, San Cristóbal de las Casas, Ocosingo, La Garrucha, Ocosingo, Palenque, Cidade do México agora como ponto de permanência, não de escala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas somas e reduções num turbilhão descomunal que está a pôr em causa muito do que tinha estabelecido como as minhas verdades imutáveis. Foi-se a arrogância do auto-conhecimento consumado e do futuro definido a régua e esquadro. Foi-se muita coisa, veio muita outra. Para ficar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixou de ser uma viagem de paisagens e quilómetros. Passou a ser uma vertigem interior. Principalmente por isso não tenho escrito. A dica é balofa, repetitiva, monótona e lamechas, mas de facto "nada voltará a ser o mesmo". O espaço está em aberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui regresso a Toluca; de lá regresso a Querétaro. Ponto final, vírgula ou regresso ao lugar onde, de facto, quero regressar, tudo indefinido. México à flor da pele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-6606912876363669703?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/6606912876363669703/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=6606912876363669703&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/6606912876363669703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/6606912876363669703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2010/08/coracao-atomico.html' title='Nada'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-7541743309479353698</id><published>2010-06-17T11:09:00.001-07:00</published><updated>2010-11-06T07:34:24.682-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Argentina'/><title type='text'>La Negra</title><content type='html'>Não me canso de a ouvir em repeat. Na verdade, tem sido a minha grande companhia para onde quer que vá. La Negra, Mercedes Sosa. Argentina, o seu chão, que a ama profundamente. É complicado para mim descrever o efeito que têm em mim a força desta voz, das músicas que canta, dos poemas que interpreta. Elevam-me. Creio que é o que posso dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como fazia com Pantera, em Cabo Verde, que admiro profundamente, mas que não tive a sorte de conhecer, também aqui faço questao de confirmar junto a todos a dimensão de Mercedes Sosa. A quem vou conhecendo faco a mesma pergunta, só para ouvir a mesma resposta: "Quando ela morreu foi comoção geral, nao foi?". "O país parou. Fizeram-lhe uma vigília de dias quando foi internada, e o velório foi uma coisa impressionante. Ela era muito amada por todos", resposta comum, mais palavra menos palavra. E lá vou eu com aquela sensação de que, realmente, há pessoas enormes neste mundo. O que é sempre reconfortante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La Negra, idealista, exilada na ditadura argentina, la "mama grande", como lhe chamou Hugo Chávez quando ela faleceu. No seu corpo enorme de tucumana se aconchegavam jovens músicos apanhados no furacão do sucesso e da destruição total. Como Charly Garcia, rebelde irremediável que, nos braços de Mercedes Sosa, "se parecia como un niño", como me conta Gonzalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mercedes. Curiosa coincidência do nome com uma paixão mais que publicitada pela alta velocidade. Ficou famosa por cá a sua frase: "a diferença entre conduzir bem ou mal está na quantidade de bichos que ficam colados ao vidro no final da viagem".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho uma banda sonora desta viagem, em permanente expansão. E ela preenche a maior parte, sobretudo com os seus "zambas", música tradicional do norte da Argentina, marcada por uma percussão com contratempos lentos mas ao mesmo tempo alucinantes. "Balderrama", "Galopa Murrieta", o clássico "Gracias a la vida", "Maza", "Canción con todos", e outros tantos. Arrepiam-me da cabeça aos pés. E sobretudo têm tudo a ver com o lugar onde estou, com as paisagens e as pessoas. Na verdade, Mercedes Sosa, com a sua voz, os seus poetas e compositores, tem a vibração desta terra. Talvez seja sugestão. Talvez nao. La Negra lado a lado, nota a nota, rumo a rumo. La Negra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-7541743309479353698?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/7541743309479353698/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=7541743309479353698&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/7541743309479353698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/7541743309479353698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2010/06/la-negra.html' title='La Negra'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-5190406672627125152</id><published>2010-06-17T10:25:00.000-07:00</published><updated>2010-11-06T07:36:23.185-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Argentina'/><title type='text'>And loading...</title><content type='html'>Muita coisa ainda por contar. E que vou adiando, por falta de tempo e porque o processamento de tudo o que vi e experimentei nas últimas semanas ainda está em curso. Loading... and loading... And loading.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Buenos Aires a Bariloche; de Bariloche a El Calafate; de El Calafate a Puerto Natales, Chile; de Puerto Natales a Ushuaia, Tierra del Fuego; de Ushuaia a Buenos Aires, a única viagem de avião nos milhares e milhares de quilómetros que percorri nas últimas duas semanas em direcção ao sul. Agora uma outra. Hoje à noite. 21.20. Mexicana de Aviación. Buenos Aires/ Cidade do México/ Mazatlán.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reloading... mais uma vez esta sensação que me acompanha desde que fui concebido - uma saudade permanente e de certa forma pesada por algo. Saudade perene. Mas acima de tudo um sentimento de profunda gratidão, emocionada até às lágrimas. Aos abraços de novos e velhos braços, aos elementos, à terra crua, aos céus descomunais e profundos, às montanhas tão imponentes como nos habituámos a imaginá-las, às neves perpétuas, ao sol que, por estes dias, no sul extremo, se eclipsa antes de ser totalmente parido pelo céu. Grato a todos os elementos pela forma como se entregam sem limitações a um forasteiro apanhado nas malhas da "cintura cósmica do sul".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Loading...&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;and loading...&lt;/span&gt; and loading... &lt;span style="font-size:85%;"&gt;and loading... &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-5190406672627125152?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/5190406672627125152/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=5190406672627125152&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/5190406672627125152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/5190406672627125152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2010/06/and-loading.html' title='And loading...'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-4378540404125909265</id><published>2010-06-13T14:48:00.000-07:00</published><updated>2010-11-06T07:41:42.970-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Argentina'/><title type='text'>Portas da Patagónia</title><content type='html'>A estrada passa, fica para trás. Passa e sempre continua. A estrada com as suas marcas, linhas contínuas, descontínuas. A estrada que delimita a paisagem a que eu vou assistindo das minhas janelas de autocarros, desimpedidas, sem barras a cortá-las. A minha viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buenos Aires, 31 de Maio. Auto-estradas ao ritmo de Cerati, rumo ao sul. Pampa seca, milhares de quilómetros e pampa, pampa, pampa. Paisagem desértica, gado, pampa na noite gelada numa estrada que corta a Argentina. A noite longa, embaciada e dormente na janela de autocarro, ecrã priveligiado de quem ali está sem saber bem como. Pampa que essa noite traga e que se ergue em movimento tectónico em montanhas friorentas que anunciam a Patagónia argentina e os Andes, mais à frente. O sol nasce, por entre o nevoeiro, tomando de assalto o Vale Encantado. Assim se chama, e assim é. Pedregulhos despenteados e ziguezagueantes no cone sul-americano. Primeiro contacto com o gelo andino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bariloche, porta do sul argentino. Pensão Witkter, do Wikter que sempre sonhou em ir a África. O Tronador, a montanha que ruge, e os seus glaciares. Os sete lagos e San Martin de los Andes, Puerto Bles e alguém que pergunta se a história de diamantes em Angola é como a do filme "Blood Diamond". Angola em desenhos de guardanapos de papel, Angola nas conversas em autocarro com velhinhas de todos os lados da Argentina que insistem em alimentar-me, como se o facto de viver na Banda signifique automaticamente estômago roncante, como o Tronador. A curiosidade pela nossa música, comida, e a minha dificuldade crónica de traduzir para espanhol óleo de palma (de uva?, azeitona?, milho?, perguntam), mandioca e funge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bariloche dos chocolates, do ambiente suíço. E do gelado, frio de rachar, do exótico. Porque para mim exotico é isto - neve, lagos gelados, gelo na estrada, glaciares, condores. E a lembrança de uma discussão numa das reuniões de redacção do NJ, sobre a pertinência de usar a palavra "exótico". Porque afinal, como tudo, é apenas uma questao de perspectiva. Os bichos raros as vezes não são tão raros como isso. Outros sim, são, mas nao se manifestam. Mas essa é outra história. O que importa é que o chefe Freitas tinha, mais uma vez, toda a razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bariloche, início da Patagónia que desde muito novo, muito por culpa dos contos e crónicas de Sepúlveda e do livro de Chatwin, me atraiu imenso. Do papel para a estrada. Patagónia. Cheguei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-4378540404125909265?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/4378540404125909265/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=4378540404125909265&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/4378540404125909265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/4378540404125909265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2010/06/portas-da-patagonia.html' title='Portas da Patagónia'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-8929699225032905157</id><published>2010-06-01T14:16:00.000-07:00</published><updated>2010-11-06T07:42:59.646-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novo Jornal'/><title type='text'>Parabéns puto Vemba!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/TAV9ZeZ7qDI/AAAAAAAAAic/j4gPMciWlXw/s1600/vemba.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477922398378108978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 268px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/TAV9ZeZ7qDI/AAAAAAAAAic/j4gPMciWlXw/s400/vemba.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O jornalismo angolano conquistou este fim de semana pela segunda vez consecutiva o prémio Jornalista Africano CNN MultiChoice de língua portuguesa com a atribuição do galardão a Sebastião Vemba com um trabalho sobre deslocados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No conjunto de reportagens “Adeus Ilha”, que Sebastião Vemba escreveu para o Novo Jornal e que no sábado, lhe permitiu ganhar o prémio da CNN para a categoria de língua portuguesa, conta-se a odisseia de milhares de pessoas que foram obrigadas a deixar a Ilha de Luanda para a área do Zango, na periferia de Luanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prémio, entregue em Kampala, Uganda, na sua 15.ª edição, coloca Angola a ganhar este galardão pela segunda vez consecutiva, depois de em 2009 Ernesto Bartolomeu, da Televisão Pública de Angola, o ter também recebido com um reportagem sobre a batalha do Cuito Cuanavale.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sebastião Vemba tem 25 anos, é jornalista há quatro, e integra hoje os quadros do “Economia&amp;amp;Mercado”, embora se mantenha como colaborador do jornal onde publicou as reportagens vencedoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a atribuição deste prémio, a ministra da Comunicação Social, Carolina Cerqueira, felicitou o premiado e disse ser este um incentivo para os jornalistas angolanos participarem nas próximas edições, dignificando o jornalismo nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre Vemba, António Freitas, chefe de redação do Novo Jornal, realçou a “sensibilidade” que o jornalista tem para a reportagem, a sua “capacidade de observação” e como, na construção da narrativa, “transporta com facilidade o leitor para a ação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É um jovem com imenso potencial (tem 25 anos e quatro de profissão), muito empenhado , com uma imensa vontade de aprender e com muito para dar. Vai, na certa, dar que falar no jornalismo angolano”, disse António Freitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também a secretária geral do Sindicato de Jornalistas Angolanos, Luísa Rogério, considerou este prémio como “uma vitória do jornalismo angolano”, que vem “atestar a melhoria do jornalista que se faz no país”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O trabalho que conquistou o prémio tem ainda como sublinhado o facto de ser uma chamada de atenção para os problemas sociais do país”, disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;LUSA&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;... e eu acrescento: esta reportagem, o Vemba fê-la doente. Ter subido ao camião onde as pessoas estavam a ser carregadas como animais para o Zango foi de se aplaudir. Faro jornalístico a toda a prova. O resultado final foi uma supresa grande e representou, sem dúvida, um salto de gigante na forma e conteúdo dos seus textos. Parabéns meu puto! Que orgulho!&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*foto de Aoaní d'Alva, copiada à sucapa do paralelosehemisferios.blogspot.com, de Isabel Bordalo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-8929699225032905157?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/8929699225032905157/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=8929699225032905157&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/8929699225032905157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/8929699225032905157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2010/06/parabens-puto-vemba.html' title='Parabéns puto Vemba!!'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/TAV9ZeZ7qDI/AAAAAAAAAic/j4gPMciWlXw/s72-c/vemba.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-8004848622000542436</id><published>2010-05-27T12:08:00.000-07:00</published><updated>2010-05-27T12:34:33.534-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='27 de Maio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><title type='text'>27 de Maio</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S_7DZtuEWwI/AAAAAAAAAh0/xlf21PAdEVs/s1600/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476029043466066690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 288px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S_7DZtuEWwI/AAAAAAAAAh0/xlf21PAdEVs/s400/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Hoje. 33 anos de silêncios.&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-8004848622000542436?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/8004848622000542436/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=8004848622000542436&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/8004848622000542436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/8004848622000542436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2010/05/27-de-maio-hoje.html' title='27 de Maio'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S_7DZtuEWwI/AAAAAAAAAh0/xlf21PAdEVs/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-862591854591793790</id><published>2010-05-27T12:03:00.001-07:00</published><updated>2010-05-27T12:32:21.965-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memória'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><title type='text'>Buala</title><content type='html'>&lt;em&gt;Aqui em baixo, um novo projecto, a que MUKUARIMI se associa:&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;PRÉ-LANÇAMENTO BUALA [em fase de teste]&lt;br /&gt;Temos o prazer de convidar a visitar online o BUALA, novo portal de Cultura Africana Contemporânea: &lt;a href="http://www.buala.org/"&gt;http://www.buala.org/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de hoje, e durante 30 dias, o portal funcionará em fase de teste para darmos a conhecer o projecto a um grupo de pessoas, instituições e empresas que julgamos poderem ter interesse em colaborar activamente nesta ideia. Estamos portanto permeáveis a sugestões, correcções e novas colaborações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o apoio da Casa das Áfricas [Brasil] e Fundação Calouste Gulbenkian [Portugal], foi possível implementar o site que agora apresentamos. Aguardamos comentários,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela equipa BUALA,&lt;br /&gt;Marta Lança, Marta Mestre e Francisca Bagulho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-862591854591793790?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/862591854591793790/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=862591854591793790&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/862591854591793790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/862591854591793790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2010/05/buala.html' title='Buala'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-2252275918416389735</id><published>2010-05-27T11:28:00.000-07:00</published><updated>2010-11-06T07:47:06.513-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Argentina'/><title type='text'>Outono e Lo de Charly</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S_7GMk6Qd3I/AAAAAAAAAiE/ATrwJvuaZ_E/s1600/buenos-aires.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476032116297856882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 274px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S_7GMk6Qd3I/AAAAAAAAAiE/ATrwJvuaZ_E/s400/buenos-aires.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Luz de Outono. Luz e frio de Outono na latitude da Cidade do Cabo, mas num outro lado do mundo. Buenos Aires com o acordeão de Chango Spasiuk. Chámame do norte e nordeste, Misiones. Sempre a música a dar um toque especial à coisa. É vício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas ruas, os despojos das comemorações da Revolução de Maio, que há precisos 200 anos dava o mote para a independência argentina, seis anos depois. A libertação definitiva das “províncias unidas do sul” que o hino, obrigado por decreto, recorda todas as meias-noites nas rádios nacionais. Versão oficial ao estilo militar, versão (lindíssima) de Mercedes Sosa e Folkloristas, ou versão Charly Garcia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bicentenário e as ruas da capital federal, o microcentro copy-paste Espanha oitocentista, abarrotadas de gente. Altos e menos altos brancos-europeus, baixos e de olhos rasgados-asiáticos, baixos e menos baixos de pele curtida pelo sol e frio em traços indígenas. Gente de todo o tamanho e feitio a lembrar que a história desta terra é origem e mestiçagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os descendentes dos escravos não se vêem. Não existem mais, ainda que há dois séculos 40% da população argentina fosse negra. Como vários povos índios, foram dizimados, mas numa campanha de esperança podre. Foram enviados para a frente das várias batalhas que moldaram a Argentina. Se regressassem vivos e inteiros, tornavam-se livres. Se não, paciência. Pois bem: ou não voltaram ou desapareceram do mapa. Eclipsaram-se. Argentina parida no sangue – dos negros, dos índios - um milhão de mortos em campanhas de deserto. Um país que agora se celebra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sangue também da ditadura. 30 mil mortos em sete anos de um dos regimes mais extremos da América Latina dos finais dos anos 70. Ainda hoje se condenam carrascos, velhos antes em prisão domiciliária dourada, e que vão terminar os dias na cadeia como qualquer criminoso. As feridas estão demasiado abertas, mas pelo menos tentam-se curar. Ao contrário do nosso Maio de 77, que poderá ter vitimado mais do dobro desta tragédia, mas que virou tabu de Estado. A ditadura argentina, dizia. E os valores da liberdade e resistência em noite de celebração nas vozes de intervenção que subiram ao palco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite na avenida 9 de Julio, centríssimo de Buenos Aires, junto ao obelisco onde se ergueu pela primeira vez a bandeira argentina e que, por vezes, serve de pénis encamisado das campanhas de luta contra o SIDA. O aproveitamento político também da praxe de uma data de todos. Partidarização do aniversário de uma revolução, com campanhas do governo de Cristina Kirchner. A lembrar a nossa Banda. Versão mais light, mas igualmente nojenta e inadmissível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite de Buenos Aires e da Argentina oficialmente comemorada. Propagandisticamente comemorada. Cerveja Quilmes e a parrillada do mítico “Lo de Charly” que, às 4 da manhã, já nao há. A festa passou. Os palcos da festa viram esqueleto de metal. A vida regressa, normal, à cidade do tango.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-2252275918416389735?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/2252275918416389735/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=2252275918416389735&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/2252275918416389735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/2252275918416389735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2010/05/outono-e-lo-de-charly.html' title='Outono e Lo de Charly'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S_7GMk6Qd3I/AAAAAAAAAiE/ATrwJvuaZ_E/s72-c/buenos-aires.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-8685486031511702491</id><published>2010-05-27T11:22:00.000-07:00</published><updated>2010-11-06T07:51:56.262-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Argentina'/><title type='text'>Sábado-Padua</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S_7HTbmflrI/AAAAAAAAAiU/CMWlpcmjJvw/s1600/NoAlvialCostero.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476033333569754802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 243px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S_7HTbmflrI/AAAAAAAAAiU/CMWlpcmjJvw/s320/NoAlvialCostero.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; É a cara chapada de Victor Jara. Feições indígenas, queixo alongado, pele queimada, cabelo negro bem liso tombado para o lado direito. Baixo, com telemóvel na mão a controlar os três minutos convencionados para cada intervenção. Diz que “este é um grupo de amor”. Aplausos na ponte pedonal que atravessa a via do Tren de la Costa, estação de Mitre. Amor em anteposição às bandeiras partidárias e ao aproveitamento politico do movimento-cidadão. Senta-se, sério. Abraçam-no. É actor e músico argentino. Padua, chamam-lhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma assembleia popular. Gente de todas as idades, politizados ou não; estudantes universitários e advogados mais velhos de óculos escuros; curiosos e putos de skate na mão; cães por todos os lados; artistas, malabaristas, músicos; populares, dezenas de pessoas numa reunião espontânea ao velho estilo da utopia, sentados no chão de um espaço público da sua cidade. Juntos, com maior ou menor capacidade de intervenção, maior ou menor romantismo ou pragmatismo, decidem formas de luta contra a construcção de uma auto-estrada no parque do Paseo de la Costa, no bairro Vicente López. “No al vial costero” que separará ainda mais a cidade do Rio de la Plata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os que querem, falam. Alguns entusiasmam-se e gritam os chavões “inimigo”, “resistência”. Fantasmas vomitados tantas vezes que já nem assustam. Mas falam, moderados pela jovem socióloga Clara que faz um esforço de titãs para dar voz a todos, pôr ordem na casa e seguir em frente quando o impasse em discussões de nada impacienta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assembleia popular também de gente que já tem anos e anos de estrada, num país onde fazê-lo já significou inferno na terra ou carimbo para a eternidade. Discutem-se novas formas de protesto, e de como ganhar tempo para que os advogados "aliados" possam tomar acções legais para impedir o avanço das obras. Fala-se do “misticismo” da acção do dia anterior, em que 20 pessoas enfrentaram, noite dentro, 300 polícias, encerrados no campo três do Paseo de la Costa. Sufoco contrariado por mais de mil manifestantes, sobretudo habitantes do bairro, que ao mesmo tempo, do lado de fora do campo cercado, pressionavam a retirada das forças policiais e exigiam o fim do projecto. Chegou-se a um acordo. As máquinas pararam até à quarta-feira seguinte e os manifestantes foram para casa. Derrota ou retirada estratégica. Discussão também logo abafada na ponte da estação Mitre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma tarde de sábado, simples, como outra qualquer. Cinzentona e fria. E um grupo de cidadãos reunidos num espaço público a discutir como exercer, em conjunto, a sua cidadania. Sem bandeiras partidárias, proibidas, aliás, na manifestação que ocorreria dias mais tarde. Assim só, em defesa de um espaço comum a que o governo da cidade porteña quer pôr fim para erguer prédios de luxo e uma estrada com cheiro a lavagem de dinheiro. A mesma história de sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali sentado, assistente de fora, surgiu o anti-paralelismo, inevitável: sábado-cidadão versus sábado-Cuca; sábado-luta versus sábado-resignação; sábado-consciência versus sábado-alienação; sábado-Buenos Aires versus sábado-Luanda; sábado-Padua versus sábado-eu-e-muitos-mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-8685486031511702491?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/8685486031511702491/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=8685486031511702491&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/8685486031511702491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/8685486031511702491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2010/05/sabado-padua.html' title='Sábado-Padua'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S_7HTbmflrI/AAAAAAAAAiU/CMWlpcmjJvw/s72-c/NoAlvialCostero.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-5523962650039804643</id><published>2010-05-27T11:18:00.000-07:00</published><updated>2010-11-06T07:53:54.507-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Argentina'/><title type='text'>O mapa de Carlos Alberto</title><content type='html'>Numa parede da casa de Carlos Alberto e Juana, um mapa-mundi gigante. A RDC ainda é Zaire, e outros que tais, mas ele lá está, colado, enorme, ameaçado pela humidade (a mesma que obrigou a tirar do lugar o forno eléctrico, na cozinha). Uma torrente de perguntas sai, imprevisível. O olhar curioso deste kota verte em perguntas sobre os mandingas que não somos, dos bantu que sim, também somos, e em questões sobre a colonização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um livro na mão que tirou da sua prateleira de mil folhas, mostra a divisão etno-linguística de África. Fala de kimbundo, dos Mbundo. E da escravatura. Com os olhos bem abertos, solta uma avalanche de palavras ao jeito tão bom de quem não se quer impor ou pavonear com conhecimento, mas partilhá-lo com avidez. Procura saber, fala de África com alguma autoridade e de Angola com simpatia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, deste outro lado do mar há quem nos conheça para lá do óbvio. O que, tendo em conta o contexto histórico, é sempre uma boa surpresa. Naquela casa laranja do bairro Olivos, um mapa do mundo XL pinta, a verde e a curiosidade, o quadradinho que somos nós, canto sul de uma África distante da cidade porteña.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-5523962650039804643?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/5523962650039804643/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=5523962650039804643&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/5523962650039804643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/5523962650039804643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2010/05/o-mapa-de-carlos-alberto.html' title='O mapa de Carlos Alberto'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-3319026549029495353</id><published>2010-05-27T10:57:00.000-07:00</published><updated>2010-11-06T08:00:00.363-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Argentina'/><title type='text'>Teatro Avenida</title><content type='html'>Teatro Avenida, Avenida de Mayo, 1222. A minha porta de entrada para Buenos Aires. Depois de um longo caminho no “Crucero del Norte” que me trouxe, ao longo de pesadas 36 horas, de São Paulo até à capital argentina. Paraná de oeste a leste com as plantações de soja que nunca mais acabam, Foz do Iguaçu com fronteira comum a três países, o adeus ao Brasil onde passei três meses. Logo Misiones, Corrientes e Entre Rios com a noite, e o destino final ao nascer do dia. 21 de Maio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teatro Avenida e um encontro, seis anos depois. Gonzalo. Amigo grande dos tempos de Santiago de Compostela. Nos primeiros croissants num dos muitos cafés acolhedores da cidade, o desfilar das memórias daquele ano galeglo e incrível em que tudo foi possível. O reafirmar de uma amizade que não se esgotou nem no tempo, nem na distância, e que, mais importante, não ficou retida lá atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gonzalo percurssionista e músico profissional de vibrafone e marimba, elemento de orquestras que enchem grandes salas da capital argentina, centro vibrante de cultura. A Buenos Aires de Gonzalo e de Jazmin, a sua namorada, activista severa, é a que estou a conhecer. Polvilhada com longas conversas noite dentro, na sua pequena casa octogenária da calle Blanco Encalada. Luz quente e rosada de três pequenos candeeiros e palavras sobre Argentina, Angola, política, memórias, música, cultura, História e mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade. Altamente europeia no aspecto, no jeito de vestir e de andar. Cinzenta, triste. Melancólica e feminina. Ao mesmo tempo, com uma vibração diferente. América Latina que não se reconhece a si mesma, presa que está numa longínqua raiz europeia que supostamente a valoriza e diferencia. Identidades cruzadas, no fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os edifícios elegantes do centro, os novos arranha-céus de gosto bastante, mas bastante duvidoso. San Telmo com a feira de antiguidades de domingo, antigo bairro negro da cidade, quando ainda os havia (os negros). La Boca, pobreza em jeito de cartão-postal pintado a cores vivas no lugar onde aportavam os imigrantes que fizeram este país como ele é. Centro turístico de excelência, com tudo o que de aborrecido isso tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Belgrano, Puerto Madero, La Recoleta e um cemitério monumental onde descansam todos os presidentes e personagens importantes e snobes. Importante ponto turístico também, mórbido até ao esqueleto. O bairro judeu onde, em 1994, um atentado matou dezenas de pessoas. Ao longo de uma das ruas, o nome da cada uma das vítimas, simbolizadas por árvores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade. Quadrada, das “cuadras” que tudo indicam e a todos orientam. O sotaque característico dos argentinos, em que o “ll” vira “ch”. Boludo, pelotudo, kilombo, chavon, guita, mina, pibe. Trocar o “tu” por “vos”, o “vosotros” por “ustedes”. Seis anos depois, mergulho de novo no espanhol que, afinal, não esqueci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comer o assado é ritual. Carne de todos os tipos e feitios, enchidos de todos os tipos e feitios, uma digestão pesada que ajuda a digerir o fernet, licor cá da banda feito de ervas, amargo adocicado por Coca Cola. Trazido da Europa pelos imigrantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ecos de Buenos Aires, que se tem vindo a mostrar uma espécie de laboratório político e social da América Latina. Lembranças de repressão, como a de 2001, depois da hecatombe financeira do país. Assembleias populares por todos os bairros, manifestações, perseguição, espionagem, mortes seleccionadas, o assassínio de um anjo que andava de bicicleta, imortalizado na música “El Ángel de la Bicicleta”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anjo - activista social que geria um "comedor" para crianças pobres, personagem identificado então pelas autoridades como agitador social. Antes de ser morto a sangue frio, gritou a frase que virou refrão de música e um ícone desses tempos: “bajen las armas/ que aquí solo hay pibes comiendo”. Morreu. Nos dias seguintes por toda a cidade a imagem de um anjo de bicicleta foi chapada nas paredes públicas. Sarampo de consciência. Não morreu. E virou mito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As músicas. “Maria de los Buenos Aires”, ópera de Piazzola, no Centro Cultural Borges. A eterna Mercedes Sosa, que tanto adoro, e que aqui se projecta na memória e emoção colectivas. E que, afinal, era viciada em alta velocidade e em carros potentes. Sons. Zambas, chámame, tango e tango electrónico e o candombe uruguaio, que vem do outro lado do Rio de La Plata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Histórias, muitas. Da "mania" das gentes da capital se acharem europeias, do virar de costas aos restantes povos da região. História feita de San Martin, libertador da América do Sul, juntamente com Bolívar, e de sobreviventes do Holocausto e dissidentes nazis que aqui encontraram porto seguro, ironicamente lado a lado. Da construcção da cidade, ou de imigrantes como o avô de Gonzalo, que chegou há 80 anos ao porto de Buenos Aires, vindo de Italia. A boina que trazia nesse dia, castanha clara, foi-me oferecida em mãos pelo Gonz, num gesto altamente simbólico, para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma boina octogenária, um cachecol gigante que a Jazmin me fez, e uma pulseira que ela trouxe de Jujui, no nordeste do país, alta montanha andina, e que me ofereceu, vou descubrindo tranquilamente Buenos Aires. Com um frio de Outono que me gela da cabeça aos pés.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-3319026549029495353?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/3319026549029495353/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=3319026549029495353&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/3319026549029495353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/3319026549029495353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2010/05/teatro-avenida.html' title='Teatro Avenida'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-4404687922361809762</id><published>2010-05-27T10:41:00.000-07:00</published><updated>2010-11-06T08:02:17.389-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>Orangue na Virada</title><content type='html'>É uma cidade improvável para um tipo como eu, meio provinciano, gostar. Mas gosto dela. São Paulo. Depois do Rio e de uns dias em Paraty (escrevo sobre esta vilazinha mais tarde), a maior metrópole da América do Sul. Cinzenta, tensa, vibrante, a cidade de todas as opções. O lugar gigante onde há tudo para fazer (mas rigorosamente tudo) a qualquer hora do dia. Quando se vem de um deserto de opções como Luanda, saber que se tem tudo à disposiçao, mesmo ficando todo o dia em frente à televisao, sabe muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana de amigos de cá que viveram em Angola - Ju, Fabrício e Roberta -, de muita paródia, de viver rápido e de cometer alguns atropelos sentimentais. A constipação que me pegou um beijo, ou muitos beijos, as famílias de cada um, as recordações que se reactualizam em novas experiências juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim-de-semana da virada cultural e uma surpresa. Num sábado em que quatro milhões de pessoas anoiteceram e amanheceram nas ruas paulistanas, saio de uma casa de banho de um hotel e vejo-o. Nada mais, nada menos que o Padre Horácio, figura mítica entre as crianças de rua de Luanda, com quem trabalhou durante anos e anos e anos a fio e criou o Centro de Acolhimento Arnaldo Jansen. Ou, muito simplesmente, o Centro do Padre Horácio, como ficou popularmente conhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Orangue foi uma das pessoas que me apoiou quando cheguei a Luanda em 2004. Era mais um caçula dele. Bebíamos maruvo e dávamos umas voltas ao domingo, depois dele dar a missa. Falávamos de tudo e mais alguma coisa. Em 2006, depois de vir de Cabo Verde, ainda nos encontrámos duas ou três vezes, mas logo ele foi transferido para o Brasil. Perdi-lhe o rasto até agora, três anos depois, num encontro mais que impossível no meio de uma das maiores metrópoles do mundo, numa noite de uma confusão inimaginável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almoçámos juntos no dia em que eu viajaria, coincidementente, para o país dele, a Argentina. Pusemos a conversa em dia, actualizámo-nos. E despedimo-nos sem marcar encontro, porque sabemos que ele vai-se dar novamente, num qualquer canto de um mundo improvável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-4404687922361809762?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/4404687922361809762/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=4404687922361809762&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/4404687922361809762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/4404687922361809762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2010/05/orangue-na-virada.html' title='Orangue na Virada'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-4832132435192502539</id><published>2010-05-05T18:30:00.000-07:00</published><updated>2010-05-11T11:27:00.736-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>Rio angolano</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S-S9m5I7GDI/AAAAAAAAAhc/H3nGW_C0GII/s1600/rio2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468704323405551666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S-S9m5I7GDI/AAAAAAAAAhc/H3nGW_C0GII/s400/rio2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há uma dinâmica angolana bastante interessante aqui no Rio de Janeiro. Quando cheguei, há uma semana, do outro lado da baía de Guanabara recebeu-me Marta Lança, jornalista portuguesa intimamente ligada a Angola. Um dia depois, saí a tomar umas birras com Keita Mayanda, rapper luandense, aqui de férias. Mais tarde apareceu Ariel de Bigault. Na altura, esta realizadora e produtora cultural francesa, que tem uma vasta obra sobre Angola, estava de passagem pelo Rio, a caminho de Salvador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sábado, dia em que chegou Roberta, paulistana que viveu em Luanda, um jantar em casa de Sérgio Afonso, fotógrafo e cineasta angolano que aqui vive há dois anos. Ontem, encontro com Antónia Onofre, jornalista benguelense que passou pelo Rio a caminho do Chile, para um encontro de jornalismo. Pelo meio, telefonemas para Ondjaki, que também aqui mora, e conversas via skype com Agualusa, que fez do Rio de Janeiro uma segunda casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a cidade como pano de fundo, as discussões sobre Angola. As mesmas, mas à distância, o que permite olhar o país de outra forma. Os problemas, as comparações com o Brasil, as novas ideias e projectos que se querem aplicar quando voltarmos à Banda. A sensação mais real da loucura que são as nossas rotinas e limitações em Luanda. E aquela tirada comum e inevitável, em comparação um tanto ou quanto simplista: "aqui, até a favela tem energia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversas também sobre representações de África que abundam no Brasil - o continente "negro" encarado como um único país, onde vivemos no meio dos animais selvagens e em cima das árvores. A África mítica a que se agarram (até) académicos e os movimentos de reinvindicação dos direitos dos negros brasileiros. Aqui, muita gente que deveria estar muito melhor informada, assume África como a mesma de há 500 anos, cristalizada numa equação ao estilo "tribo e leões, africanos bons e colonos maus". Evita-se a África de hoje, a África real, fruto de todos os processos históricos - desastrosos ou libertadores, externos ou internos - que a varreram desde sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa tentativa de afirmação de identidades, muitos afro-brasileiros agarram-se a esta África ancestral para se encontrarem e imporem em peito feito contra o racismo que aqui grassa, mais ou menos camufladamente. As tribos "originais" (o que quer que isso seja), os sobas, os reis e a "mamã África" surgem como uma espécie de tábua de salvação identitária para quem se sente (e é, na verdade) continuamente agredido e excluído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os exemplos são vários. Como o que vende Salvador como uma segunda África. Teoria que quem vem de Luanda e passa um tempo na capital baiana não compra nem no arreiou. A colagem é absolutamente forçada. Existem traços comuns nos sons, na gastronomia, em alguns traços fisionómicos e posturas, é certo, mas são ténues e difusos, reminiscências do passado, misturadas com algo novo. Não são africanos, são outra coisa, já - brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil não é africano, nem europeu, nem asiático. O Brasil é o Brasil, e ponto final. E este deveria ser o ponto de partida para qualquer discussão sobre identidade do brasileiro, quer seja índio, "afro", "euro" ou "japa". Não quero mandar boca em casa alheia, mas vir de África permite-me ter uma opinião. E ao agarrarem-se a algo que já não existe, a não ser na cartilha identitária que eles próprios compõem, os afro-brasileiros correm o sério risco de se confundirem e de se perderem ainda mais - ou não fossem muitos dos seus fundamentos meras derivações de equívocos em que insistem em acreditar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-4832132435192502539?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/4832132435192502539/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=4832132435192502539&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/4832132435192502539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/4832132435192502539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2010/05/rio-angolano.html' title='Rio angolano'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S-S9m5I7GDI/AAAAAAAAAhc/H3nGW_C0GII/s72-c/rio2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-5633156041241384860</id><published>2010-05-05T18:13:00.001-07:00</published><updated>2010-05-08T07:37:03.629-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>Impressões de corrida</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S-V2m1r9GVI/AAAAAAAAAhs/X4od8BvH4co/s1600/sombra.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S-V2m1r9GVI/AAAAAAAAAhs/X4od8BvH4co/s400/sombra.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468907732129880402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Correm para a frente, para trás. Com pressa, devagarinho. Com sungas ou calções de banho ou de licra, t-shirt ou em tronco nú. Correm com os pés, com bicicleta, de skate e com mp3's e ipod's amarrados no braço.&lt;br /&gt;Hedonismo puro, uma preocupação pelo físico e aparência a toda a prova. O calçadão de Copacabana, Ipanema, Leblon, o da Lagoa Rodrigo de Freitas e sei lá mais onde, de dia, de noite, de noite-dentro - milhares de cariocas de um lado para o outro numa dinâmica que nunca vi, em jeito de corpo único, centopeia disléxica nos seus pés em sentidos contrários.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-5633156041241384860?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/5633156041241384860/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=5633156041241384860&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/5633156041241384860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/5633156041241384860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2010/05/impressoes-de-corrida.html' title='Impressões de corrida'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S-V2m1r9GVI/AAAAAAAAAhs/X4od8BvH4co/s72-c/sombra.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-5184156286910734718</id><published>2010-05-05T18:00:00.000-07:00</published><updated>2010-05-05T19:28:48.903-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>Uma tentativa</title><content type='html'>Para onde quer que se olhe, reconhece-se. A da televisão, das canções, poemas. A da sensibilidade e propaganda. A cidade. Verde-mato, branco-areia, azul-céu-mar. Rio de Janeiro a cumprir com rigor e superação os clichés que a tornam o que é, referência e imagem principal do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, a boca sempre em espanto e os sentidos alerta. Cada rotação em grau menor traz algo novo e surpreendente em termos de beleza natural. Não falo, por isso, da cidade cimento. Nem dos contrastes luxo e miséria. Estou aqui há meia dúzia de dias, não tenho mínima propriedade para caracterizar o Rio a outros níveis senão o que me surge como percepção imediata. Apenas vejo os sinais  - favelas cintilantes a pontilhar os morros, como o do Dois Irmãos, onde acaba o ultra-luxuoso e chato Leblon. E um distanciamento crónico entre os dois mundos que aqui convivem de costas voltadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-5184156286910734718?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/5184156286910734718/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=5184156286910734718&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/5184156286910734718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/5184156286910734718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2010/05/uma-tentativa.html' title='Uma tentativa'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-8017980775740475895</id><published>2010-05-03T13:42:00.000-07:00</published><updated>2010-05-05T19:36:38.200-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>Mau génio</title><content type='html'>Escrever algo original sobre o Rio de Janeiro é para génios. Como não o sou, limito-me a repetir o que tantos já disseram: a beleza desta cidade - meio mato, meio betão; meio luxo, meio miséria - é verdadeiramente extraordinária. As outras palavras (as que na realidade poderão descrever o que se vê por aqui), deixo-as para quem as sabe, de facto, escrever. A mais de que isto não me atrevo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-8017980775740475895?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/8017980775740475895/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=8017980775740475895&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/8017980775740475895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/8017980775740475895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2010/05/mau-genio.html' title='Mau génio'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-5163410028798695755</id><published>2010-04-30T12:35:00.001-07:00</published><updated>2010-05-05T19:37:04.851-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>Antes do Rio III - Caminho</title><content type='html'>De Canavieiras para Itabuna, três horas. De Itabuna para o Rio, 21. Músicas de viagem no autocarro semi-leito da "Águia Branca": "Despedida", "Duerme Negrito", "Luchin" e "Deja la vida volar", Victor Jara; "Maza", "Gracias a la vida", "Alfonsina y el Mar", "Solo le pido a Diós", "Cantame", "Canción con todos" em repeat, Mercedes Sosa. O disco que preparei para a Sara: "Piololo", Lokua Kanza; "Ana na Ming", Salif Keita; "Muna Xeia" e "Minino", Sara Tavares; "Balumukeno", Bonga; "Kothbiro", Ayub Ogada; "Belina", Artur Nunes; "Ninanana", Modena City Ramblers; "Apili", Simentera; uma que não posso dizer que tenho porque nunca foi editada; "Awa Y'okeyi", Papa Wemba; "Sueño con serpientes", Silvio Rodriguez. E os brasileiros: "Chega de Saudade", Mpb-4; "Chame gente", Armandinho e Moraes Moreira;"O tempo não pára", Cazuza; "Chover, chover", Cordel do Fogo Encantado. E também o motor do autocarro, a cortar os silêncios longos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apontamentos: subir a serra verde ao pôr-do-sol, verde e mais verde. Aqui o céu é mais alto, distante. Os carcarás (aves de rapina) a planar. Plantações extensas de eucaliptos, alinhados, dão diferentes tonalidades a este verde. Represas em pequenos povoados. Rebanhos de cabras a correr. E o sol que se põe. O ar frio do autocarro e a manta azul de malha que tenta aquecer o corpo. Terra vermelha, gretada, tal e qual a do Miradouro da Lua, em Luanda. Acampamentos de sem terra, com a bandeira vermelha do movimento em contra-luz. Noite de lua cheia. Placa para a esquerda: Vitória; para a direita: Salvador. Curva e contra-curva na serra. Costa do Cacau, dos Descobrimentos e das Baleias. Estradas não tão boas. Eu: tenho sono mas não quero fechar os olhos, quero absorver cada imagem. Aqui a noite é diferente. A nossa, a das nossas viagens longas por Angola com o vento a entrar pelo vidro do carro nas rectas enormes envolvidas na escuridão. A nossa noite é mais tensa. E telúrica. Sinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não apontei. Paragem de meia hora em Teixeira de Freitas, para comer. Salgados. Caem-me mal e tenho vontade de vomitar. Água com gás não ajuda. Filmes imbecis tentam distrair o sono de quem nem sabe que o DVD está a rodar. Uma mensagem lamechas aos meus kambas de Salvador, alguns de Angola,  dois de Portugal: "'Salgo a caminar/ por la cintura cosmica del sur'. Em  noite de lua cheia, a caminho do Rio, 'subo (...) hacia la entraña  America y total'. 'Canción con todos', Mercedes Sosa. Com todos vocês.  Abraço forte." Nova paragem. Entra mais gente. Atrás do meu lugar, um passageiro ameaça o seu vizinho: "Se me tocas mais uma vez dou-te um muro na cara, seu viado". Um telefonema. "Tenho um viado, um viadão sentado ao meu lado que não me pára de tocar, qual é o procedimento?" Ninguém se manifesta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durmo, acordo, durmo, acordo, durmo, acordo já com a luz da manhã cinzenta a envolver a tal muralha de morros de Cristo, ao longe. Cinco dias e 2265 km desde a saída de Salvador. Rodoviária, Praça XV, barca para Niterói, e a Marta no lado de lá, em mais um reencontro e um abraço. Um momento mais da nossa rotação conjunta mas algo desencontrada que começou há mais de cinco anos, em Cabo Verde. Como e vou dormir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-5163410028798695755?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/5163410028798695755/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=5163410028798695755&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/5163410028798695755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/5163410028798695755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2010/04/antes-do-rio-iii-caminho.html' title='Antes do Rio III - Caminho'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-778883121314954536</id><published>2010-04-30T12:01:00.001-07:00</published><updated>2010-05-05T19:37:25.720-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>Antes do Rio II - Canavieiras</title><content type='html'>Cordel do Fogo Encantado substitui Jessier Quirino. O caminho fica mais verde. "Chover, chover". Planalto verde, estrada em curva e contra-curva, verde muito verde. "Chover, chover". O verde com histórias secas do sertão. Outras mas as mesmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Choveu, choveu". Relatos também reais. Ciro em jeito de confidência e uma amizade a fortificar-se quilómetro a quilómetro. Fazendas de cacau, antigas e agora moribundas depois da praga em forma de cruz deitar por terra o sabor doce e provocar uma onda de suicídios. O caminho a avançar entre casas pobres. O sorriso da moça tipo índia, olhos claros e brilhantes, numa vila que não sei o nome. Compro doce de leite e maracujá e o queijo de búfala. Ela sorri com curiosidade pelo meu sotaque gringo e desaparece na cozinha, lá atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carro em viagem. "Foi tanta água que amarrotou". Itabuna, Ilhéus de Jorge Amado com o seu Pontal e a catedral ao longe. Olivença, a brasileira, na inflexação para sul que cruza Una e segue adiante na Costa do Cacau. Mangal a perder de vida e céu carregado, cinzento claro e escuro. Pingos de chuva, "pancadas", como se diz por aqui. O fim do caminho, depois do desvio para Canavieiras e da ponte de má memória, fim na beira de um rio paradisíaco pontilhado de barcos de pescadores e uma Iemanjá cenário de novela da Globo. A "Casa Verde" de dona Zezinha. Nha Zezinha, na verdade, mãe cabo-verdiana de Ciro. De Paúl, Ribeira das Pombas. Olhos claros e beleza a olhos mais que vistos de Santo Antão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto foi o dia depois. Vila aos pés de um rio de duas fozes e de uma ilha no meio de praias extensas. Areal com cintura de coqueiros e cabanas de lambretas e cervejas. Numa ilha brasileira, baiana do sul, o "sítio" Kianda. Memórias de Angola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canavieiras pequenina com a sua traça novecentista, edifícios térreos e coloridos, coreto no meio da praça, a "gaiola" onde Kubitschek discursou. Traça e ruas empedradas também a lembrar as de Cabo Verde. Um açaí para lá de bom e as palavras de quem o preparou, entusiasmadas com uma nova ponte que vai tirar um pouco mais Canavieiras do isolamento, mas que destruirá grande parte do mangal. Ele, ambientalista, com "Babilónia irada" na boca e bandeira de Bob Marley lá atrás. Fascinado com o "progresso".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ciro voltou a Salvador com a filha, Lu, que, depois de quatro dias de convívio, me taxou de provocador e tagarela. Eu fiquei mais uma noite. Para continuar para sul.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-778883121314954536?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/778883121314954536/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=778883121314954536&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/778883121314954536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/778883121314954536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2010/04/antes-do-rio-ii-canavieiras.html' title='Antes do Rio II - Canavieiras'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-4730643345717976187</id><published>2010-04-30T11:09:00.001-07:00</published><updated>2010-05-05T19:37:47.967-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>Antes do Rio I - Vitória da Conquista</title><content type='html'>De Salvador ao Rio, horas e horas de estrada. Com o eco do sertão baiano e de um Brasil diferente. História de pó, de fome, de terra gretada. Da espera da chuva que não vem, tão ao estilo cabo-verdiano. E da abundância momentânea durante os três meses em que o sabiá, que tem obrigação de cantar apenas quando chove, estremece a terra com o seu canto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trovador sertanejo Jessier Quirino no caminho tenso de camiões e noite até Vitória da Conquista. Voz em modo pause em Milagres, para uma fatia de um incrível bolo de milho e cheiro de café feito na hora. Jessier Quirino e o sertão, em apresentação exclusiva de Ciro Brigham, mestre de cerimónias da minha incursão pelo pedacinho do interior da Bahía que é a sua verdadeira casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vitória da Conquista de noite, fria, com um enorme Cristo nordestino, magro, esquálido, petrificado em estátua em cima do morro, ao longe. Vitória da Conquista de dia, fresquinha, mito de uma cidade  construída em cima de uma gigantesca tumba de índios assassinados em dia de vitória e de conquista. Comércio por todos os lados, gente por todos os lados, caldo de cana, queijo de cabaça, ovos de codorna, tripa frita, maravilhosa rabada e caldo de sururu. Cidade de planalto, terceira maior do estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A casa. Família de Maria Fernanda, kamba de Luanda. Filão de personagens - da matriarca ao cassule, o simpático Gugu - que me acolheram e me fizeram também família. Generosidade a toda a prova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discussão em condomínio fechado e electrificado. A divertida Lana e o seu reaccionário mas super amável vizinho. Beringela com mel e discussão. "Preto" e "negro" e o absurdo do politicamente correcto. Quotas na universidade para "negros" ou "pretos" brasileiros, África e Angola, literatura. E música. Que continuou depois, em bar de jazz com um poster da marginal de Luanda na parede. Memórias de um percussionista dono do espaço, que já tocou com Wiza e Paulo Flores. O depois e a viagem que continuou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-4730643345717976187?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/4730643345717976187/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=4730643345717976187&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/4730643345717976187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/4730643345717976187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2010/04/antes-do-rio-i-vitoria-da-conquista.html' title='Antes do Rio I - Vitória da Conquista'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-224506602310739326</id><published>2010-04-30T10:55:00.000-07:00</published><updated>2010-05-08T07:31:47.640-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>Coroa de frente fria</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S-V1wcZ7fyI/AAAAAAAAAhk/d9Nu9P0-0NA/s1600/rio3.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S-V1wcZ7fyI/AAAAAAAAAhk/d9Nu9P0-0NA/s400/rio3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468906797630455586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;À distância, para quem vem do norte, é uma imponente muralha de morros alinhados, com um Cristo lá no alto. Ao longe, a visão mítica de quem chega a um lugar que já sente conhecer, mas que ali se concretiza em dissonância. A cidade real diante dos olhos, aqui, com uma coroa de neblina de mais uma frente fria. Rio de Janeiro, agora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-224506602310739326?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/224506602310739326/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=224506602310739326&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/224506602310739326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/224506602310739326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2010/04/coroa-de-frente-fria.html' title='Coroa de frente fria'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S-V1wcZ7fyI/AAAAAAAAAhk/d9Nu9P0-0NA/s72-c/rio3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-7870044716623056265</id><published>2010-04-22T09:34:00.000-07:00</published><updated>2010-05-05T19:39:03.850-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>Chega de saudade</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S9Eq1h3mEJI/AAAAAAAAAhU/Ju-Oa3GQey0/s1600/pelourinho-hotel-porto-farol-salvador-barra-bahia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463194922090107026" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; height: 300px; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S9Eq1h3mEJI/AAAAAAAAAhU/Ju-Oa3GQey0/s400/pelourinho-hotel-porto-farol-salvador-barra-bahia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O tempo não pára e a viagem também não. Amanhã saio de Salvador. Dois meses depois da minha chegada. Perguntam-me frequentemente o que fiz por aqui. Eu invento mil e uma coisas para não revelar que produzi zero.ponto.zero ao longo de todo este tempo. A quem não disse as coisas como elas eram, as minhas desculpas. Não era tanto para ocultar o que me atirariam à cara como inércia pura, mas para evitar perguntas a que não queria responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não estive parado. Numa atitude puramente burguesa, e queimando parte das poupanças que tinha reservado para começar com a minha "vida adulta", repensei-me. Eu exposto em jeito de espelho. A pior crueldade que alguém pode fazer-se a si mesmo, talvez, mas absolutamente necessária. Cheguei a algumas conclusões. A mais importante: também eu tenho que ser uma prioridade, o que não tem acontecido nos últimos anos. Ainda que isso possa correponder a rupturas radicais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, vivo os meus últimos momentos de Salvador. Dia após dia fui-me integrando nesta cidade que se arrisca a ser (mais um) dos meus refúgios. A ela devo esta calma e tranquilidade que já não sentia há tanto tempo. Este lugar tem uma energia enorme a que sucumbi sem pestanejar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui há sorrisos apenas sorrisos, sem segundas intenções. E dei-me conta que Luanda me tornou hipócrita, ao achar que não há sorriso sem interesse, simpatia sem pedido subjacente. O estereotipo do brasileiro-interesseiro foi deitado por terra, estilhaçou-se completamente (embora haja de tudo um pouco, obviamente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já vivi em vários países nos últimos dez anos. E nunca em nenhum deles me senti tão acarinhado e bem recebido desde o primeiro minuto como aqui. Carinho. Sim, carinho é a palavra certa. Encontrei em Salvador essa "boa onda" que me permitiu relaxar e baixar aquelas defesas tensas com que vivemos permanentemente em Luanda. Descompri e pensei muito a sério no que quero para o meu futuro - aí surge, então, um beco sem saída e a dúvida: bato no muro e dou-lhe eternamente cabeçadas, ou volto para trás (para onde?) e refaço o caminho? Só o tempo o dirá. Mas na verdade, muita coisa terá que mudar no meu regresso a Luanda. Estou cansado de montanhas russas emocionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto, assim, ao início deste texto. O que fiz em dois meses? Muito, afinal. Percorri as ruas e intermináveis ladeiras desta cidade. Pituba, Amaralina, Rio Vermelho e o acarajé da Dinha, praia da Paciência com a antiga casa da Gal Costa lá em cima do morro. Ondina, Barra, a minha Barra. O farol, magnífico, a marcar a entrada da Bahia de Todos os Santos e o início do Recôncavo baiano. A praia do Porto, passerelle em forma de areia, palco de mil um filmes, inusitados para quem vem de África.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horas e horas de autocarros com os seus baleiros, autênticas máquinas de marketing que vendem rebuçados, chicletes e tudo e mais alguma coisa. Todos com "pessoal" na boca a cada dez segundos. Ônibus para todo o lado. 2,30 reais, o máximo 3. E o trânsito que, como na Nguimbi, pára com uma ou duas gotas de chuva (e aqui choveu uma semana inteira quase sem parar!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois meses de Pelourinho. Mítico. O início de tudo no Feijão da Alaíde. Dois meses de muito cravinho, cachaça, catuaba, príncipe perfeito, Skol, Skin, cerveja gelada, não fresca. Dias e dias de acarajé, abará, queijo coalho, vatapá, caruru, moqueca de tudo e mais alguma coisa, casquinha de siri, bobó de camarão, mandiçoba, churrasco, caldo de sururu, farofa, escondidinho, carne de sol, arrumadinho, do magnífico açaí e de pimenta que não arde como a nossa. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;As palavras proibidas do nosso vocabulário: rapariga, puto, pica, zona. E as deles: (mo)queca, bobó, bico. A descoordenação dos diferentes "portugueses" e aquela sensação estranhíssima de perceber cada palavra em estado bruto, mas de não atingir o seu significado, muitas vezes. A mesma língua na forma, uma outra coisa por vezes imperceptível no conteúdo. Uma gigante paranóia regada a "vei", "massa", "de foder", "rei", "um bocado", que aqui é muito, e pelo restante "baianês".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Dois meses de Cazuza a fazer mais sentido, de Mercedes Sosa, Victor Jara, Violeta Parra no sentimento pan-americano. O Carnaval que não vivi, mas que está omipresente nos sons imortais Dodó e Osmar com o hino "Chame Gente", que me emociona "pa caralho". Do magnífico Armandinho, Spok Trevo, Moraes Moreira, shows e mais shows. De roda de samba em Itapuã e no Santo António ao estilo que eu gosto - chinelo no pé e pé no chão, sem pretensiosismos, gente à volta de uma mesa a tocar e cantar com toda a alma que a cerveja imprime a quem tem já o samba nas veias. O axé, o pagode o forró. O candomblé que não toquei. E o Sancofa com os seus sembas, kizombas, kuduros e tarraxas do DJ Fábio. Angola pintada a amarelo na parede e a banda brasileira que tem nome de Semba, mas não o sabe tocar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Bahía, sobretudo, das minhas pessoas. Soteropolitanos (naturais daqui) que conheci em Luanda e que me abraçaram todo este tempo, me levaram ao colo e que cuidaram de mim. Filipe, Chetto, Manu, Ciro, Danilo. As minhas paixonetas, as minhas noites, os meus novos kambas. A Lina, mana búlgara-angolana; o Orlando, mestrando angolano na UFBA; a fantástica Lud. O grupo de angolanos, estudantes bolseiros da Odebrecht com quem matava saudades de casa com funje, danças e aquelas conversas e risadas exageradas e ruidosas a que baiano não está habituado e que sabem tão bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã vou para Vitória da Conquista e Canavieiras, no interior do estado. Segunda ou terça viajo para o Rio de Janeiro onde deverei ficar duas semanas. Sigo depois para São Paulo, mais duas semanas, e depois Argentina e México. Até final de Julho vou estar em rotação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para trás fica Salvador, que olho já com os "olhos de adeus" que tenho posto tantas vezes nos últimos anos. Bahía, a minha Bahía que me diz em jeito de bossa-nova "chega de saudade". Mas não vale a pena, saudade é a minha segunda pele. E a cada canto deste mundo que percorro e vivo, ela se adensa e vai ganhando novos pretextos para se impôr em estado permanente. Fica a banda sonora do momento. Tom Jobim e Dorival Caymmi: "Ah que saudade eu tenho da Bahía..."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-7870044716623056265?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/7870044716623056265/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=7870044716623056265&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/7870044716623056265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/7870044716623056265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2010/04/o-tempo-nao-para.html' title='Chega de saudade'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S9Eq1h3mEJI/AAAAAAAAAhU/Ju-Oa3GQey0/s72-c/pelourinho-hotel-porto-farol-salvador-barra-bahia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-1129224475450284827</id><published>2010-04-16T07:51:00.000-07:00</published><updated>2010-05-05T19:39:21.542-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>Caminhar</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S8h7vm5LMHI/AAAAAAAAAg8/X2WTozFqNBQ/s1600/caminhar.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460750606011150450" style="display: block; margin: 0px auto 10px; width: 262px; height: 264px; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S8h7vm5LMHI/AAAAAAAAAg8/X2WTozFqNBQ/s400/caminhar.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;chegou a hora de seguir viagem...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-1129224475450284827?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/1129224475450284827/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=1129224475450284827&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/1129224475450284827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/1129224475450284827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2010/04/caminhar.html' title='Caminhar'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S8h7vm5LMHI/AAAAAAAAAg8/X2WTozFqNBQ/s72-c/caminhar.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-6289582715641564898</id><published>2010-04-05T20:29:00.000-07:00</published><updated>2010-05-05T19:40:35.581-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Corrupção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>Isto sim é oposição!!</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-71e52392c59da5bc" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v23.nonxt1.googlevideo.com/videoplayback?id%3D71e52392c59da5bc%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330397829%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D4C80CC51B9676FF458E334B11C34B95D106251B8.52BBEBE11AE5A289F2AE6ABCB204180921487AB1%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D71e52392c59da5bc%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DBVFyXUWtVAzxIk1UzRnoM6DCDyo&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v23.nonxt1.googlevideo.com/videoplayback?id%3D71e52392c59da5bc%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330397829%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D4C80CC51B9676FF458E334B11C34B95D106251B8.52BBEBE11AE5A289F2AE6ABCB204180921487AB1%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D71e52392c59da5bc%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DBVFyXUWtVAzxIk1UzRnoM6DCDyo&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto sim, é oposição! E um dia a nossa Assembleia Nacional, que de tão viciada, chata, previsível e cúmplice, não é mais que um soporífero daqueles valentes, também "vai pegar fogo" (esperemos)!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Este vídeo (são sete minutos que valem bem a pena, garanto) captou o momento em que a deputada do Estado do Rio de Janeiro, Cidinha Campos, do Partido Democrático Trabalhista, desmascara a hipocrisia e corrupção grassantes na assembleia estadual, enfiando à força a carapuça na cabeça dos outros deputados, que não tossiram nem mugiram! O mote foi a candidatura ao Tribunal de Contas do Estado, de José Nader, político envolvido em escândalos de corrupção. A bomba de Cidinha Campos caiu com um enorme estardalhaço impossível de ser ignorado e de não deixar mortos e feridos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam lá se reconhecem as críticas (qualquer semelhança com o nosso estado de coisas é pura coincidência). Aviso para terem cuidado com o volume, porque o dedo quando entra na ferida dói a sério e até o mais insensível Rambo chora e berra! Aos nossos partidos do outro lado da barricada, aprendam como se faz e... coragem!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;PÉROLAS DE CIDINHA CAMPOS&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;"Acabou a discussão do leite? (...) Eu quero falar dos que mamam, não das crianças que têm direito, mas dos marmanjos, safados, sem-vergonha, cafajestes que infestam a política nacional, que infestam esta casa [assembleia estadual do Rio do Janeiro]"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"A corrupção deste país está no DNA, não está mais aqui, na Justiça, no Ministério Público, está no DNA das pessoas!"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Eu vejo todo o mundo gargalhando neste plenário. Quanto mais ladrão, mais querido! Mais simpático!"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"O outro candidato [ao Tribunal de Contas] fraudou a Bolsa Família, e todo o mundo ficou quieto aqui [na assembleia estadual do RJ]. Ninguém se dispôs a levantar a podridão do seu comportamento, roubando escola de criança. E agora é candidato!"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Existe uma quadrilha aqui dentro desta casa. Uma quadrilha!"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"São esses que vão fiscalizar as contas do Estado? É na mão desta gente que ficam as contas do Estado, de 91 municípios, do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]. Vamos parar com esta palhaçada!" &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Isto aqui [assembleia estadual] não é uma casa de santos mas também não se pode transformar numa casa de canalhas consagrados, canalhas corruptos, VAGABUNDOS que todo o mundo sabe quem são mas merecem o voto da outra canalhada toda [aponta para os restantes deputados]!" &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Eu vou dar os nomes dos deputados associados a essa camarilha. E acho que vão sobrar poucos. Obrigada!"&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-6289582715641564898?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/6289582715641564898/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=6289582715641564898&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/6289582715641564898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/6289582715641564898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2010/04/isto-sim-e-oposicao.html' title='Isto sim é oposição!!'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-8355174501543098262</id><published>2010-04-03T15:43:00.000-07:00</published><updated>2010-05-05T19:40:55.807-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>Questionário aos kotas de todas as lutas</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Solo le pido a Dios&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Que el dolor no me sea indiferente&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Que la reseca Muerte no me encuentre&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Vacio y solo sin haber hecho lo suficiente.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;"&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=JlVB9erD-Vw&amp;amp;feature=PlayList&amp;amp;p=4880B175771698CA&amp;amp;playnext_from=PL&amp;amp;playnext=1&amp;amp;index=48"&gt;&lt;em&gt;Solo le pido a Dios&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;", Léon Gieco (por Mercedes Sosa)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Qual a força que nos faz acreditar uma vida toda que a luta é a única via? E que energia é essa que faz, de facto, o caminho ser de convicção permanente? Como avaliar a necessidade de recuos e novos avanços? Que é isto que se mete dentro da cabeça e do coração e nos faz sentir que sem compromisso – com os outros, com o nosso chão – não se é rigorosamente nada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que cobardia é o que achamos que ela é? Recuar é cobardia ou sensatez? Olhar, como eu, o nosso país do outro lado do oceano durante uma espécie de licença sabática interior é fuga, refúgio ou inteligência emocional? É egoísta sentir-me bem comigo mesmo, aqui num canto diferente do mundo, ainda que pense continuamente no que ficou para trás e tente reequacionar procedimentos e objectivos? Não terei também eu direito a isto como pessoa? Onde fico eu no meio disto tudo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando é que sair se torna abandono? E que lugar para a reivindicação a partir de cá, longe, quando lá, no nosso chão, os nossos companheiros continuam a empurrar o barco? Sem paragens, com as mesmas pressões, riscos e com a mesma força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é, digam-me, a fronteira entre mim e os outros? Qual é a causa mais importante – a do eu como indivíduo ou a do eu como colectivo? Uma existe sem a outra? E qual o ponto de equilíbrio entre uma e outra? E qual o sentido da anulação do meu “eu”, em virtude do grupo? Existe alguém que esteja de tal forma imerso na luta, qualquer ela que seja, que se sinta feliz apenas com os ganhos exteriores a si mesmo? Os que parecem contentar-se com isso, não estarão de alguma forma a viver um grande teatro e a compensar com tudo isso as fragilidades interiores e vidas pessoais esfrangalhadas e empatadas? Lutam pelos outros, mas perderam a sua própria luta…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frase é mais que batida. Brecht: "há homens que lutam um dia, e são bons; há outros que lutam um ano, e são melhores; há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons; porém há os que lutam toda a vida - estes são os imprescindíveis". Mas esta “toda uma vida” é assim tão linear no seu conceito e no que ela abarca? De facto, há quem cante sempre, com o mesmo brilho nos olhos. Mas como atingir este estado de elevação, mesmo com os momentos de desespero e de frustração incontornáveis quando tudo à nossa volta soa a derrota – imposta, pressentida, sugerida? A solução é continuar a avançar por pura inércia? É aí que entra a força individual de cada um? Como lidar-se com o estado de explosão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um kota que respeito muito, desses que supostamente não perderam nunca o tal brilho nos olhos durante as décadas e décadas de lutas pela liberdade em África e no seu país, disse-me uma vez, aqui em Salvador, que há um sinal de alerta que anuncia a necessidade de uma análise interior profunda – olhar os que estão do outro lado da barricada, e que cujas acções de alguma forma combatemos, com a mesma agressividade, irracionalidade e ódio que os caracterizam e que consideramos inaceitáveis. Parece-me justo e muito razoável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acredito em heróis. Tal como Deus, criámo-los para, em alturas de desespero, não cairmos num buraco fundo de irreversibilidade. Alimentamos a esperança que algo superior, e que não controlamos, intervenha e sacuda de vez a poeira que nos sufoca a todos. Somos humanos. Todinhos. Uns mais fortes que outros, porém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque não acredito que duvidar seja sinal de fraqueza, ficam as perguntas. E uma paz interior e tranquilidade que não sentia há muito tempo e que encontrei deste lado de cá. Apesar de não passar de um puto com muitas ideias na cabeça e com pouca ou nenhuma obra feita, quero encontrar o meu caminho e um ponto de equilíbrio onde jogue com as minhas fraquezas e forças. Responda quem quiser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-8355174501543098262?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/8355174501543098262/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=8355174501543098262&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/8355174501543098262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/8355174501543098262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2010/04/aos-kotas-questionario-da-luta.html' title='Questionário aos kotas de todas as lutas'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-3928529280544116085</id><published>2010-04-02T16:16:00.000-07:00</published><updated>2010-05-05T19:39:51.371-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>Gracias a la vida</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S7bWi_pzbDI/AAAAAAAAAgU/CxCrhU9QdkE/s1600/esta.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5455783895296601138" style="display: block; margin: 0px auto 10px; width: 400px; height: 140px; text-align: center;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S7bWi_pzbDI/AAAAAAAAAgU/CxCrhU9QdkE/s400/esta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;"Gracias a la vida", Violeta Parra. Ouço esta música há anos, e neste momento resume como me sinto. Grato por tudo que em metamorfose constante se apresenta diante dos meus olhos. A vida. E o pressentimento. Não sei bem a quem ou a quê se agradece quando se agradece à vida - se a mim, se a essa coisa chamada destino, acaso, energia universal ou Deus. De qualquer forma fica o obrigado. &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=cIrGQD84F1g"&gt;Aqui&lt;/a&gt; uma magnífica interpretação desta canção pelo colosso Mercedes Sosa, "La Negra". &lt;em&gt;Foto: Em Bilene, Moçambique. Abril/08&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Gracias a la vida que me ha dado tanto &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Me dio dos luceros que cuando los abro&lt;br /&gt;Perfecto distingo lo negro del blanco&lt;br /&gt;Y en el alto cielo su fondo estrellado&lt;br /&gt;Y en las multitudes el hombre que yo amo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gracias a la vida que me ha dado tanto&lt;br /&gt;Me ha dado el oído que en todo su ancho&lt;br /&gt;Graba noche y día grillos y canarios&lt;br /&gt;Martirios, turbinas, ladridos, chubascos&lt;br /&gt;Y la voz tan tierna de mi bien amado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gracias a la vida que me ha dado tanto&lt;br /&gt;Me ha dado el sonido y el abecedario&lt;br /&gt;Con él, las palabras que pienso y declaro&lt;br /&gt;Madre, amigo, hermano&lt;br /&gt;Y luz alumbrando la ruta del alma del que estoy amando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gracias a la vida que me ha dado tanto&lt;br /&gt;Me ha dado la marcha de mis pies cansados&lt;br /&gt;Con ellos anduve ciudades y charcos&lt;br /&gt;Playas y desiertos, montañas y llanos&lt;br /&gt;Y la casa tuya, tu calle y tu patio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gracias a la vida que me ha dado tanto&lt;br /&gt;Me dio el corazón que agita su marco&lt;br /&gt;Cuando miro el fruto del cerebro humano&lt;br /&gt;Cuando miro el bueno tan lejos del malo&lt;br /&gt;Cuando miro el fondo de tus ojos claros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gracias a la vida que me ha dado tanto&lt;br /&gt;Me ha dado la risa y me ha dado el llanto&lt;br /&gt;Así yo distingo dicha de quebranto&lt;br /&gt;Los dos materiales que forman mi canto&lt;br /&gt;Y el canto de ustedes que es el mismo canto&lt;br /&gt;Y el canto de todos que es mi propio canto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gracias a la vida, gracias a la vida." &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-3928529280544116085?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/3928529280544116085/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=3928529280544116085&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/3928529280544116085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/3928529280544116085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2010/04/gracias-la-vida.html' title='Gracias a la vida'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S7bWi_pzbDI/AAAAAAAAAgU/CxCrhU9QdkE/s72-c/esta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-5451674048375579255</id><published>2010-03-25T17:30:00.000-07:00</published><updated>2010-05-05T19:42:29.195-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='liberdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>(des)ordem (re)estabelecida</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S6wMeeW6tNI/AAAAAAAAAf0/k67FrKfdSm4/s1600/proibido.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452746966523622610" style="float: left; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 193px; height: 187px;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S6wMeeW6tNI/AAAAAAAAAf0/k67FrKfdSm4/s200/proibido.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;"Quando me desespero, lembro-me que a verdade e o amor sempre triunfaram. &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Houve tiranos e opressores, mas todos caíram". &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Ghandi&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Vergonhoso. Ditatorial. Inqualificável. E eu nem sei como ainda me supreendo... A manifestação em Benguela, "Não partam a minha casa", não aconteceu. Limitou-se à leitura de uma declaração. Quando já vários activistas estavam na Graça para começar o protesto contra as demolições e despejos forçados, a Omunga retrocedeu e cancelou o que era aguardado com expectativa. Motivo: um ostensivo dispositivo da Polícia de Intervenção Rápida (PIR) nas ruas por onde os manifestantes iriam passar - "sirenes o dia todo e em toda a cidade, cães, arsenal e carros pesados", segundo um amigo. Cenário de estado de sítio para conter um simples protesto de civis que iria acontecer de forma ordeira e pacífica, de acordo com as garantias dadas pela associação, e das quais não duvido minimamente. Ameaça e intimidação de órgãos do Estado aos que ousariam expressar a sua opinião contra os actos de governo. Que outra interpretação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não foi esta a única razão que ditou o cancelamento. Na noite de ontem, quarta-feira, segundo os relatos que chegam de Benguela, as rádios locais emitiram um comunicado do governo de Armando da Cruz Neto que alertava: “O Governo Provincial de Benguela (GPB), no quadro das suas responsabilidades de defesa da ordem, da tranquilidade e da paz social, usará os meios legalmente instituídos, visando anular tal pretensão [a realização da manifestação] e declara que &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;não se responsabilizará pelos eventuais danos físicos ou materiais decorrentes do exercício da sua actividade em defesa da ordem estabelecida&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;”. Citação do jornal Apostolado. A mensagem era simples: ou desistem de uma vez da ideia ou apanham porrada da PIR e nós nem aí. Uma aviso-à-Pilatos que, pelo menos indirectamente, terá sido transmitido a José Patrocínio pelo Comandante Provincial da Polícia Nacional de Benguela e pelo GPB, nos encontros que precederam a tentativa lograda da manifestação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo isto, pasme-se, "em defesa da ordem estabelecida". Mas que "ordem estabelecida" é esta? A da bagunça total em que sempre os mesmos continuarão a decidir a bel-prazer como se o país fosse deles, e nós meros inquilinos dos seus quintais? Quando é que se vão deixar de uma vez por todas da paranóia de que "quem não está connosco está contra nós?" &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Quando é que vão deixar de nos ver como ratos de porão a quem pensam poderem dar uns pontapés para sairmos da frente e umas migalhas para nos calarmos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Esta vossa arrogância não vai durar para sempre. Por muitos ouvidos moucos que façam às reivindicações do povo que deviam servir (esta proibição abusiva de uma manifestação foi apenas uma entre muitas), vamos continuar a respirar o mesmo ar, a caminhar nas mesmas ruas, a viver no mesmo país. E essa vossa fantasia de super-homens vai continuar lado-a-lado com os nossos desejos e projectos que vos fogem do controlo, porque não são arquitectados nos corredores "do partido" ou da Cidade Alta. A consciência é livre e assim também o somos enquanto formos dignos!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;À Omunga e a todos os que se deslocaram a Benguela, tiro o chapéu. Apesar da "retirada estratégica", foi a primeira vez em muitos anos que vi uma tamanha mobilização e tanta gente a dar a cara por uma causa. A Benguela acorreu um mar de pessoas de todo o país, desde cidadãos anónimos, a figuras proeminentes da sociedade política e entidades religiosas, que se juntaram aos muitos cidadãos e activistas benguelenses prontos a reivindicar os seus direitos. Espero que esta força não esmoreça, até porque a Omunga não desistiu do protesto e promete voltar à carga noutro contexto. Este é um sinal de que algo está a mudar em Angola. E como o poder tem medo disso!&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-5451674048375579255?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/5451674048375579255/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=5451674048375579255&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/5451674048375579255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/5451674048375579255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2010/03/desordem-estabelecida.html' title='(des)ordem (re)estabelecida'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S6wMeeW6tNI/AAAAAAAAAf0/k67FrKfdSm4/s72-c/proibido.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-2560638354275720713</id><published>2010-03-23T21:05:00.000-07:00</published><updated>2010-05-05T19:42:51.301-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novo Jornal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direitos Humanos'/><title type='text'>NÃO PARTAM A MINHA CASA</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S6no1ZN0lNI/AAAAAAAAAfk/qHpCutF3pko/s1600/OMUNGA_CARTAZ_para_blog.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452144827908265170" style="display: block; margin: 0px auto 10px; width: 400px; height: 278px; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S6no1ZN0lNI/AAAAAAAAAfk/qHpCutF3pko/s400/OMUNGA_CARTAZ_para_blog.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O maremoto de demolições no Lubango, que se segue aos de Luanda e Benguela, vai estar no centro de protestos liderados pela Omunga, com o apoio de inúmeras organizações da sociedade civil e personalidades, inclusivamente do estrangeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Assim, amanhã, quinta-feira, em Benguela, um grupo organizado de manifestantes sai às 15 horas do Bairro da Graça em direcção ao Largo de África, na cidade das acácias rubras, para gritar a alto e a bom som ao p&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;oder em Angola: NÃO PARTAM A MINHA CASA!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Como seria de esperar, o Governo da Província de Benguela já proibiu a manifestação, incómoda para o executivo e o MPLA. A associação de José Patrocínio recorreu imediatamente e a batata quente está agora nas mãos do tribunal provincial que deverá dizer algo nas próximas horas. Ainda assim, a Omunga já avisou que, proibido ou não, o protesto vai mesmo avançar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;"A MARCHA VAI EM FRENTE! PORQUÊ? PORQUE DE ACORDO COM A LEI 16/91 (LEI DO DIREITO À REUNIÃO E À MANIFESTAÇÃO) Artigo 14.º(Infracções e sanções) 4 &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;As autoridades que impeçam ou tentem impedir, fora do disposto na presente lei, o livre exercício do direito de reunião ou manifestação incorrem no crime de abuso de autoridade, previsto no Código Penal, ficando igualmente sujeitas a responsabilidade disciplinar.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É um argumento de peso, sem dúvida, embora muitas vezes a lei seja vista através de lentes bem baças pelos órgãos do Estado que a deveriam cumprir à risca. O que é certo é que a manifestação é um direito consagrado inclusivamente na nova Constituição que o MPLA e o governo tanto elogiam. Não venham agora com interpretações-à-medida para pararem o grito de cidadãos que, espantem-se senhores governantes, também pensam pela própria cabeça. E o que têm dizer, espantem-se mais uma vez, não vai de acordo com o que vocês defendem e andam a fazer.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em baixo, um excelente trabalho sobre as demolições no Lubango, da autoria de Miguel Gomes e com contribuições de Teodoro Albano, publicado na última edição do Novo Jornal. Inclui uma entrevista a Isaac dos Anjos, em que o governador da Huíla exibe claramente, e com a maior das naturalidades, toda a arrogância, prepotência e insensibilidade do poder em Angola. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S6mSNW3pb8I/AAAAAAAAAe8/9EQOMSRRbtg/s1600-h/d1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452049582083633090" style="width: 142px; height: 200px;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S6mSNW3pb8I/AAAAAAAAAe8/9EQOMSRRbtg/s200/d1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S6mSNjCHTeI/AAAAAAAAAfE/Txke8UG2C3I/s1600-h/d2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452049585348759010" style="width: 146px; height: 200px;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S6mSNjCHTeI/AAAAAAAAAfE/Txke8UG2C3I/s200/d2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S6mSN45MWJI/AAAAAAAAAfM/7bHzYdR_rVw/s1600-h/d3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452049591216920722" style="width: 142px; height: 200px;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S6mSN45MWJI/AAAAAAAAAfM/7bHzYdR_rVw/s200/d3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S6mSOSOufLI/AAAAAAAAAfU/Db8Qc7Iloxk/s1600-h/d4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452049598018124978" style="width: 142px; height: 200px;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S6mSOSOufLI/AAAAAAAAAfU/Db8Qc7Iloxk/s200/d4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S6mSO98vBeI/AAAAAAAAAfc/BJ4HwpA0eg8/s1600-h/d5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452049609753822690" style="width: 142px; height: 200px;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S6mSO98vBeI/AAAAAAAAAfc/BJ4HwpA0eg8/s200/d5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-2560638354275720713?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/2560638354275720713/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=2560638354275720713&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/2560638354275720713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/2560638354275720713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2010/03/demolicoes-no-lubango-nao-partam-minha.html' title='NÃO PARTAM A MINHA CASA'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S6no1ZN0lNI/AAAAAAAAAfk/qHpCutF3pko/s72-c/OMUNGA_CARTAZ_para_blog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-7330691223842969506</id><published>2010-03-23T09:56:00.001-07:00</published><updated>2010-05-05T19:43:05.143-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direitos Humanos'/><title type='text'>Demolições no Lubango: Abaixo-assinado de Jacques dos Santos</title><content type='html'>Jacques dos Santos está a promover um abaixo-assinado &lt;strong&gt;URGENTE&lt;/strong&gt;, contra a forma como as demolições no Lubango estão a ser feitas, deixando milhares de pessoas em condições sub-humanas. Aqui está o manifesto que é, para mim, mais que pertinente. Divulguem o máximo possível, por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Caros amigos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto abaixo é da minha inteira responsabilidade e não engaja de modo algum a Associação Cultural e Recreativa Chá de Caxinde. Se estiverem de acordo com as posições aí assumidas agradeço as vossas urgentes respostas, dando-me, por esta via o vosso sim, bem como o nome e endereço que constarão da lista de assinaturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DIGNIDADE E CIDADANIA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Jacques Arlindo dos Santos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao Exmo. Senhor Presidente da 9ª Comissão da Assembleia Nacional - Direitos Humanos, Petições, Reclamações e Sugestões dos Cidadãos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luanda, 23 de Março de 2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os abaixo assinados vêm assistindo a um desusado movimento de demolição de casas em várias cidades do país, que os deixa seriamente preocupados. Sendo certo que as medidas aprovadas superiormente e que visam a luta contra as construções clandestinas apontam para este tipo de acção não é menos certo que, aplicada como vem sendo feita (veja-se o caso dos acontecimentos do Lubango) concorre-se perigosamente para que se desrespeitem direitos sagrados dos cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficarmos indiferentes ao drama que inúmeros concidadãos nossos estão a viver, sujeitos à chuva e ao relento, significa que pactuamos com a perda da dignidade que sempre norteou a luta pela independência nacional. Não pretendendo retirar validade às medidas governamentais, queremos apenas chamar a atenção para a necessidade premente que existe de se dialogar e negociar e serem encontradas formas humanas de alojamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alerta-se ainda para o facto de o Estado nada perder se encontrar, na base do bom senso, soluções mais justas para este problema de que não são apenas culpadas as populações atingidas. Os abaixo assinados apelam às autoridades por medidas mais adequadas e dão o seu apoio à manifestação que se pretende levar a cabo na cidade de Benguela no próximo dia 25/03/10, porque a Nova Constituição o permite e o Estado de Direito consagra o respeito pelos direitos fundamentais dos cidadãos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;chacaxinde@&lt;a href="mailto:netcabo.co.ao/chacaxinde@ebonet.net/"&gt;netcabo.co.ao/chacaxinde@&lt;/a&gt;&lt;a href="mailto:ebonet.net/chacaxinde@hotmail.com"&gt;ebonet.net/&lt;/a&gt;&lt;a href="mailto:chacaxinde@hotmail.com"&gt;chacaxinde@hotmail.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-7330691223842969506?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/7330691223842969506/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=7330691223842969506&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/7330691223842969506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/7330691223842969506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2010/03/demolicoes-no-lubango-abaixo-assinado.html' title='Demolições no Lubango: Abaixo-assinado de Jacques dos Santos'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-8433726092965383520</id><published>2010-03-22T05:56:00.000-07:00</published><updated>2010-05-05T19:41:44.235-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>Salvador</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S6duZHE2utI/AAAAAAAAAcU/iQw39ge_W50/s1600-h/salvador.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451447251630471890" style="display: block; margin: 0px auto 10px; width: 320px; height: 314px; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S6duZHE2utI/AAAAAAAAAcU/iQw39ge_W50/s320/salvador.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É agora que este blog fica intimista. E é assim que rompo, três meses depois, como notou Soberano Canhanga, um silêncio que foi mais grito que outra coisa. Todo este tempo (tão pouco, afinal, vejo agora) foi de revolução. Episódios inesperados, marretadas na cabeça, o fim de algumas ilusões e desnorte que desembocaram em novas coordenadas e numa estratégia diferente para os mesmos objectivos de sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho agora Luanda e Angola de frente, do outro lado do espelho. Salvador da Bahía, numa reprodução algumas vezes forçada do que fica do outro lado do Atlântico. Curiosamente, é a minha Benguela que fica cara com cara com o Farol da Barra, a minha referência numa cidade que há muitos anos se impôs no meu imaginário (e de tantos outros) pelas palavras de Jorge Amado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou, digamos, na minha fase egoísta e de distanciamento. Egoísta, porque preciso com urgência de pensar mais em mim do que em grandes causas; distanciamento, porque, apesar de sentir umas saudades terríveis de Angola, é interessante olhá-la de fora, e ver o tipo de sentimentos que ela desperta. Na boca fica aquele sabor agridoce do absurdo. Talvez parecido com o sabor de uma mulher que amamos loucamente mas que nos dá porrada todos os dias e nos atira à cara a nossa imposta ou suposta impotência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou neste limbo e assim deverei ficar uns tempos mais. Sou um puto, um "teenager guevarista", segundo a arrogância de um importante senhor da Banda (desses do estilo "sabes quem eu sou?"). Por isso tenho que me dar espaço para viver coisas novas, descobrir algo para além da asfixia, conhecer pessoas diferentes, definir mil planos de viagens e de escritas que talvez nem se concretizem. Mas isso também não importa. Estou a viver-me pela primeira vez em muito tempo. Que Salvador me salve... e até ao regresso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-8433726092965383520?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/8433726092965383520/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=8433726092965383520&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/8433726092965383520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/8433726092965383520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2010/03/salvador.html' title='Salvador'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/S6duZHE2utI/AAAAAAAAAcU/iQw39ge_W50/s72-c/salvador.gif' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-7966603062675403852</id><published>2009-12-07T10:29:00.000-08:00</published><updated>2009-12-07T11:21:18.346-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunidade Internacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='liberdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novo Jornal'/><title type='text'>Foroyaa, liberdade!</title><content type='html'>Gâmbia. Passei lá cerca de uma semana e meia, a convite da Associação Justiça, Paz e Democracia, para cobrir a 46ª Sessão da Comissão Africana dos Direitos Humanos. Paralelamente, fui tentando perceber um pouco um país dominado por Yahya Jammeh, o presidente-ditador que há 15 anos comanda com mão de ferro a vida daquelas pessoas. Mortes, prisões e desaparecimentos de jornalistas e políticos, um Estado altamente policiado onde todos desconfiam de todos, uma cultura de silêncio total e um culto de personalidade digo de um regime autocrático que se preze. Foi o que encontrei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A própria delegação em que viajei (três angolanos, uma sul-africana e um congolês democrático), e que viajou por terra desde Dakar, foi barrada na fronteira da Gâmbia. Mesmo com vistos passados em Luanda, não nos queriam deixar entrar. As profissões, "jornalista" e "defensores dos direitos humanos" não ajudavam muito, decerto. Só depois de muita conversa, e de se telefonar para a Comissão Africana, que confirmou que estávamos ali para assistir à reunião, é que nos deixaram seguir viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;No meio deste caos subterrâneo, personagens. Como Fabakany Ceesay, um jovem jornalista do jornal independente, Foroyaa, de quem fiquei amigo e que me levou a conhecer um pouco os subúrbios de Serekunda, uma cidadezinha próxima a Banjul. Boné de Che Guevara e um compromisso desgraçado com a liberdade, com o progresso do seu país, e com os ideiais dos mais velhos pan-africanistas. Idealista q.b. e uma vontade imensa de viver.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E há o povo, que contrasta totalmente com esse clima de repressão. Os gambianos são altamente cordiais, muito simpáticos e afectuosos. E muito "cool". Têm uma adoração por Angola, a "terra dos diamantes", que me surpreendeu. Nós não sabemos nada sobre eles, eles sabem muito sobre nós. Não se queriam acreditar como eu, angolano, não sabia quanto valia um diamante no mercado. E pior, ficaram estupefactos por eu nunca ter visto um diamante ao vivo, na minha vida. Como se fosse escavar um pouco no quintal e apanhá-los com a mão. Somos mesmo bons a vender a nossa imagem para o exterior, não vale a pena!...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Num clima tropical e muito muito quente, o reggae. Ouve-se literalmente em todas as esquinas de Banjul - cidade ou bairro, rua ou beco. Até em árabe e wolof. Está totalmente em consonância com a forma de ser dos gambianos que conheci. Uma "boa onda" que poderá ser, quem sabe, uma forma de reagir ao medo, de descontrair e não entrar em paranóia. Aqui em baixo, uma reportagem que publiquei na última edição do Novo Jornal. Uma sincera homenagem aos que, na Gâmbia, acreditam, resistem e lutam pela liberdade e dignidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sx1SUf8i2yI/AAAAAAAAAcA/vsFx4XdqQuQ/s1600-h/gambia1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412572839295507234" style="WIDTH: 144px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sx1SUf8i2yI/AAAAAAAAAcA/vsFx4XdqQuQ/s200/gambia1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sx1SUglydgI/AAAAAAAAAcI/xeXmxjVr4Cc/s1600-h/gambia2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412572839468496386" style="WIDTH: 142px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sx1SUglydgI/AAAAAAAAAcI/xeXmxjVr4Cc/s200/gambia2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sx1Nw9aDNtI/AAAAAAAAAb4/466yAKJE2ac/s1600-h/gambia1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sx1MuyplJQI/AAAAAAAAAbw/H5OV8v-klUM/s1600-h/gambia2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-7966603062675403852?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/7966603062675403852/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=7966603062675403852&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/7966603062675403852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/7966603062675403852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/12/foroyaa-liberdade.html' title='Foroyaa, liberdade!'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sx1SUf8i2yI/AAAAAAAAAcA/vsFx4XdqQuQ/s72-c/gambia1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-5876473891039497500</id><published>2009-12-06T14:14:00.000-08:00</published><updated>2009-12-06T16:21:50.713-08:00</updated><title type='text'>Consciência do todo</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SxxFDQdQtvI/AAAAAAAAAbg/3WWeM70eU94/s1600-h/africa_unite.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412276774452115186" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 184px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SxxFDQdQtvI/AAAAAAAAAbg/3WWeM70eU94/s320/africa_unite.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; As viagens que tenho estado a fazer recentemente, por África, estão a despertar em mim algo que não sei ainda bem racionalizar. Uma espécie de forte sentimento de comunidade, mas acima de tudo de uma responsabilidade comum - no rumo que tomámos, na denúncia do que se passa em cada um dos nossos países, nas soluções para nos encontrarmos de vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada disto se apoia em nenhuma ideologia ou convicção política. São apenas sensações com que vou ficando ao viver determinadas situações, e que se ampliam quando percebo que as grandes questões que afectam cada um dos países são irremediavelmente transversais a todos eles, ainda que diferentes na forma como se evidenciam. Vou usar uma palavra que tem sido distorcida, de tanto e tão mal utilizada - fraternidade. Olhar o outro como um de nós e dar-lhe um abraço porque há uma identidade comum. Uma identificação imediata do tipo "sei o que estás a passar, e estamos juntos nesta luta, que é a mesma... para o que der e vier". É isto que tenho sentido. Naturalmente, como um impulso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada disto é novo - nem empiricamente, nem na teoria. Durante as lutas de libertação, os líderes eram, por definição, pan-africanistas. Um ideal que foi, ele mesmo, combatido e atirado na lama. As independências foram alcançadas. O "depois" é que ficou por fazer. Edificou-se uma mera linha de montagem de Estados fracos, que nem sequer se conseguem encontrar internamente, quanto mais pensar em algo maior. Por isso desconfio muito de ideias como a da criação imediata de uns Estados Unidos de África. Poderá ser um caminho, mas para já é pura demagogia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E demagogia por uma razão muito simples: estamos todos no mesmo barco mas ainda não nos apercebemos disso. Porque não nos conhecemos ou, pior, em muitos casos não nos queremos conhecer. Como criar uma estrutura política de sucesso, se ela não parte da vontade das pessoas comuns? Aqui em Angola, por exemplo. Não somos africanos "como os outros", somos muito mais evoluídos. "Mas evoluídos em quê?", perguntava-me a coreógrafa Mónica Anapaz, numa entrevista que me deu para a Austral, em que falávamos como esta questão influencia até a dança que se faz por cá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos muito mais virados para fora - Portugal, Brasil, agora Dubai e China - do que para o nosso próprio continente. Não fazemos a mínima ideia, nem nos interessamos muito, diga-se, sobre o que se passa à nossa volta. Auto-excluímo-nos, o que se reflecte nos encontros entre africanos, em que estamos totalmente à parte das grandes discussões, da troca de informações. O que tem também a ver, claro, com a língua, que nos transforma em cinco pequenos e dispersos enclaves em África. Mas o ser lusófono não justifica tudo, porque nem sequer vejo grandes esforços de aproximação. Apenas de afirmação - faremos o MAIOR CAN em África, teremos o MAIOR aeroporto de África, somos uma POTÊNCIA em África, e por aí adiante... em África.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, fugimos do nosso próprio espelho, e recorrentemente sagramo-nos com todo o orgulho como os maiores do nada, infelizmente. É ridículo. E apenas demonstra a nossa total ignorância sobre o que se passa noutros países africanos, esses que não são tão "especiais" como nós, usando a adjectivação populista do nosso camarada Presidente. Ficam estes apontamentos. Por África.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-5876473891039497500?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/5876473891039497500/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=5876473891039497500&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/5876473891039497500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/5876473891039497500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/12/consciencia-do-todo.html' title='Consciência do todo'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SxxFDQdQtvI/AAAAAAAAAbg/3WWeM70eU94/s72-c/africa_unite.gif' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-1149970604765803961</id><published>2009-11-29T12:21:00.000-08:00</published><updated>2009-11-29T15:44:22.764-08:00</updated><title type='text'>A hipnose e o absurdo</title><content type='html'>“África Hipnótica”. É a lista do meu i-pod que ouço em &lt;em&gt;repeat&lt;/em&gt; em todas as viagens de avião. Dessas em que cruzo o continente. Voos a muitos mil pés de altitude, norte, sul, oeste, leste, luz de sol, luz de lua, luz cintilante das pontas das asas. Luz – sempre mais rápida - sobre África, Ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ar artificial e na penumbra mergulho num espaço vazio, mas imenso, que incuba uma espécie de fatalidade. Os sons entram-me directamente para o cérebro em forma de ecos e céu nocturno e transformam-me num reactor alucinogénico. Nessa dimensão sinto-A: calma, gigante, potente, frágil, feliz, mortífera, autofágica. E compreendo que, na verdade, Ela permanece absolutamente indiferente à nossa idealização d'Ela mesma. Vista de cima, sem fronteiras, sem nada a não ser território naturalmente contínuo, o absurdo torna-se ainda mais evidente. No fundo, não percebemos nada - nem a nós, nem a Ela, nem o que raio fazemos nós n'Ela. No meu corpo, o ar frio do avião, o cobertor que descai e a luz que se acende a meio da noite. A luz. A luz que se apaga de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta anestesia estranha e obscura fica a comoção. Comovo-me sempre. Nesta hipnose corremos juntos para um destino igual. Movemo-nos numa inércia animal perpetuada a força telúrica. Somos terra. Terra fina. Apenas pó.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-1149970604765803961?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/1149970604765803961/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=1149970604765803961&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/1149970604765803961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/1149970604765803961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/11/hipnose-e-o-absurdo.html' title='A hipnose e o absurdo'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-7839876012261763930</id><published>2009-11-28T05:24:00.000-08:00</published><updated>2009-11-28T05:30:19.169-08:00</updated><title type='text'>Carta a um anti-país</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Gustavo Costa*&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Num tempo em que o tempo vive e convive «com igrejas e os seus jurarcas, os políticos e as suas mentiras, a sociedade e as suas resignações”, também acabou por haver aqui um tempo para atender a Brecht e sobretudo ao alerta que Berthold nos fez na grande “Indiferença”. Esse tempo bateu à porta de uma Hora que ficou sem Hagá durante duas semanas, mas graças a Berthold Brecht volta a hospedar-se aqui com a dignidade daquele outro também escritor (entre muitas outras coisas) e descrito por Stefan Zweig no seu ensaio sobre autobiografias literárias como o que “poderia ser tudo” mas que “prefere não ser nada, absolutamente nada, excepto ser livre”…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num país, que não é o meu, para muita gente deslumbrada com o poder, gente tatuada com pesadelos censórios, a liberdade de pensar em voz alta deveria ser ocultada no nevoeiro e lacrada com o selo da interdição. Nesse país, que não é o meu, esse acto, digno de um festim com fogo-de-artifício, deveria consagrar o embalsamar de quem, como eu, cultiva como traços distintivos da sua forma de fazer jornalismo três valores intransaccionáveis: a liberdade, a pedagogia e a crítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse país, que não é o meu, em que algumas igrejas e as seitas religiosas estão convertidas em fontes de enriquecimento ilícito dalguns dos seus líderes e fiéis, tudo pode acontecer. Nesse país, que não é o meu, em que os partidos políticos preferiram leiloar os princípios e trocá-los por interesses, transformando-se, em plena hasta pública, em poderosas centrais de negócios, tudo pode acontecer. Nesse país, que não é o meu, que aceita o primado dos idólatras sobre os homens, tudo pode acontecer…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse país, que não é o meu, alugado por inquilinos entontecidos com as contas de subtrair e que se apunhalam entre si, tudo pode acontecer. Nesse país, que não é o meu e que assistiu a um escandaloso processo de privatização de bens públicos altamente danoso para o Estado, tudo pode acontecer. Nesse país, que não é o meu, onde se banqueteia ao ar livre a (con)gestão ruinosa dos recursos públicos, festeja se a fraude, comemora-se a consagração da corrupção e assiste-se ao estímulo dos infractores com a adopção de um “período de graça” de quinze dias para cometimento de novos crimes e uma “amnistia” ancorada na simbologia de um areópago partidário, tudo pode acontecer…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse país, que não é o meu, onde os cidadãos, com coluna vertebral, já não aceitam ser tomados por tolos, nem levam a sério quem julga poder anestesiá-los com ocas promessas de estancamento do saque, tudo pode acontecer. Nesse país, que não é o meu e que vive de discursos fantasiosos, eivados de automatismos verbais pouco edificantes e que coloca a dignidade na gaveta, tudo pode acontecer…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse país, que não é o meu, em que o principal pivot da governação é um factor de estabilidade, mas também e simultaneamente factor de inibição da libertação da raiva crítica encubada na mente de gente cínica, que sabe falsear a sua fidelidade ao líder, tudo pode acontecer. Nesse país, que não é o meu, herdeiro de tradições securitárias monstruosas, onde até os telefones afugentam os seus mais altos dignitários, como se os mesmos queimassem a língua, tudo pode acontecer…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, nesse país que não é o meu, bêbado com vários sacos azuis, a ilusão de óptica desportiva está transformada num “olímpico” sorvedouro de fundos do Estado, que escorregando direitinho para majestosas algibeiras, deixarão um dia os seus cidadãos a ver o futuro por um “CAN”. Esse país, em permanente e doentio estado de auto-flagelação, acredita que os doentes, antes de serem consultados, gostariam, se calhar, de saber primeiro qual a filiação partidária dos médicos e enfermeiros que os atendem…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse país, que não é o meu, mas que é grandioso na forma, todavia “piquinino” no conteúdo, a auto flagelação constitui um ingrediente venenoso, que fazendo parte da sua história, está a desgastar a alma de gente decente na grandeza de espírito e na verticalidade intelectual. Esse mesmo país, que não é o meu, “exemplar” na distribuição da riqueza, ao mesmo tempo que se lambuza com a cultura de desperdício proporcionada pelo dinheiro do “carvão”, rasteja, inglório, aos pés do “Triunfo dos Porcos”… Extraordinário a exibir a fasquia de irrealizáveis promessas eleitoralistas, esse país, que não é o meu, “esquece-se” muitas vezes que não consegue sequer ter um ensino básico qualificado e que, por via do deficiente ingresso dos estudantes no ensino médio – é claro nem todos – se atropela o ensino superior e, a mais das vezes, se incorre em fraude académica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse país, que não é o meu, o culto da incompetência e a escassez de valores de excelência funcionam “como uma nódoa de azeite”. Ou seja, como escreveu Émile Faguet, crítico literário e moralista francês do séc. XIX, aquela “propaga-se por contágio, sendo natural que, sendo endémico, seja também epidémico e que, encontrando-se no centro e núcleo do Estado (…) se transmita e alastre nos (seus) hábitos e costumes”. É, portanto, um país maravilhoso que, em lugar do carácter, da meritrocacia e da honra, prefere trasandar o culto das distinções, dos&lt;br /&gt;galões e das honrarias…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse democrático país, que não é o meu, há governantes que, confundindo tudo e todos e tropeçando nas suas trapalhadas, dormem, coitados, atormentados com o que os jornalistas podem ou não escrever no dia seguinte. Nesse democrático país, que não é o meu, há governantes que, ao despertarem, atordoados com a enormidade das suas asneiras, insistem em ver a imprensa com lentes cor-de-rosa. Nesse democrático país, que não é o meu, com uma comunicação social “livre” de quaisquer pressões, a estupidificação política dalguns desses governantes, ávidos de enjaular a liberdade de pensamento, de expressão e de imprensa, no “armário obscuro das coisas proibidas”, chega a meter dó, ao vê-los pretenderem negar o seu exercício ao ar livre, ao mesmo tempo que, mentalmente atrofiados, acabam por se espatifar na estrada da auto-censura…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse país, que não é o meu, está povoado de uns poucos governantes, que padecendo de “epilepsia cultural”, vivem acorrentados à censura e estonteados com o fantasma da perseguição dos jornalistas. É um país que acredita que a Academia Sueca seria capaz, se calhar, de aceitar o estatuto de Ministro como atributo para integrar muitos deles como júri encarregue de atribuir um qualquer Prémio Nobel…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um país, que não é o meu, engordurado de rancor, prisioneiro de gente atada ao passado, gente que cultiva a autofagia política, gente que insiste em “julgar” políticos mortos há mais de trinta anos, em lugar de os valorizar como homens de letras e reconhecer a sua obra literária como património nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um país que, por isso, vergado a valores culturais importados, se gaba por ver sufragado pelo poder político e pelos aparelhos partidários, o reconhecimento de uma distinção literária. Nesse país, que não é o meu, o ódio e a intolerância, empanturraram de rasuras a História. Nesse país, que na verdade é o meu, vai ser preciso partir ainda muita pedra para derrubar os seus muros. Porquê? Porque no meu país, afinal, o “Muro de Berlim” continua de pé! Desgraçadamente de pé…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*Publicado no regresso do Horagá, edição 97 do Novo Jornal &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-7839876012261763930?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/7839876012261763930/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=7839876012261763930&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/7839876012261763930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/7839876012261763930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/11/carta-um-anti-pais.html' title='Carta a um anti-país'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-1923792583257189352</id><published>2009-11-23T03:44:00.000-08:00</published><updated>2009-11-23T06:29:21.491-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='censura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='liberdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novo Jornal'/><title type='text'>Regresso amordaçado</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Swp7zUK1trI/AAAAAAAAAbQ/hUjsAw1W5_w/s1600/censor.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407270424129418930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 285px; CURSOR: hand; HEIGHT: 229px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Swp7zUK1trI/AAAAAAAAAbQ/hUjsAw1W5_w/s320/censor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;África do Sul, Senegal e Gâmbia. Andei a girar, em trabalho, durante o último mês. Voltei agora à Banda. E descobri que, enquanto eu dava as minhas voltas, muitas outras voltas se deram por estes lados, também. Não vou entrar em grandes detalhes. Estou triste e decepcionado, a redefinir o meu posicionamento e a tentar reenquadrar-me. Mas não abdico das minhas prioridades - contrariar esta cultura de silêncio que os nossos governantes, o partido do poder e quem o comanda nos querem enfiar a todo o custo pela garganta abaixo. E que, infelizmente, quase nunca nos recusamos a digerir. Haja coragem para vomitar as mordaças inadmissíveis da censura e do medo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-1923792583257189352?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/1923792583257189352/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=1923792583257189352&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/1923792583257189352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/1923792583257189352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/11/regresso-amordacado.html' title='Regresso amordaçado'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Swp7zUK1trI/AAAAAAAAAbQ/hUjsAw1W5_w/s72-c/censor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-7891761122012677341</id><published>2009-10-21T07:05:00.000-07:00</published><updated>2009-10-21T07:09:16.563-07:00</updated><title type='text'>Pensar e ter opinião são privilégios dos poderosos</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ismael Mateus, in Semanário Angolense&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A chamada à DNIC da Luísa Rogério, Victor Silva e Ana Margoso e outros que se seguirão é demasiado conveniente. Todos sabem que os jornalistas gostam de defender os seus colegas, sobretudo num caso como este, em que está em causa o direito à opinião, no caso de Luísa Rogério, e o exercício profissional do jornalismo, nos casos da Ana Margoso e do seu director.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um exercício conveniente. Nas próximas semanas ninguém falará de atípicas e de indirectas ou directas nem do presidencialismo parlamentar. Os jornalistas vão entrar no debate, se é crime ou não, vão perguntar-se se a DNIC não tem casos mais urgentes e anteriores; vão querer mobilizar a opinião pública, que é a única arma que os pobres dos jornalistas têm contra gente tão poderosa. É por isso que o poder é uma coisa que todos querem. O poder compra tudo. O poder pode tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo jornalista confidenciou que está a ler um livro recentemente lançado em Paris com o título ‹‹O Poder enlouquece››, onde se contam histórias inacreditáveis sobre a forma como o poder se enrosca nas nossas entranhas e pouco a pouco consome o que há de melhor em nós. Começa pelo estômago e por isso é que se diz que os poderosos falam de barriga cheia, ou seja, não precisam de suar, dar no duro, não têm a dimensão do valor do trabalho. Tudo lhes caido céu, por herança ou por apropriação, pouco importa. O poder depois ataca o coração. Perde-se a sensibilidade, renuncia-se às origens pobres, aos amigos pobres e às causas dos pobres ou dos não poderosos. Finalmente, ataca os olhos. O poder cega. Cega mais do que qualquer doença, já aparentemente o afectado vê mas perde a capacidade de perceber o que vê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jornalistas e mais meia dúzia de milhões de angolanos que já atingiram a maioridade não são poderosos e como tal não se devem comportar como se tivessem poder. Num mundo moderno e avançado como o nosso, é inaceitável, inconcebível, intolerável permitir a ousadia da existência de um pensamento, seja lá ao abrigo de que direito – pouco importa que perigue interesses superiormente definidos. Num passado recente tínhamos um slogan que na verdade foi dos slogans mais clarividentes desta nossa epopeia pós colonial: quem manda, manda, quem não manda, cumpre. Se todos nós tivéssemos em nossas casas, cabeças, mesas de trabalho e carros esse slogan bem visível, se cada um colocasse esse slogan no seu despertador, no toque do telemóvel ou se isso fosse ensinado às nossas crianças desde o infantário pouparíamos rios de tinta ao país e debates sem qualquer utilidade. Quem não manda cumpre e não pensa. Não tem opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás é bom dizer também que isso de ter opinião é um modernismo que não se ajusta ao estágio de desenvolvimento do nosso país. O pobre não tem tempo para ter opinião. Anda de candongueiro, luta pelo pão diário, espera o salário no fim do mês. Não resta tempo para ter opinião. É por isso que os jornalistas, que são reconhecidamente pobres, mesmo aqueles que já não andam de candongueiro, deveriam ter a humildade de não ter opinião. Deveriam ter a coragem de endossar essa capacidade humana de pensar – que infelizmente os pobres também têm – a quem possa dar uso cabal a essa vantagem que o homem tem sobre outros animais. Então cada pobre deveria encontrar um conhecido com poder e conceder a esse individuo a liberdade de pensar por ele, tal como há centenas de anos nessa Europa hoje democrática os senhorios, donos dos escravos e até maridos eram donos da vontade – isso mesmo da vontade – dos inquilinos, mulheres e escravos. Podiam decidir por eles e estes ainda se deveriam mostrar muito agradecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No nosso país o caminho é esse. Chegaremos a esse sublime momento da dignidade humana em que teremos de delegar o pensamento e a vontade a quem tenha poder, vida descansa, luxos e estrutura emocional para isso. No nosso dia-a-dia, todos os que procuram exprimir o pensamento sofrem incríveis pressões. Colegas de trabalho, amigos, familiares todos temem pela vida de quem ouse pensar. Todos acham que seria preferível colocar a nossa capacidade de pensar,empacota-la, transformar-nos em eunucos do pensamento e entregar isso a quem de direito. Fazem por bem. Querem o nosso bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensar, ter opinião não é coisa para pobre e sem poder. É isso que esses jornalistas e mais meia dúzia de milhões de angolanos já com maioridade não percebem. Não percebem que é fundamental para a sua própria sobrevivência que não pensem, que não tenham vontade senão aquela vontade de deixar as suas vidas nas mãos de quem tem direito isso ou quemlhes diga o caminho correcto para as suas tristes vidas.É por isso que essa ida à DNIC é conveniente. Pode ser que alguém apreenda a lição. Nem todos podem e saber jogar futebol. Nem todos podem ter o X5 tal como nem todos podem pensar ou saber usufruir cabalmente da sua própria vontade. Porque será que esses imbecis dos jornalistas não percebem isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: para quem não tem nem vontade, nem direito à opinião nem direito ao pensamento, imbecil é uma palavra simpática. Sorriam quando alguém, vos chamar de imbecis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-7891761122012677341?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/7891761122012677341/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=7891761122012677341&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/7891761122012677341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/7891761122012677341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/10/pensar-e-ter-opiniao-sao-privilegios.html' title='Pensar e ter opinião são privilégios dos poderosos'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-3697853718834664549</id><published>2009-10-20T13:49:00.000-07:00</published><updated>2009-10-20T15:37:43.857-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunidade Internacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='liberdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direitos Humanos'/><title type='text'>"Vou matá-los e nada restará"</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/St44WZQH3zI/AAAAAAAAAbI/5_rwIqhri-E/s1600-h/yaya_jammeh_gam.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394811361023221554" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 179px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/St44WZQH3zI/AAAAAAAAAbI/5_rwIqhri-E/s200/yaya_jammeh_gam.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;"Eu vou matar qualquer pessoa que queira desestabilizar este país. Se pensam que podem colaborar com os chamados defensores dos direitos humanos, e sairem impunes, é porque vivem num mundo de fantasia. Eu vou matá-los, e nada restará (...) Se estão afiliados a algum grupo de direitos humanos, podem estar seguros que a vossa segurança pessoal não será garantida pelo meu governo. Estamos preparados para matar sabotadores."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer o início de um guião de filme de terror, mas não. Até eu não queria acreditar no que estava a ler. Estas foram as declarações, recentes, do Presidente Ayhya Jammeh, da Gâmbia. Uma intevenção muito mais hardcore do que a do nosso presidente, que em tempos disse qualquer coisa como "os direitos humanos não enchem a barriga de ninguém" (comparada com a versão gambiana, esta é conversa de menino de coro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com esta mais recente maka na Gâmbia, a reunião da Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos, marcada para início de Novembro para a capital, Banjul, e para a qual estou convidado, foi suspensa. A União Africana enviou ao Presidente Jammeh um repto para se retractar e garantir a segurança dos conferencistas e demais pessoal convidado pela Comissão. A resposta ainda não chegou, nem se sabe se vai chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, a situação por terras gambianas vai-se complicando. Desapareceram jornalistas; um outro, Deyda Hydara, foi morto em 2004, um caso nunca resolvido. Este senhor Presidente Ayhya Jammeh disse também, há tempos, que os jornalistas teriam que lhe obedecer. Caso contrário, que "fossem para o inferno". Percebo porque é que a minha "Profissão: jornalista" foi olhada com desconfiança na hora de pedir o visto para lá, que esteve prestes a ser-me negado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Jammeh, que anunciou, em Janeiro de 2007, ter descoberto uma cura para a SIDA com base num tratamento tradicional, tem mais pecados na lista. Em Maio do ano passado, ameaçou "cortar a cabeça" de qualquer homossexual, homem ou mulher, que descobrisse no seu país. Mais tarde, deu-lhes um ultimato para sair da Gâmbia antes que fosse tarde. Pesam também sobre ele, por exemplo, as mortes de 12 estudantes, pelas tropas governamentais, durante uma manifestação em 2000. Por isto tudo, a União Africana fala em deterioração clara da situação dos direitos humanos. Não é para menos. E assim vai o sonho de emancipação e progresso das nações africanas. O caminho ainda é longo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-3697853718834664549?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/3697853718834664549/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=3697853718834664549&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/3697853718834664549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/3697853718834664549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/10/vou-mata-los-e-nada-restara.html' title='&quot;Vou matá-los e nada restará&quot;'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/St44WZQH3zI/AAAAAAAAAbI/5_rwIqhri-E/s72-c/yaya_jammeh_gam.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-385540404329975979</id><published>2009-10-19T11:16:00.000-07:00</published><updated>2009-10-19T13:16:48.129-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Petróleo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cartoon'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Corrupção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><title type='text'>Posso?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sty2PODr5qI/AAAAAAAAAbA/j2dLlsMI0EI/s1600-h/cartoon_3_copy.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394386826270860962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 407px; CURSOR: hand; HEIGHT: 304px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sty2PODr5qI/AAAAAAAAAbA/j2dLlsMI0EI/s320/cartoon_3_copy.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-385540404329975979?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/385540404329975979/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=385540404329975979&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/385540404329975979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/385540404329975979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/10/posso.html' title='Posso?'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sty2PODr5qI/AAAAAAAAAbA/j2dLlsMI0EI/s72-c/cartoon_3_copy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-3092450028259664962</id><published>2009-10-11T06:02:00.000-07:00</published><updated>2009-10-12T08:41:31.474-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direitos Humanos'/><title type='text'>Telhados de vidro</title><content type='html'>Para que não haja dúvidas: repugno com todas as minhas forças a expulsão de angolanos da República Democrática do Congo e do Congo Brazzaville. O que se passa nas fronteiras norte de Angola é reprovável. É desumano, excessivo. É triste e não se justifica, por nada. Entendido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que nós temos uma memória muito curta e, pior, como já escrevi aqui algumas vezes, atiramos pedras quando nós próprios temos telhados de vidro. Admito e concordo que a sociedade angolana se indigne e revolte com as expulsões abusivas de cidadãos nacionais que vivem, em muitos casos, há décadas do outro lado da fronteira. No entanto, não posso tolerar que nos remetamos, uma vez mais, para o papel de coitadinhos, de vítimas eternas, de uma nação modelo e santificada que age inocentemente e dentro da mais pura boa-vontade, e que é o alvo privilegiado de todo o mundo, que nos quer ver no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por estes dias o discurso viciou-se e ganhou o tom de "nós expulsamos ilegais, eles estão a expulsar angolanos legais, que já vivem há muitos anos lá". Mas com muita pena minha, esta não é a verdade pura e dura. Eu mesmo fiz uma reportagem há uns meses, que podem ler &lt;a href="http://mukuarimi.blogspot.com/2009/07/angola-deportou-ilegalmente-imigrantes.html"&gt;AQUI&lt;/a&gt;, em que dava conta que 14 gambianos apontavam o dedo a Angola por os ter expulso do país, apesar deles estarem legais. E mais: acusavam as FAA de os terem espancado, torturado, roubado os documentos e os haveres, de os terem humilhado e remetido à condição de animais. A queixa foi apresentada à Comissão Africana dos Direitos Humanos que, depois de apelar às autoridades angolanas para contraporem e explicarem o que se passou, recebeu como resposta um rotundo silêncio. Nem uma justificação, nem uma contra-alegação. Angola não mostrou uma única prova que mostrava, sem dúvidas, que eles eram ilegais. Nada! Mas expulsou-os!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não tenhamos dúvidas que estes 14 cidadãos, que por acaso são gambianos e não da RDC ou da República do Congo (mas só por acaso), são uma ínfima parte dos muitos que, acredito com muita convicção, têm sérias razões para se queixar do comportamento de Angola. São mais que muitos os indícios que as nossas autoridades agem frequentemente a seu bel-prazer, passando muitas vezes por cima do que é lei, do que é aceitável e de nós, os cidadãos que eles deveriam proteger e não agredir continuamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como também não são segredo para ninguém as denúncias de brutalidades nas zonas diamantíferas das Lundas, principalmente. Se as FAA, Polícia Nacional e empresas de segurança privada pertencentes aos generais que nos governam são continuamente acusadas de espancar e matar até cidadãos angolanos, o que não farão aos estrangeiros (legais ou ilegais), aos "langas", como chutamos continuamente em tom de escárnio? Alguém põe a mão no fogo pela legalidade das acções das FAA ou da PN lá no interior, de onde a informação quase não sai? Eu não, lamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma, não me custa nada acreditar que as campanhas contra os imigrantes ilegais assumam uma proporção de "caça", em que tudo o que mexa seja apanhado e enviado em condições nada condignas para o outro lado da fronteira. Porque mesmo na expulsão, como alegaram os 14 gambianos, nenhum dos procedimentos legais que a deviam anteceder foi previsto. É apanhá-los, despojá-los e mandá-los embora com uma mão à frente e outra atrás - exactamente o que estão agora a fazer connosco, angolanos. Com o boomerang de abusos e violência a voltar às mãos que o lançaram, as nossas, entramos numa lógica contraditória e que não nos dignifica nada. Lógica perigosa que reza algo como: se essas atitudes brutais são reprováveis quando as vítimas somos nós, em relação a "eles", langas, que supostamente são "ilegais", até se justificam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isto que não aceito - a subversão da verdade e o discurso de dois pesos e duas medidas. Percebo e concordo que Angola vele pelas suas fronteiras e aja contra a deturpação dos seus recursos. Isso é legítimo. Mas não concordo, nem que me paguem milhões, que em nome da segurança nacional se violem os mais elementares direitos das pessoas, ainda que supostamente estejam a cometer um crime. Da mesma forma, não posso nunca concordar com esta retaliação e a forma como nos estão a mandar embora, em nome de algo que nem interessa saber o que é. Porque nada, nem as agressões que lhes possamos ter feito, justifica que pessoas sejam tratadas desta forma. Para mim, essa é a questão fundamental: perdemos há muito qualquer noção de humanismo e de inviolabilidade dos direitos e da dignidade das pessoas, independentemente do que esteja em causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperemos para ver o que vai acontecer. Nos corredores surgem várias suposições, umas mais alarmantes que outras. Que pelo menos esta história, que ainda por cima se está a desenrolar entre indivíduos do mesmo povo, dividido pelas fronteiras do colonialismo, dê para reflectirmos um pouco mais sobre as consequências dos nossos actos, muitas vezes arrogantes e, como tal, inadmissíveis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-3092450028259664962?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/3092450028259664962/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=3092450028259664962&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/3092450028259664962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/3092450028259664962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/10/telhados-de-vidro.html' title='Telhados de vidro'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-794714036089466738</id><published>2009-10-11T01:48:00.000-07:00</published><updated>2009-10-11T01:53:10.501-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cartoon'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><title type='text'>Yes we can</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/StGcR7-RfZI/AAAAAAAAAZ4/1CX6bvt70vc/s1600-h/CARTOON_4%C2%AAsemana_Final.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391262060909788562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 399px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/StGcR7-RfZI/AAAAAAAAAZ4/1CX6bvt70vc/s400/CARTOON_4%C2%AAsemana_Final.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-794714036089466738?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/794714036089466738/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=794714036089466738&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/794714036089466738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/794714036089466738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/10/yes-we-can.html' title='Yes we can'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/StGcR7-RfZI/AAAAAAAAAZ4/1CX6bvt70vc/s72-c/CARTOON_4%C2%AAsemana_Final.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-2450966882069438616</id><published>2009-10-11T01:44:00.000-07:00</published><updated>2009-10-11T01:57:36.695-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cartoon'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><title type='text'>Cartoons</title><content type='html'>Começo a partir daqui uma parceria com o Sérgio Piçarra, um dos "monstros" do cartoon em Angola. São trabalhos publicados no Novo Jornal, no Kissonde, alguns inéditos. Vejam, riam-se, revejam-se, pensem!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-2450966882069438616?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/2450966882069438616/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=2450966882069438616&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/2450966882069438616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/2450966882069438616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/10/cartoons.html' title='Cartoons'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-1329294315913943733</id><published>2009-10-06T12:28:00.000-07:00</published><updated>2009-10-06T14:39:47.170-07:00</updated><title type='text'>Isto para quê?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Ssuc3W3e3QI/AAAAAAAAAZo/IhQ6_NbnW-0/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389573853923958018" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 181px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Ssuc3W3e3QI/AAAAAAAAAZo/IhQ6_NbnW-0/s200/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Às vezes um gajo olha para estas reflexões e pensa: Isto para quê? Isto para quem? Ou melhor, quem raio se vai interessar pelo que eu tenho para dizer sobre mim? E chego à conclusão que esta coisa de blogs é perversa. Antes escrevíamos em diários onde nos justificávamos e nos fechávamos a sete chaves. Hoje expomo-nos. Deliberadamente. Como se fossemos muito importantes e a nossa opinião contasse e desvendasse alguma verdade universal nunca antes pensada. Globalizamo-nos até a nós mesmos e perdemos o sentido do individual. Eu também caí no erro. E massifiquei-me. Mas talvez esta seja até uma forma de nos eclipsarmos. Se calhar mais eficaz do que nos fecharmos em cadernos escondidos numa gaveta (de capa preta, como tive durante muitos anos) que, por serem secretos, apetece arrombar a todo o custo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-1329294315913943733?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/1329294315913943733/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=1329294315913943733&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/1329294315913943733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/1329294315913943733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/10/isto-para-que.html' title='Isto para quê?'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Ssuc3W3e3QI/AAAAAAAAAZo/IhQ6_NbnW-0/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-7936542478006110024</id><published>2009-10-05T12:45:00.001-07:00</published><updated>2009-10-06T02:43:21.492-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cabo Verde'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><title type='text'>"A bo é di nos"</title><content type='html'>Uma das grandes diferenças entre Cabo Verde, onde vivi durante um ano e qualquer coisa, e Angola, é a forma como cada um integra o "outro", muitas vezes um de nós que não reconhecemos como tal. A tal história da identidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto cheguei à Praia, em Janeiro de 2005, olhavam-me de lado. Estranhei, porque afinal de contas essa tal morabeza crioula que se apregoava aos sete ventos era uma grande treta. Mas estava enganado. Na ilha de Santiago, as pessoas não são imediatas. Olham e estudam primeiro quem chega. Se decidem que o "forasteiro" é de confiança, acolhem-no como um filho. Para a vida. Foi isso que me aconteceu. Assim que a estranheza inicial passou, imediatamente comecei a entrar na cultura das ilhas, a fazer amigos, a estabelecer a minha vida - simples, rotineira, muito "directa", como é o dia-a-dia na cidade da Praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que, de repente, passei a fazer parte daquele chão. "A bo é ka nada angolano, a bo é di nos", diziam-me a todo o passo. Qualquer coisa como "tu não és nada angolano, tu és nosso". Situações destas, que marcam, foram-se sucedendo. Quando regressei, em 2008, no aeroporto estava uma amiga, ao abraçar-me, disse-me: "Pedrito, bem-vindo a bu tera". Não precisa de tradução. Nem de explicação da dimensão que estas palavras encerram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Igual atitude em relação aos cabo-verdianos que vivem na diáspora. Um exemplo elucidativo: uma vez, estava com um amigo, natural de Luanda, filho de cabo-verdianos, no Cantinho da Fá, no Miramar. Era uma daquelas noites de sábado, em que a música crioula ao vivo vai até às tantas. Depois de umas cervejas e de uns grogues, esse meu kamba foi ter com os músicos e disse-lhes que era descendente de cabo-verdianos, mas que nunca tinha ido às ilhas, uma vez que vivera sempre no Brasil. O que se seguiu foi incrível: os kotas abraçaram-no, acolheram-no, disseram-lhe, com lágrimas nos olhos, "és nosso". E ele ficou em família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cá: olhamos de lado quem chega, mas, salvo algumas excepções, não damos o passo de aproximação, pomo-lo continuamente em causa. Sobretudo nos meios urbanos, já que no interior, nos kimbos, nos meios simples, a receptividade ao outro costuma ser incrível (digo-o por experiência própria). Em termos de identidade, a coisa já é mais geral, parece-me. Andamos com um "termómetro" de angolanidade na mão, com que nos medimos uns aos outros, a todo o tempo, a temperatura, que, não raras vezes, está gelada, claro está. E a maioria das vezes menosprezamos (admitamos) os angolanos que vivem lá fora. Porque não "sofrem como nós", porque não podem falar a milhares de quilómetros, porque, porque, porque. Em relação aos filhos de angolanos que nasceram no estrangeiro, então nem se fala. São qualquer coisa, menos muangolês. Aves raras, talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É esta a diferença: em Cabo Verde, a identidade é essencialmente inclusiva, abarca os que dão alguma coisa positiva àquela terra, nem que seja um pouco de carinho (com excepções, claro, nenhum lugar é perfeito). Mas em Angola, a identidade segrega à partida tudo o que foge aos cânones, esse tal "purismo" de que falei num &lt;em&gt;post &lt;/em&gt;anterior. Ouvem-se todos os dias coisas como "eu é que sou o verdadeiro angolano", ou "vocês não és nada angolano", "você é budjurra", ou ainda o famoso e polémico "santomense", que não poupou sequer o Zédu em tempos de campanha política. Só falta criar um conjunto de barras tipo Pantone, mas em vez de cor, meter conceitos para ver a percentagem de angolanidade de cada um. Ridículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, isto talvez se explique com aquela ideia de que as segregações são, sobretudo, formas de excluir grupos de pessoas do acesso aos recursos. Cabo Verde é estéril, por isso, em teoria, pouco há a proteger da cobiça alheia. E que há (emprego, por exemplo), também provoca reacções vergonhosas. Um exemplo é o tratamento indigno que é dado, muias vezes, aos imigrantes da costa ocidental africana, os prejorativamente chamados &lt;em&gt;mandjacos&lt;/em&gt;, altamente ostracizados na sociedade cabo-verdiana. Que também tem o seu quê de xenófoba, embora não goste de admiti-lo. Em Angola: nem vale a pena falar na infinidade de riquezas. Muitas, que dão para todos, mas que poucos querem concentrar nas suas mãos. E aí começa uma roda-viva de barbaridades, exclusivismos e disparos sobre tudo que se mexe, e que só cabem na cabeça dos que se borram de medo de perder o lugar (mais ou menos efémero) que têm no poleiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E andamos nós aqui numa discussão da treta. Que também as há noutros lados do mundo, não nos enganemos. Cada um com as suas manias. E as de Cabo Verde também são interessantes. Como aquela conversa, própria de quem é resultado quase perfeito de rotas cruzadas de povos, sobre se são africanos ou europeus. Há quem diga que são "atlânticos". Normalmente abstenho-me de dar a minha opinião, porque essa não é a minha praia (embora, muito sinceramente, vista de fora a discussão seja ridícula). Apenas relembro aos meus kambas cabo-verdianos que África não é uniforme, nem plana. E que, para serem africanos, não têm que andar com uma lança na mão a caçar elefantes...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-7936542478006110024?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/7936542478006110024/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=7936542478006110024&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/7936542478006110024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/7936542478006110024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/10/bo-e-di-nos.html' title='&quot;A bo é di nos&quot;'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-4828237512214553947</id><published>2009-10-03T17:49:00.000-07:00</published><updated>2009-10-03T18:20:36.080-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='27 de Maio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='liberdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><title type='text'>Contar a dor</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Ssf4J457XXI/AAAAAAAAAZY/JzLiCrGJFyE/s1600-h/repressao1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388548327949950322" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 241px; CURSOR: hand; HEIGHT: 175px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Ssf4J457XXI/AAAAAAAAAZY/JzLiCrGJFyE/s200/repressao1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; "Ele emocionou-se a meio da entrevista. Teve de parar, desligar a máquina que registava aquele relato trágico. Era a filha de um cantor popular que contava como tinha sido dramático na vida daquela família terem assassinado o pai, crescer a ouvir barbaridades e terem de se defender, das mentiras e da memória do pai. Um grande cantor cujos temas enchem a boca de tantos intérpretes, inflamam o orgulho de tanto angolano para afinal ter sido morto na febre violenta de Maio de 77. Ela desfiava aquela estória e a raiva já esbatida ainda fazia mais impressão."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Encontrei agora este pequeno texto no &lt;a href="http://vida-escrita.blogspot.com/2009/08/contar-dor.html"&gt;"Vida Escrita",&lt;/a&gt; da Marta Lança, coincidência pura, depois de ter escrito o post abaixo. É uma representação de um episódio que aconteceu durante a entrevista com a filha de David Zé, que incluí na reportagem "&lt;a href="http://mukuarimi.blogspot.com/2009/07/os-filhos-do-27-de-maio.html"&gt;Os filhos do 27 de Maio&lt;/a&gt;", publicada este ano, que me custou muitas horas de sono e me deixou emocionalmente de rastos. Foi um dos momentos mais fortes da minha (curta) vida de jornalista. Ouvir aquele testemunho dramático mas contado de forma doce, sobre uma das figuras que, como expliquei no texto anterior, marcou a minha infância, foi explosivo. Não aguentei e desfiz-me perante o olhar silencioso e surpreendido de Deolinda... &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-4828237512214553947?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/4828237512214553947/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=4828237512214553947&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/4828237512214553947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/4828237512214553947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/10/contar-dor.html' title='Contar a dor'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Ssf4J457XXI/AAAAAAAAAZY/JzLiCrGJFyE/s72-c/repressao1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-753958416306503375</id><published>2009-10-03T11:24:00.000-07:00</published><updated>2009-10-05T12:44:01.667-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><title type='text'>Kotas, música, colonos e eu</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SsfBi-YPt0I/AAAAAAAAAYg/6c26HErbI6U/s1600-h/david+ze.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388488285776492354" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 199px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SsfBi-YPt0I/AAAAAAAAAYg/6c26HErbI6U/s200/david+ze.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sou um coleccionador dedicado dos sons angolanos dos anos 60 e 7&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sse-fGik_AI/AAAAAAAAAXg/XY-Pg3iNBYg/s1600-h/david+ze.jpg"&gt;&lt;/a&gt;0. E mantenho que nunca mais nesta terra se fez tão boa música como naqueles tempos. Estas canções são hinos, murmúrios, farras, sonhos, esperanças, são o fervilhar, a subversão, a inversão, a revolução. São os desgostos e sucessos de amor, a crença e falhanço de convicções. Vozes de vivos e de meio-vivos, também de mortos. São o trio da saudade, Artur Nunes, David Zé, Urbanito, obituário do 27 de Maio de 77. São a utopia, o sonho, a luta, a perseguição, a independência, a purga, o espanto, a guerra. A invasão, a ideologia e os slogans revolucionários, tão estranhos e “ingénuos”, 30 anos e muito cinismo depois. São o nada, a queda e a vertigem. São os sembas, as dikanzas, os riscos no chão. O som da agulha dos gira-discos, as baladas e lamentos, autênticos &lt;em&gt;blues&lt;/em&gt; com sabor a terra angolana, arrancados a kimbundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cresci com estas músicas, que me ajudaram a criar o imaginário do que seria Angola. Ouvíamo-las repetidamente em duas cassetes gastas que os meus pais levaram&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388488287044789634" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 222px; CURSOR: hand; HEIGHT: 208px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SsfBjDGoZYI/AAAAAAAAAYo/qFdl6bymOd4/s200/artur+nunes.jpg" border="0" /&gt; daqui, quando a História os apanhou desprevenidos, bem como ao resto da família, e os atirou para uma terra que os repudiava, a eles, portugueses de segunda. À distância do saudosismo de um tempo que, não há dúvidas, lhes foi injustamente favorável, enquanto privilegiados e dominadores, estas músicas ecoavam lá longe, em Portugal, onde nasci e aprendi que também era angolano. Solidificaram em mim um sentimento forte de pertença a esta grande terra do sul e foram a banda sonora de histórias e sabores que viria a reconhecer quando aterrei em Luanda pela primeira vez. Sem nostalgias nem intenções de recuperar o que quer que fosse de um passado que condenava, mas sim com vontade de compreender qual o meu lugar no meio deste “nós” ao qual sentia pertencer desde sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vozes dos kotas (são tantas que não as vou enumerar) são o meu reflexo identitário. Uma questão muito pessoal, ampliada numa discussão pública nos jornais, que, de tão enviesada, nem sequer equaciona que um tipo como eu se possa sentir autenticamente identificado e comprometido com este país, muito mais do que com qualquer outro lugar. Chamem-lhe abstracções, até aceito. Na verdade, nem sequer eu consigo explicá-las com argumentos racionais. Mas também não vale a pena tentar convencer os céptico&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Ssh5aR5LavI/AAAAAAAAAZg/nqWhTABfKu8/s1600-h/artur+adriano.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388690446535584498" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 214px; CURSOR: hand; HEIGHT: 212px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Ssh5aR5LavI/AAAAAAAAAZg/nqWhTABfKu8/s200/artur+adriano.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;s que isto não é "conversa da treta", saco fundo onde gostam de meter o que, para eles, não se enquadra num jogo sujo de corredores e interesses escondidos. Porque nesta sociedade, de uma forma brutal e infantil, é o material e a hipocrisia que nos guiam. E como julgamos os outros a partir de nós mesmos, os que dizem estar fora dessa lógica obscurantista de ganhar o máximo por todos os meios possíveis e imaginários (inclusive apelando ao amor pela pátria, um xaxo muito em voga até entre os que se auto-proclamam "verdadeiros angolanos"), ou são boelos, ou estão a mentir com todos os dentes. Acredito que tenham razão em alguns casos. Mas as generalizações são sempre um perigoso síndrome de desonestidade e preguiça intelectual. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A minha assumpção enquanto angolano, cá, tem algo de comédia série B. Quando cheguei, em 2004, logo soube que era pula. Obrigatoriamente com os bolsos cheios de kumbu e não raras vezes “filho da puta” – idealização que acabei por perceber quando comecei a ver ao largo alguns espécimes que vinham (e vêm) cá parar, que apetece transformar em sacos do boxe. Mas de um momento para o outro, talvez pelo sol africano, virei “laton”, já menos “filho da puta”, e com menos dinheiro na conta, para meu azar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388488305989593538" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 175px; CURSOR: hand; HEIGHT: 118px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SsfBkJrbKcI/AAAAAAAAAZA/EDix421Vjk4/s200/ngola.jpg" border="0" /&gt;Mais tarde, a lei da nacionalidade confirmou-me luso-angolano, um "duplo"; uns tempos depois, soube que também era “oportunista”, “angolano falso” e, mais recentemente, “angolano de ocasião”. Mas nunca “angolano puro”, expressão inventada por quem anda à procura de si mesmo sem o saber, e que reduz isto de se ser angolano, ou outra coisa qualquer, a formas estanques, de preferência àquelas em que eles assentam que nem luvas. Para que não haja dúvidas do que são, e das posições de poder e exigências pessoais que, a partir disso, podem reivindicar do país e da sociedade. Porque no fundo, estas categorizações não passam de joguinhos freudianos de poder, tentativas ridículas de se priorizarem no acesso aos recursos e de manter e sobrepôr o &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt; perante a "ameaça" que, muitas vezes, só existe nas suas cabeças. E, claro, nesta pureza absurda que apregoam, já há alguns parâmetros identificados: um “puro” tem que poder cantar com as Gingas “sinto-me orgulhoso de ser africano/meus antepassados todos nasceram aqui” e, igualmente importante, ter aguentado como um valente todas as privações da guerra. Porque assentar arraiais só depois da Paz, quando já tudo é “fácil” é, mais uma vez, sinal de um oportunismo avassalador, de quem recorre ao passaporte preto para dar uma de filho da terra e sugá-la até onde não puder mais. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SsfBjxmDgpI/AAAAAAAAAY4/wwf_kXnHnc8/s1600-h/sofiarosa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388488299524620946" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SsfBjxmDgpI/AAAAAAAAAY4/wwf_kXnHnc8/s200/sofiarosa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Enquanto me é barrada a entrada no clube exclusivista dos “puros”, lá vou comendo umas funjadas e riscando umas passadas nos bodas – o único momento em que me olham, desconfiados, porque “tuga não dança assim”. Moro num beco da Ilha, atiro uns “xé” pelo meio, e dou por mim a mandar umas bocas sobre dignidade e liberdade e a exigir uma Angola diferente. Tretas de europeus e de quem não percebe nada disto, claro está. Porque não dei sangue, não tenho o direito de reclamar. Mas, filha da mãe de feitio, reclamo mesmo assim. Sou branco, nascido em Portugal num 4 de Fevereiro (ironia do destino), filho de angolanos-lusos brancos naturais de Benguela, neto de colonos brancos, portugueses das profundezas, todos “bazados” em 1975, um mês antes da Independência, e é aqui que vivo, por uma opção pessoal – é esta a história da minha angolanidade. À qual não posso fugir e que não posso fazer de conta que não existe. É ela quem me faz permanecer, que me incute o dever de me revoltar e indignar com situações com que não concordo, e que avalio de acordo com o esquema mental que as minhas experiências individuais e colectivas (não interessam quais, não interessam onde) foram arquitectando; angolanidade que me faz alegrar, celebrar, dançar, viver rápido e arrepiar da cabeça aos pés quando canto a plenos pulmões, com o Paulo Flores, “um poema que diz que p’ra ser mais feliz tem que ser em Angola”. E chamem-lhe lamechices, hipocrisia, não me interessa. Esse é o vosso espelho, não o meu.&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SsfBju794OI/AAAAAAAAAYw/3piudx9oAYE/s1600-h/urbano.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388488298811220194" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 183px; CURSOR: hand; HEIGHT: 181px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SsfBju794OI/AAAAAAAAAYw/3piudx9oAYE/s200/urbano.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ouço os kotas (desculpem lá o desvio deste texto, mas saiu assim mesmo) e reconheço os momentos que me formaram. Ouvir as músicas de alguns deles dá-me força quando olho à minha volta e acho que isto não tem remédio - são exemplos de que a "luta" acaba apenas quando a vida se extingue ou quando no-la arrancam. Marcaram-me pela sua tragédia, pela força da sua atitude e determinação, e fazem-me sentir saudades de um tempo em que, independentemente da ideologia que se pregava, a luta para que Angola fosse, sem demoras, igual, próspera, livre e integradora era genuína (lá estão as tais ideias de europeu, mas agora pedi-as emprestadas...) Eram grandes, alguns destes kotas. Por isso os tentaram calar. A "ferro quente" mas sem muito sucesso...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-753958416306503375?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/753958416306503375/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=753958416306503375&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/753958416306503375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/753958416306503375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/10/kotas-revolucao-e-eu.html' title='Kotas, música, colonos e eu'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SsfBi-YPt0I/AAAAAAAAAYg/6c26HErbI6U/s72-c/david+ze.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-6000409911735710614</id><published>2009-09-23T13:50:00.003-07:00</published><updated>2009-09-23T14:36:36.851-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><title type='text'>Flor</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SrqMRMiOzOI/AAAAAAAAAVw/uIr4ALhd5CE/s1600-h/flor.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384770531525315810" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 214px; CURSOR: hand; HEIGHT: 173px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SrqMRMiOzOI/AAAAAAAAAVw/uIr4ALhd5CE/s200/flor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Morreu com um sorriso de palhaço pintado na cara e um coração ainda palpitante. Antes ainda, antes mesmo, calçou os sapatos vermelhos, salto alto afilado a furar o chão, antecipação do seu próprio enterro na vala comum dos sem nome. Também pôs baton, aquele violeta que um dia lhe deu a fama de “Flor”. De epíteto para epitáfio. Flor cravejada na pedra tumular imaginária. Mas tudo isto seria depois, só depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento ela sabia que era a última vez de tudo. Rezou um terço. Não porque fosse religiosa. Mas uma puta também reza. Avé-marias, glórias ao pai, salve-rainhas e pai-nossos regurgitados depois do último serviço onde provou o último, ultíssimo homem das suas coxas. Quis um orgasmo mas desconseguiu. Esse ficou-se mesmo pelo primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem bazou mas não pagou. “Fazer mais como?”, pensou, mais por força de hábito de o pensar, do que por ralação. Levantou-se nua. Pôs a girar uma balada dos kotas. “Panguiami uafua...” – “o meu amigo morreu”. A viagem lenta na escala musical com sabor a noites do trópico austral reavivou silêncios comprados, silêncios fingidos, silêncios inviolados. As paredes do quarto entraram em ebulição. Memórias a todo o vapor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas disso Flor nada sabia. Por isso limitou-se a dançar. Não dançou sozinha. Em abraço sem braços, um muxarico. Foi das poucas coisas que conseguiu trazer na fuga apressada de um planalto central atordoado pela guerra que estilhaçou de vez a paz podre. Na caminhada desde o seu Bairro de São João até à praia Morena, sempre na mão aquele pau de bater funje a que baptizou de “Tu”. Com ele preparou fuba, quando havia. A ele se abraçou em cada uma das noites que passou no mato, em fuga apressada. Com ele matou o bandido que numa noite húmida e sem aviso quis chorar nela as dores de homem-sem-mulher-há-bué. Um golpe na cabeça bastou. Mais morto menos morto, ninguém se importava. Eram tantos, todos os dias. Tal como o orgasmo, o morto da sua vida também se ficou pelo primeiro. Ela mesma seria o segundo, adivinhava-o nessa irracionalidade de pressentimento. Sorriu com a ideia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aumentou o volume do balada-do-amigo-morto-do-cantor. Apertou com força o “Tu”, como fazia durante as noites (quase todas) em que ele era o único fiel companheiro de cama. O corpo humano com contornos de pau seco e o pau seco com ares de humano dançavam agora quase em tarraxinha. Os restos de funje de milho colaram-se aos peitos nus de Flor. A luz da única lâmpada pendente do tecto descascado começou a vacilar até sumir por completo. O som calou-se. Ficaram a penumbra e os espíritos de sempre. Lá fora, os putos de rua gritavam, em bocas recheadas de “xé” e de “filho da puta”. Não ligou, nada daquilo lhe dizia respeito. Ela era puta, a sua mãe não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384776095076437186" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 234px; CURSOR: hand; HEIGHT: 163px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SrqRVCYLzMI/AAAAAAAAAWQ/uot_50P_zXc/s200/flor2.jpg" border="0" /&gt;Deitou o “Tu” no colchão podre e afagou-lhe a base. Foi então que olhou o prostíbulo em jeito de despedida. Com nenhuma saudade, com alguma luz, com muitos berros dos miúdos a entrar pela janela daquela casa degradada da baixa de Luanda. Paredes podres, soalho de madeira podre, a decadência em estado maduro. Também o ar era sujo. À medida que o olhar se prolongava e a noite avançava, ele passou do castanho para o cinzento até se decidir pelo negro. A algazarra lá fora continuava. Também negras, as vozes. Bolões de putos que se encontravam e degladiavam. Já nem ligava. “Luanda tem limite?”, interrogou-se sem querer. Pensava que sim, quando aqui chegou, há muito anos, com os carimbos de “refugiada”, “deslocada”, “desgraçada” e “paiada” estampados no destino. “Por isso virei puta – tinha etiquetas até nas orelhas, como as vacas”, dizia em jeito de brincadeira séria, quando lhe perguntavam a história da sua vida. Mas agora tinha dúvidas. Sempre que pensava que não dava mais, que tudo ia rebentar, a cidade-elástico esticava um pouco mais e o equilíbrio mantinha-se, sabe-se lá como. “Não, Luanda não tem limite”, decidiu-se. Os gritos, lá fora, viraram guturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tremeu. Na escuridão total de si e do quarto, ela tremeu. Não se ouviram chocalhos, antes o silêncio de um filme mudo sobre uma qualquer Nova Iorque trepidante. O corpo arrepiou-se. Pele mulata, cara amarrotada, carapinha curta e mal amanhada, olhos negros e baços, bunda arrebitada, seios-penduricalhos, três décadas dessincronizadas de carne em tremeliques involuntários. “Como as vacas loucas”, gemeu. O último esgar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi então: Flor nua, Flor crua, com ecos de planalto na cabeça, as queimadas no horizonte das noites escuras e o caminho sempre distante, sempre comprido, menos possível (“tratatatata!!!”, rugiu uma aká, lá fora). E o caminho em chamas, o caminho em bombas, o caminho em nada (“tratatatata!!”). E o mato, o mato, as colinas suaves do planalto, o rugido, os homens, as crianças, o homem com o cérebro de fora, que caminhava, o planalto, o fogo, o vermelho, o amarelo, o laranja, laranjas ácidas que atiçavam a sede, e o caminho, o caminhar (“tratatatata!!”), os caminhantes em manada como as vacas, vacas como ela, que se tornariam em vacas como ela, e o “Tu” borrado de funje de milho, e o homem morto, e o caminho, o caminho, o caminho, e o cheiro a mar vindo das terras de Benguela, cidade prometida que ficava no fim do caminho, o caminho, o caminho do negro, e a montanha tornada morro, e o caminho e Benguela, e a estrada, e o monte de restos humanos, kazumbis e o caminho e o final, o final do caminho, as areias da praia, Morena como ela, Praia Morena debaixo da chuva de Verão. Final da caminhada, início de outro caminho (“tratatatata!!”). De camião, a pé, Canjala perigosa (“tra”), Sumbe (“trata”), Kuanza (“tratata”), Luanda (“tratatatata!!”). E o caminho, sempre o caminho, agora de pernas abertas em muceque podre do centro, sentença da capital. E o caminho no fim, o fim do caminho, o fim. “Agora”, pensou, “agora o fim do caminho”. Coração em síncope, rubor em face negra, a escuridão (“tratatatata!!”) do prostíbulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SrqP6EizpLI/AAAAAAAAAWA/1PbWAGRlJvo/s1600-h/flor3.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384774532289766578" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 228px; CURSOR: hand; HEIGHT: 181px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SrqP6EizpLI/AAAAAAAAAWA/1PbWAGRlJvo/s200/flor3.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em transe e passos trôpegos calçou os sapatos vermelhos, salto alto afilado a querer furar o chão. “Tratatatatatata!!”. Pegou no batôn violeta. “Baza muadiê, eles estão aí!!”. Com mãos trémulas riscou os lábios e a face. “Baza, caralho, corre, vão nos bondar!!” Baton em movimento apressado de bastidor de um circo quase a começar. “Tratatatata!!”. Parou em frente à janela sem vidros. “Tratatatatatata!!” Inspirou. “Puuummmm!!...” Suspirou. A bala perdida cravada no peito. Fechou os olhos e morreu. Com um sorriso de palhaço pintado na cara e um coração ainda palpitante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Texto de ficção que escrevi em Junho de 2007, inicialmente publicado em cidadepossivel.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-6000409911735710614?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/6000409911735710614/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=6000409911735710614&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/6000409911735710614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/6000409911735710614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/09/flor.html' title='Flor'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SrqMRMiOzOI/AAAAAAAAAVw/uIr4ALhd5CE/s72-c/flor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-6430578653433846778</id><published>2009-09-19T18:04:00.000-07:00</published><updated>2009-09-20T03:29:42.765-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='censura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='liberdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><title type='text'>Medo</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383364014447679058" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 152px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SrWNDIHGVlI/AAAAAAAAAU4/TMbbyNohJr4/s200/medo.jpg" border="0" /&gt;Não foi a primeira vez, nem será a última. Conversa à volta de uma funjada. E o medo. Medo de falar sobre o próprio medo. Confuso? Não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consigo (nem quero) deixar de me indignar pelo lavar de mãos que muitos de nós fazemos constantemente. "Que posso fazer eu quando o povo é analfabeto?", "Que vou dizer quando sou funcionário do Estado?", "Aqui não se pode falar demais". Mentiras. Cobardia. Arrogância. Falta de compromisso. Fuga às responsabilidades dessa cidadania que continuarei a exigir de todos, porque ela não é pertença de uns quantos a quem, ainda por cima, chamam de "loucos" por falarem em voz alta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vivemos numa ilusão de que está tudo bem, porque a fuba é abundante e a cerveja corre solta. Estamos no paraíso, afinal. "Aqui é preciso é viver bem". E pronto. Finge-se que não tropeçamos todos os dias numa cidade feita esgoto a céu aberto (e isto não é metáfora), que o nosso palácio já nem telhados de vidro tem, estão todos feito cacos, e que os outros, esse "povo analfabeto", nem existe. Porque "são sujos", "brutos" e escondem-se em musseques onde ninguém de "bom tom" põe os pés. Somos o quê senão povo? Príncipes?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E fala-se do pensamento único. Que todos abominam mas que a maioria engole, porque pensar pela própria cabeça continua a ser uma afronta. Apoiam o desvio dos "cânones", quando muitos deles, gente com responsabilidade na formação de outros, não o fazem, demitindo-se da sua mais que obrigação de rejeitarem (ou pelo menos questionarem) todas as linhas que lhes impõem, quanto mais não seja por obrigação e dignidade intelectual. E refutá-las ao vivo, &lt;em&gt;in loco&lt;/em&gt;, e não depois de umas cervejas inconsequentes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sinceramente, tamanha desresponsabilização deixa-me, mais que revoltado, triste. Porque o MEDO impera e alimenta uma ridícula auto-censura, porque o MEDO é assumido como a fórmula para se sobreviver, e porque, ao encararmos este MEDO como algo normal, arriscamo-nos a transformar-nos, de uma vez por todas, em autómatos do regime que parece que nos quer assim - bêbados, apáticos, fúteis e inúteis. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pois bem, camaradas, sou uma migalha insignificante e a minha opinião não conta para nada. E escrevo isto mais para mim do que com esperança que alguém leia esta treta. Ninguém aqui tem jeito para ser herói ou mártir. Mas tenho o meu lugar como cidadão deste país do qual não abdico nem desisto, embora nem sempre saiba como o fazer e tornar força efectiva. Interessa-vos isto para alguma coisa? Talvez não. Mas por mais doses gigantes de frustração que nos tentem fazer engolir para nos quebrar, eu recuso, com toda a força que às vezes não tenho, deixar-me dominar por esse medo, coisa abstracta e se calhar injustificável que, no fundo, é o vosso próprio pavor - rio que corre solto debaixo dessa camada dourada a que chamam poder, mas que não é mais que verniz tosco com cor de ilusão. Percebo, por isso, o VOSSO medo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-6430578653433846778?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/6430578653433846778/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=6430578653433846778&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/6430578653433846778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/6430578653433846778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/09/medo.html' title='Medo'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SrWNDIHGVlI/AAAAAAAAAU4/TMbbyNohJr4/s72-c/medo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-5183839777511442344</id><published>2009-09-13T14:51:00.000-07:00</published><updated>2009-09-23T14:41:00.073-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Corrupção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><title type='text'>Louçã diz que Bloco de Esquerda "incomoda até em Angola"</title><content type='html'>Francisco Louçã disse hoje que "o Bloco de Esquerda incomoda até em Angola" por se ter oposto à privatização da Galp em Portugal contra os interesses do presidente angolano José Eduardo dos Santos e do empresário português Américo Amorim. &lt;a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1400509&amp;amp;idCanal=12"&gt;Ler mais&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E &lt;a href="http://jornaldeangola.sapo.ao/19/43/campanha_a_portuguesa"&gt;aqui&lt;/a&gt; o editorial de José Ribeiro, que saiu na edição de hoje do Jornal de Angola, e que provocou a afirmação de Louçã. Aguardemos novos capítulos desta maka na sanzala que já me fez rir muito hoje, pelo inusitado da reacção do líder do BE.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-5183839777511442344?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/5183839777511442344/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=5183839777511442344&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/5183839777511442344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/5183839777511442344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/09/louca-diz-que-bloco-de-esquerda.html' title='Louçã diz que Bloco de Esquerda &quot;incomoda até em Angola&quot;'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-1983600682888490694</id><published>2009-09-13T11:35:00.000-07:00</published><updated>2009-09-13T14:23:15.685-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='liberdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><title type='text'>Cobaias de Deus</title><content type='html'>"Nós, as cobaias de Deus&lt;br /&gt;Nós somos cobaias de Deus&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nós somos as cobaias de Deus"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Me tire dessa jaula, irmão, não sou macaco&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desse hospital maquiavélico&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meu pai e minha mãe, eu estou com medo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porque eles vão deixar a sorte me levar (...)"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Nós, as cobaias, vivemos muito sós&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por isso, Deus, tem pena, e nos põe na cadeia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E nos faz cantar, dentro de uma cadeia (...)"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Trechos de "Cobaias de Deus" (Cazuza/Ângela Rô Rô)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sq1YZAAy5EI/AAAAAAAAASg/TzSy4AXWahI/s1600-h/Kuando+Kubango+123+copy.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381054316300919874" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 167px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sq1YZAAy5EI/AAAAAAAAASg/TzSy4AXWahI/s200/Kuando+Kubango+123+copy.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;30 anos depois, José Eduardo dos Santos continua na colina de S. José, onde celebrará mais um aniversário de poder. Muito discretamente, claro está, que isto de se ser governante em África ao estilo &lt;em&gt;ad aeternum&lt;/em&gt; já não fica muito bem a quem se quer afirmar como um líder democrático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele, o Excelentíssimo Presidente da República, Engenheiro, Arquitecto da Paz, Timoneiro da Reconstrução Nacional, Presidente do MPLA, Chefe do Governo, Comandante em Chefe das Forças Armadas de Angola, o insígne, o omnipotente, o intocável, o impenetrável (aceitam-se contribuições de epítetos). Ele, o nosso mais que tudo, que decide a bel-prazer o nosso futuro, que empurra os convertidos-sem-opção numa direcção única, que alimenta o culto de si mesmo na celebração desta Igreja sem tecto em que Angola se tornou, plantada no meio de um deserto político onde o sol queima, as cobras rastejam e os lacraus se escondem na areia com o veneno em riste.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Trinta anos depois, vai experimentando em nós, os "seus" cidadãos-cobaias, os truques e fórmulas de um poder ganho passo a passo. A metodologia não é original, mas é eficaz. Na verdade, basta uma única palavra para desencadear reacções de todo o género na enorme massa de governados que vêem, de súbito, deitados por terra, todos os consensos, ideias e horizontes construídos durante os períodos de silêncio de José Eduardo dos Santos. E tamanha demonstração de poder resulta, de facto. Para muitas correntes mornas e conformadas, é Ele o tão propalado e único garante da nossa estabilidade, a razão pela qual o país não se desmorona como um baralho de cartas. Sobre Ele assentam os alicerces de Angola. Se Ele estremecer, estremecemos; se Ele ruir, ruimos. Como ousar pô-lo em causa, se na verdade, um único piscar dos Seus olhos faz-nos ficar completamente desabaratados, à toa, sem rumo?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O último episódio da novela das presidenciais é mais uma prova que vivemos encarcerados num autêntico laboratório sociológico em que, sentado no cadeirão de cientista, Zédu nos observa e tira apontamentos, coadjuvado pelos seus assistentes do partido. Ao entrar em confronto com as declarações que saltavam cá para fora, directamente do interior do MPLA, sem aviso prévio o PR fez com que o que fosse deixasse de o ser. Bastou um comentário muito simples, dito como quem não quer a coisa à margem da conferência de imprensa conjunta com Jacob Zuma. As palavras, meias-ditas, meias por dizer, foram de uma eficácia impressionante: montaram em torno das presidenciais uma intensa aura de "e agora?" que abriu o desejado espaço à especulação desregrada. Uma declaração, só. E o país entrou em ebulição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a tragicomédia atingiria o clímax só depois, quando Bornito de Sousa veio dar o dito pelo não dito, justificar o injustificável, num impressionante e descarado jogo de palavras - um verdadeiro acto de desprezo pela inteligência dos angolanos e pela dignidade política do próprio MPLA. Como dizia um amigo, José Eduardo dos Santos quer inventar um novo sistema a que o MPLA tenta agora dar resposta, fazendo um rendilhado semântico e jurídico que corresponda aos desejos inquestionáveis do Chefe. De directas, passámos a indirectas-directas, ou directas-indirectas, ou a directas atípicas, uma nova fórmula &lt;em&gt;made in &lt;/em&gt;Angola que ainda assim se chamam "directas", referência obrigatória dos futuros e atípicos compêndios juridicos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E é assim que, vendo-nos mais uma vez feitos baratas tontas, o nosso PR se deve estar rir a bandeiras despregadas e a pensar "como sou poderoso". Enquanto a gargalhada sai solta, nós lá nos vamos tentando adequar, ou, na melhor das hipóteses, compreender este pensamento que muitos querem único e cristalizado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Somos, assim, autênticas cobaias deste "Deus". Alerto que a terminologia "Deus" não é minha, mas de um amigo que, durante uma discussão à mesa de um restaurante, evitava a todo o custo, de uma forma quase irracional, dizer em voz alta "José Eduardo dos Santos". De cada vez que eu o fazia, olhava à nossa volta e pedia-me para calar. 30 anos depois, será isto respeito? Não, é medo. Porque estamos presos num tempo medieval, em que o Altíssimo é um ser inquestionável, que reprime, castiga e pune, e não alguém benigno e que vela por nós. E isto porquê? Às melhores respostas ofereço uma birra. Ou duas. Ou uma maratona daquelas fortes, para adormecermos de vez as nossas cabeças que, por estes dias, andam a pensar demasiado por si mesmas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-1983600682888490694?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/1983600682888490694/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=1983600682888490694&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/1983600682888490694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/1983600682888490694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/09/cobaias-de-deus.html' title='Cobaias de Deus'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sq1YZAAy5EI/AAAAAAAAASg/TzSy4AXWahI/s72-c/Kuando+Kubango+123+copy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-8332982215534578082</id><published>2009-09-13T06:22:00.000-07:00</published><updated>2009-09-13T07:18:13.614-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='censura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='liberdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><title type='text'>Director da Rádio Ecclésia nomeado pelo jornal inglês "The Guardian"</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sqz0lK1c-_I/AAAAAAAAASQ/iWOCG6aB0b0/s1600-h/Padre-Mauricio-Camuto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380944574201789426" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 140px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sqz0lK1c-_I/AAAAAAAAASQ/iWOCG6aB0b0/s200/Padre-Mauricio-Camuto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O jornal britânico "The Guardian" nomeou o Padre Maurício Camuto, director da Rádio Eccésia, para um prémio internacional que reconhece os esforços de individualidades para a democracia e liberdade nos seus países. A nomeação, lê-se no site do "The Guardian", resulta dos esforços do também jornalista (e orientador do estágio que fiz na RE, em 2004) para a promoção da liberdade de informação, num contexto em que a Ecclésia continua a ser restringida pelo poder político angolano, embora este tente continuamente tapar o sol com a peneira e descartar-se das culpas mais que óbvias que tem no cartório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para votar no Padre Maurício Camuto e garantir a sua merecida vitória e reconhecimento internacional da Ecclésia, aceda a &lt;a href="http://www.guardian.co.uk/achievementsaward"&gt;http://www.guardian.co.uk/achievementsaward&lt;/a&gt; e clique em VOTE NOW.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-8332982215534578082?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/8332982215534578082/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=8332982215534578082&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/8332982215534578082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/8332982215534578082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/09/director-da-ecclesia-nomeado-em.html' title='Director da Rádio Ecclésia nomeado pelo jornal inglês &quot;The Guardian&quot;'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sqz0lK1c-_I/AAAAAAAAASQ/iWOCG6aB0b0/s72-c/Padre-Mauricio-Camuto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-6954241069223913517</id><published>2009-09-12T16:09:00.000-07:00</published><updated>2009-09-12T16:21:47.253-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memória'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reportagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novo Jornal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><title type='text'>Agostinho Neto, uma morte prematura</title><content type='html'>Morreu há exactos 30 anos o "Pai da Nação" angolana. Evacuado para Moscovo, Agostinho Neto acabaria por sucumbir a uma crise de pâncreas, segundo os relatórios médicos. Mas as suspeições sobre as causas da sua morte estão ainda na ordem do dia, com uma das filhas do primeiro Presidente de Angola, Irene Neto, a afirmar repetidamente, nos últimos anos, que "coisas estranhas" se passaram durante a operação a que Agostinho Neto foi submetido pelos médicos russos. &lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O NJ publicou na última edição um excelente dossier, a meu ver, dedicado à efeméride. Assinam-no António Freitas, Manuel António e Venâncio Rodrigues.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqwsIItaIJI/AAAAAAAAAP0/_Yt79tUYoHc/s1600-h/ago1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380724173089415314" style="WIDTH: 149px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqwsIItaIJI/AAAAAAAAAP0/_Yt79tUYoHc/s200/ago1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqwsIQwgUEI/AAAAAAAAAP8/r_RemnWHPfE/s1600-h/ago2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380724175249887298" style="WIDTH: 143px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqwsIQwgUEI/AAAAAAAAAP8/r_RemnWHPfE/s200/ago2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqwsI09yd4I/AAAAAAAAAQE/-sfbzpcF7TM/s1600-h/ago3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380724184969279362" style="WIDTH: 142px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqwsI09yd4I/AAAAAAAAAQE/-sfbzpcF7TM/s200/ago3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqwsJJzQRDI/AAAAAAAAAQM/IiN3ZTNcJeE/s1600-h/ago4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380724190562239538" style="WIDTH: 138px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqwsJJzQRDI/AAAAAAAAAQM/IiN3ZTNcJeE/s200/ago4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqwsJjuMr5I/AAAAAAAAAQU/e9XNkWmySws/s1600-h/ago5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380724197520355218" style="WIDTH: 140px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqwsJjuMr5I/AAAAAAAAAQU/e9XNkWmySws/s200/ago5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-6954241069223913517?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/6954241069223913517/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=6954241069223913517&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/6954241069223913517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/6954241069223913517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/09/agostinho-neto-uma-morte-prematura.html' title='Agostinho Neto, uma morte prematura'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqwsIItaIJI/AAAAAAAAAP0/_Yt79tUYoHc/s72-c/ago1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-4651810145875300890</id><published>2009-09-12T14:58:00.000-07:00</published><updated>2009-09-14T13:13:23.406-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ambiente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reportagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Petróleo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Corrupção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novo Jornal'/><title type='text'>Kissama em risco de extinção</title><content type='html'>O Parque Nacional da Kissama (PNK), que se estende do rio Kwanza ao Longa, está profundamente ameaçado por interesses imobiliários e industriais. Ao longo da guerra civil, o território do PNK foi ocupado por refugiados, e os animais selvagens que ali tinham um santuário, dizimados. Em tempos de paz, empresários, supostamente em conluio com o Governo da Província do Bengo (que nega as acusações) e a administração municipal da Kissama, sedeada na vila da Muxima, implementam projectos ilegais, porque não licenciados pelo Ministério do Ambiente, o único órgão com autoridade para tal.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Nesta longa reportagem de investigação que fiz com o jornalista Ernesto Gouveia, ficam mais que demonstradas as agressões a que o PNK está a ser sujeito, sob o olhar silencioso das autoridades locais, provinciais e nacionais. Mais de um ano depois, o Ministério do Ambiente continua mudo e calado em relação ao estudo que estaria a ser feito para definir se o parque manteria os limites antigos ou se seria redimensionado, para fazer face à nova realidade social e económica da Kissama que poderá incluir, até, o reinício da exploração on-shore de petróleo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sq6d6SYh23I/AAAAAAAAATQ/ed1yxSIoUp0/s1600-h/k1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381412229447015282" style="WIDTH: 145px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sq6d6SYh23I/AAAAAAAAATQ/ed1yxSIoUp0/s200/k1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sq6d6kpSXII/AAAAAAAAATY/nkMn5XFAZuc/s1600-h/k2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381412234349141122" style="WIDTH: 146px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sq6d6kpSXII/AAAAAAAAATY/nkMn5XFAZuc/s200/k2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sq6d7U1uy1I/AAAAAAAAATg/AWoY9UWPCIA/s1600-h/k3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381412247286238034" style="WIDTH: 145px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sq6d7U1uy1I/AAAAAAAAATg/AWoY9UWPCIA/s200/k3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sq6d8Eo5FtI/AAAAAAAAATo/Uir_1TTVyrM/s1600-h/k4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381412260117288658" style="WIDTH: 145px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sq6d8Eo5FtI/AAAAAAAAATo/Uir_1TTVyrM/s200/k4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sq6d8pZfyZI/AAAAAAAAATw/v17svc_KBn4/s1600-h/k5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381412269984827794" style="WIDTH: 145px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sq6d8pZfyZI/AAAAAAAAATw/v17svc_KBn4/s200/k5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sq6fEzYfTAI/AAAAAAAAAT4/NEfacjnGpVo/s1600-h/k6.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381413509615537154" style="WIDTH: 145px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sq6fEzYfTAI/AAAAAAAAAT4/NEfacjnGpVo/s200/k6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sq6fFEsJH0I/AAAAAAAAAUA/Ws_9BFHhju8/s1600-h/k7.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381413514261372738" style="WIDTH: 145px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sq6fFEsJH0I/AAAAAAAAAUA/Ws_9BFHhju8/s200/k7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sq6jtXn6vwI/AAAAAAAAAUQ/KPgvy72lwIg/s1600-h/k8.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381418604585205506" style="WIDTH: 145px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sq6jtXn6vwI/AAAAAAAAAUQ/KPgvy72lwIg/s200/k8.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-4651810145875300890?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/4651810145875300890/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=4651810145875300890&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/4651810145875300890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/4651810145875300890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/09/kissama-em-risco-de-extincao.html' title='Kissama em risco de extinção'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sq6d6SYh23I/AAAAAAAAATQ/ed1yxSIoUp0/s72-c/k1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-896707550920579538</id><published>2009-09-12T13:55:00.000-07:00</published><updated>2009-09-13T05:46:01.760-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reportagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='liberdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novo Jornal'/><title type='text'>Mamã Muxima rogai por nós</title><content type='html'>Relatar a procissão da Nossa Senhora da Muxima a partir de uma esquadra da polícia não é propriamente normal. Mas foi o que aconteceu no ano passado, quando diligentes agentes da polícia à paisana me pediram para os acompanhar, no exacto momento em que o andor da santa começava a percorrer as ruelas da vila. Motivo: averiguações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;A história começou quando estava a jantar numa das barracas. Aparece um homem que pede para falar comigo. Leva-me a outros três "companheiros", que logo dizem que são polícias à paisana. Mostram-me o distintivo e pedem-me para os acompanhar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Até ali estava tranquilo, mas estava dado o tiro de partida para um dos episódios mais revoltantes da minha ainda breve carreira profissional. Na esquadra, pedem-me o passe do jornal, que não tinha, embora lhes tenha mostrado o meu nome na ficha técnica do NJ. Fui logo taxado como suspeito de alguma coisa que ainda hoje não consegui perceber o quê, e remetido para um banco corrido, de madeira, encostado a uma parede suja no fundo da esquadra. Pedem-me então os dados pessoais, espantam-se quando informo que sou angolano e que tenho a idade que tenho. E dizem que me vão prender. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O momento era estranho, porque surreal. Fora da esquadra, vivia-se o clímax da procissão, o êxtase, os cânticos, as milhares de velas a penetrar a noite, a euforia, as rezas, o Bem, Deus. E eu ali dentro, com uma raiva crescente que sabia que tinha que conter, perante brutamontes que insistiam em humilhar-me verbalmente, e em criar aquele ambiente de tensão e de "estás lixado", para deixar um tipo ainda mais nervoso. Enquanto dava os nomes dos meus pais a um agente que mal sabia escrever, a Virgem passa em frente à esquadra. A porta estava aberta. Ela entra pela esquerda do buraco negro da entrada, percorre-o, sai pela direita. E o polícia chama-me a atenção.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Entretanto, os contactos com a direcção do jornal, que já abordara altos elementos da Polícia Nacional, começaram a surtir efeito. Aparece um responsável da polícia do Bengo, supostamente ligado à área da comunicação social, que exige que mostre tudo, rigorosamente tudo o que tenho no meu gravador, o que aumentou ainda mais o sentimento de nojo, raiva e indignação, que tive, mais uma vez, que engolir em seco. Com o aparelho encostado ao ouvido, passa faixa por faixa para concluir, numa "comunicação" a outro colega, que "não tem nada". Nada o quê? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Passado pouco tempo (mas horas depois de ter sido interceptado), "libertaram-nos". A procissão já tinha acabado, o recinto estava praticamente deserto. Afoguei-me em cerveja antes de sairmos para Luanda.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nunca me dirão os motivos que levaram a esta detenção. Mas posso imaginar, embora não tenha provas. Não os escrevo aqui para não me acusarem depois de calúnia e difamação, mas apenas digo que o que aconteceu foi, com 100% de segurança, um autêntico e grosseiro atentado (mais um) à liberdade de imprensa e de expressão em Angola. Ao ir à Muxima, apenas entrei no covil do lobo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqwTURZRj1I/AAAAAAAAAPM/Xtvx2F3PqdU/s1600-h/muxima1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqwWg9ZO5sI/AAAAAAAAAPc/OSKXCaN6Lz0/s1600-h/muxima1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380700410292922050" style="WIDTH: 139px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqwWg9ZO5sI/AAAAAAAAAPc/OSKXCaN6Lz0/s200/muxima1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqwWheHhvBI/AAAAAAAAAPk/aC4IteU-kFw/s1600-h/muxima2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380700419077028882" style="WIDTH: 148px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqwWheHhvBI/AAAAAAAAAPk/aC4IteU-kFw/s200/muxima2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqwTUkNNNqI/AAAAAAAAAPU/7gb6gqsgqJc/s1600-h/muxima2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-896707550920579538?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/896707550920579538/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=896707550920579538&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/896707550920579538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/896707550920579538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/09/mama-muxima-rogai-por-nos.html' title='Mamã Muxima rogai por nós'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqwWg9ZO5sI/AAAAAAAAAPc/OSKXCaN6Lz0/s72-c/muxima1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-7968464504250804011</id><published>2009-09-12T13:17:00.000-07:00</published><updated>2009-09-12T15:29:09.974-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cabo Verde'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novo Jornal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>Arménio Vieira: "O meu lado infantil está radiante"</title><content type='html'>Entrevistei Arménio Vieira cerca de uma semana depois dele ter ganho o Prémio Camões 2009. Lá estava o poeta, todo vestido de branco, eternamente sentado na esplanada do "Café Sofia" na "Pracinha" do Plateau, Cidade da Praia. Uma figura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conversa durou horas, ao ritmo das cervejas que ele insistia em mandar vir ininterruptamente, ante a minha inútil resistência. "És um jovem, podes beber dois litros!". No final, estava totalmente inebriado, não pela cerveja, que aguento bem, mas pela dimensão alienígena para onde Arménio Vieira me transportou com a sua forma abstracta de contar as coisas simples, os saltos temporais repentinos, as alternâncias bruscas de tom, os episódios meio-contados, meios por contar, que rematava muito mais à frente quando já nem lembrava deles, o paralelismo de discursos. Por várias vezes testou os meus sentidos, num jeito que fiquei sem perceber até que ponto era natural ou um exercício-alimento da sua "aura" do poeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me despedi de Arménio, tinha coisas "mundanas" para fazer, mas não conseguia orientar-me. Fui obrigado a sentar-me durante uns minutos, a recuperar o raciocínio lógico e terreno para me poder organizar e desenlaçar o nó gigante em que o meu cérebro se tinha transformado. E, claro, tentei forçar-me a acreditar, ainda que sem grande convicção, que iria conseguir pegar o fio à meada e escrever uma entrevista coerente e publicável. Uma daquelas experiências únicas, que só o jornalismo proporciona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqwD5lm06KI/AAAAAAAAAO8/Y0mHbMN0Cmg/s1600-h/armenio1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380679942683289762" style="WIDTH: 151px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqwD5lm06KI/AAAAAAAAAO8/Y0mHbMN0Cmg/s200/armenio1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqwD511Y41I/AAAAAAAAAPE/CUooBcDD-z8/s1600-h/armenio2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380679947039335250" style="WIDTH: 146px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqwD511Y41I/AAAAAAAAAPE/CUooBcDD-z8/s200/armenio2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-7968464504250804011?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/7968464504250804011/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=7968464504250804011&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/7968464504250804011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/7968464504250804011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/09/armenio-vieira-o-meu-lado-infantil-esta_12.html' title='Arménio Vieira: &quot;O meu lado infantil está radiante&quot;'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqwD5lm06KI/AAAAAAAAAO8/Y0mHbMN0Cmg/s72-c/armenio1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-3173688191844932193</id><published>2009-09-12T11:16:00.000-07:00</published><updated>2009-09-12T15:32:44.746-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reportagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comunidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cabo Verde'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novo Jornal'/><title type='text'>Cabo Verde: Ilhas no centro do mundo</title><content type='html'>Não escondo a ninguém a minha enorme paixão por Cabo Verde. Vivi na Cidade da Praia durante um ano e meio, aproximadamente, onde comecei a minha vida profissional no jornal "A Semana". Aprendi muito, vivi muito, e criei uma rede de amigos do peito que preservo até hoje como um tesouro inestimável.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quanto aterrei no Sal, em Janeiro de 2005, pouco mais conhecia do que os nomes (e pouca música) de Cesária Évora, Tito Paris e Ferro Gaita. Quando saí, em Março de 2006, porque as saudades de Angola eram já insuportáveis, trouxe comigo uma admiração enorme por um país que, aprendi, é extremamente rico não só na sua cultura, como nas paisagens e, sobretudo, nas pessoas, que têm um amor enorme pelo seu "tchon" e uma grande capacidade de trabalho. Talvez tenha sido a mistura destas componentes que tenha feito de Cabo Verde, arquipélago que o FMI carimbou como "inviável" depois da independência, em 5 de Julho de 1975, uma referência em termos de estabilidade económica, política e social em África.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No entanto, há que fazer avisos à navegação. Quem vive lá e tem algum distanciamento em relação ao país (inevitável quando se é estrangeiro) apercebe-se que, de certa forma, a sociedade cabo-verdiana está a adormecer e a baixar o seu nível de exigência democrática. Quando se recebem, quase diariamente, louvores, distinções e elogios vindos de todos os cantos do mundo, tende-se a baixar os braços e acomodar-se. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Apesar do mérito, que é real, ser-se referência da boa governação, estabilidade macro-económica, democracia e liberdade de imprensa, tendo como base de comparação os restantes Estados africanos não é, propriamente, um presente glorificador, por muito que o poder político (disforme nas suas opções de alternância) tente dizer que não, capitalizando a enxurrada de loas da comunidade internacional junto do eleitorado. Até porque o quadro não é tão perfeito como pode parecer à primeira. Vão-se sucedendo atitudes arrogantes por parte dos governantes, o discurso optimista do PAICV está gasto e tornou-se enfadonho, a sociedade civil é altamente descomprometida, a imprensa, bicéfala, é dominada por interesses partidários, e os elogios de uma comunidade internacional de olhos postos no interesse estratégico do arquipélago exigem, como é óbvio, uma moeda de troca.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Muitos jovens sabem disso e estão preocupados. É isto (bem como as relações entre Cabo Verde e Angola) que retrata este trabalho feito em Novembro de 2008, com base numa conversa informal , num fim de tarde no para mim mítico bar-restaurante Alkimist, na praia da Quebra Canela.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqvorCJhgHI/AAAAAAAAANU/PGEBQas363U/s1600-h/cv1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380650005833023602" style="WIDTH: 152px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqvorCJhgHI/AAAAAAAAANU/PGEBQas363U/s200/cv1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqvortlbQLI/AAAAAAAAANc/2MgUr9qq8Bc/s1600-h/cv2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380650017492779186" style="WIDTH: 148px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqvortlbQLI/AAAAAAAAANc/2MgUr9qq8Bc/s200/cv2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Neste dossier inseri ainda uma reportagem inicialmente publicada n'"A Revista", do jornal "A Semana", sobre a comunidade cabo-verdiana do Prenda, em Luanda.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqvvC9gvpRI/AAAAAAAAANk/VWUQAISkyfI/s1600-h/passasabe.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380657013974869266" style="WIDTH: 140px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqvvC9gvpRI/AAAAAAAAANk/VWUQAISkyfI/s200/passasabe.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-3173688191844932193?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/3173688191844932193/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=3173688191844932193&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/3173688191844932193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/3173688191844932193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/09/cabo-verde-ilhas-no-centro-do-mundo.html' title='Cabo Verde: Ilhas no centro do mundo'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqvorCJhgHI/AAAAAAAAANU/PGEBQas363U/s72-c/cv1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-8151420482020041983</id><published>2009-09-12T11:00:00.000-07:00</published><updated>2009-09-12T15:30:45.093-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reportagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comunidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cabo Verde'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novo Jornal'/><title type='text'>Comunidades</title><content type='html'>Sempre que saio lá para fora, em reportagem, tento retratar as comunidades angolanas nesses países. Porque é importante termos a noção que nos estendemos para lá destas fronteiras africanas e que em muitos países do mundo há angolanos que carregam o nome e a bandeira do país com igual sacrifício e tenacidade, ao contrário do que pensam esses absurdos em forma de gente que acham que os emigrantes são "menos angolanos" só porque não vivem aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São histórias diferentes mas iguais no seu fio condutor - chegadas, lutas e finais felizes ou infelizes, mediante a sorte e o esforço de cada um. Publico aqui dois trabalhos feitos com angolanos em Itália (Janeiro '09) e Cabo Verde (Maio '09).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqvkGOfXxDI/AAAAAAAAAM0/Zq4hDO9cvRw/s1600-h/angolanosroma1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380644975444214834" style="WIDTH: 139px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqvkGOfXxDI/AAAAAAAAAM0/Zq4hDO9cvRw/s200/angolanosroma1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqvkGa-6NGI/AAAAAAAAAM8/wxDe04cuH4o/s1600-h/angolanosroma2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380644978797720674" style="WIDTH: 146px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqvkGa-6NGI/AAAAAAAAAM8/wxDe04cuH4o/s200/angolanosroma2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqvkG3Q9ioI/AAAAAAAAANE/U-SbsJ3bN00/s1600-h/angolanoscv1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380644986389629570" style="WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqvkG3Q9ioI/AAAAAAAAANE/U-SbsJ3bN00/s200/angolanoscv1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqvkHUECgUI/AAAAAAAAANM/TtlMMZjcq1A/s1600-h/angolanoscv2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380644994120057154" style="WIDTH: 145px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqvkHUECgUI/AAAAAAAAANM/TtlMMZjcq1A/s200/angolanoscv2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-8151420482020041983?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/8151420482020041983/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=8151420482020041983&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/8151420482020041983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/8151420482020041983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/09/comunidades.html' title='Comunidades'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqvkGOfXxDI/AAAAAAAAAM0/Zq4hDO9cvRw/s72-c/angolanosroma1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-8994996142951321496</id><published>2009-09-07T10:58:00.000-07:00</published><updated>2009-09-12T16:51:29.899-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memória'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cuba'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='censura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='liberdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novo Jornal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>Carlos Moore: "Não entrego a ninguém o sonho da dignidade humana"</title><content type='html'>&lt;div&gt;Carlos Moore. Durante os quatro ou cinco dias em que este etnólogo e cientista político cubano esteve em Luanda, para participar nas comemorações dos 80 anos de Mário Pinto de Andrade, andei numa outra dimensão. Surgiu numa daquelas alturas complicadas, em que pomos em causa todo o nosso trabalho, a sua verdadeira utilidade e capacidade de contribuir para a mudança real que todos queremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É raro termos a oportunidade de estar perto de uma dessas figuras que atravessou com grande coerência lutas diferentes e consecutivas - Revolução Cubana, lutas independentistas em África, luta dos negros nos Estados Unidos - e que, perante o fracasso de muitos dos sonhos que as alimentaram, mantêm firmes as suas convicções e ideais. Não por autismo, mas porque ainda hoje consideram ser o correcto. A tal utopia, no fundo, que ainda os fazem denunciar, apontar o dedo, não obstante a ameaça que continua a pairar sobre eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relação de Carlos Moore com Angola é longa. Vem desde 1964, altura em que trabalhou com Savimbi e recebeu um passaporte tunisino que o taxava como angolano. Foi amigo de Viriato da Cruz e de Mário Pinto de Andrade, personagens com quem partilhou o seu próprio exílio, depois da ruptura com o regime de Fidel Castro, em 1963.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta entrevista é resultado de horas e horas de conversa. E tem uma imprecisão. Na última página, no final da resposta à pergunta "Mas não ficaram", deve-se ler: "Quando regressei a Havana (fui autorizado a regressar em 1997), &lt;strong&gt;antigos militares&lt;/strong&gt; relataram-me, a chorar, a pilhagem geral e as maldades que tinham cometido aqui". Assumo o erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqVKiEJxJGI/AAAAAAAAAMM/u8vtk2XNT3U/s1600-h/Carlos1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378787279054644322" style="WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqVKiEJxJGI/AAAAAAAAAMM/u8vtk2XNT3U/s200/Carlos1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqVKicn2ukI/AAAAAAAAAMU/RlGzCaVhrLA/s1600-h/Carlos2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378787285623290434" style="WIDTH: 145px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqVKicn2ukI/AAAAAAAAAMU/RlGzCaVhrLA/s200/Carlos2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqVKi1nOnoI/AAAAAAAAAMc/tKIwBD7xwmw/s1600-h/Carlos3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378787292331548290" style="WIDTH: 140px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqVKi1nOnoI/AAAAAAAAAMc/tKIwBD7xwmw/s200/Carlos3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Nesta entrevista refiro a alegada censura no Festival Internacional de Cinema de Luanda (FIC Luanda), em Novembro do ano passado, por parte do Ministério da Cultura, de "Cuba: Uma Odisseia Africana". Documentário que Carlos Moore também critica, por, no seu entender, passar uma visão enviesada da intervenção cubana em Angola.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na altura do FIC Luanda, quando entrevistava um alto quadro do Ministério da Cultura, este perguntou-me, num "encostar à parede": "Perante uma situação deste tipo, com um documentário que mente sobre a nossa História, o que é que faria?". Respondi-lhe: "Sou contra todo e qualquer tipo de censura. O que deviam fazer era exibir o documentário e fazer depois do visionamento uma discussão sobre o seu conteúdo, desmontando o que, no vosso entender, há a desmontar, e repondo o que se entende por verdade histórica". Óbvio, não? Até pode se, mas a verdade é que tal não aconteceu, e o documentário foi mesmo banido do cartaz do FIC Luanda, sob o pretexto que não fazia parte do alinhamento do festival (e que tinha ido lá parar por obra e graça do Espírito Santo).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas o insólito viria depois: numa atitude que podemos, numa interpretação livre, apelidar de "resistência" à tesourada do Ministério da Cultura, o júri do festival elegeu para melhor documentário... "Cuba: Uma Odisseia Africana", filme que supostamente nem fazia parte do cartaz, segundo a ministra Rosa Cruz e Silva. Os fantasmas são assim: aparecem, apanham-nos com as calças na mão e arrancam de nós um grito estridente ou um pânico silencioso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sqv0OFBeyuI/AAAAAAAAANs/ep4-GVXYu8Y/s1600-h/cubanocapa1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380662702527924962" style="WIDTH: 163px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sqv0OFBeyuI/AAAAAAAAANs/ep4-GVXYu8Y/s200/cubanocapa1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sqwz4bVa1gI/AAAAAAAAARM/PE7gKcrI-uQ/s1600-h/cuba.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380732699304187394" style="WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 157px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sqwz4bVa1gI/AAAAAAAAARM/PE7gKcrI-uQ/s200/cuba.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sqv0On2HkrI/AAAAAAAAAN0/byRZPCpTNAE/s1600-h/cuba.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-8994996142951321496?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/8994996142951321496/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=8994996142951321496&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/8994996142951321496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/8994996142951321496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/09/nao-entrego-ninguem-o-sonho-da.html' title='Carlos Moore: &quot;Não entrego a ninguém o sonho da dignidade humana&quot;'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqVKiEJxJGI/AAAAAAAAAMM/u8vtk2XNT3U/s72-c/Carlos1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-971445435545102833</id><published>2009-09-07T10:23:00.000-07:00</published><updated>2009-09-12T15:35:49.572-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memória'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reportagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='liberdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novo Jornal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><title type='text'>Mário Pinto de Andrade na mira de Agostinho Neto</title><content type='html'>Tudo começou com uma entrevista (aparentemente) linear. Dino Matross, secretário-geral do MPLA, sobre Mário Pinto de Andrade, depois de uma cópia digital do espólio do nacionalista ter sido entregue ao MPLA por Henda Ducados, filha do primeiro presidente do partido: "Mário Pinto de Andrade não tem nada a ver com a Revolta Activa". Afirmação repetida e repetida, ao ponto de me deixar irracionalmente confuso, confesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Pois bem. Não só Mário Pinto de Andrade foi uma das figuras centrais da Revolta Activa, como as condições em que saiu de Angola, em 1975, terão tido muito a ver com a repressão que Agostinho Neto e o MPLA desencadearam contra os signatários do famoso "Apelo dos 19". Nesse espólio que Dino Matrosse recebeu em mãos, evidenciando a sua importância, constam documentos em que Mário Pinto de Andrade assegura estar a ser alvo de uma conspiração para o matar, orquestrada por um dos assessores pessoais de Agostinho Neto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Há quem diga que este artigo não promove a "reconciliação". Não posso estar mais em desacordo. Reconciliação não é ficar calado perante o branqueamento da História, por altos dirigentes do partido no poder ou por quem quer que seja, só para não provocar ondas. Reconciliação é, sim, não andarmos a tapar o sol com a peneira, encararmos o passado de frente e seguirmos adiante, em paz com o que aconteceu, e com "o outro", apesar das cicatrizes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqVJSG_SpGI/AAAAAAAAAL8/pgExPXnKq3k/s1600-h/MPA1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378785905426474082" style="WIDTH: 154px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqVJSG_SpGI/AAAAAAAAAL8/pgExPXnKq3k/s200/MPA1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqVR_qfS4zI/AAAAAAAAAMs/sIw1_kkdMbI/s1600-h/MPA2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378795484143084338" style="WIDTH: 154px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqVR_qfS4zI/AAAAAAAAAMs/sIw1_kkdMbI/s200/MPA2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-971445435545102833?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/971445435545102833/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=971445435545102833&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/971445435545102833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/971445435545102833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/09/mario-pinto-de-andrade-na-mira-de.html' title='Mário Pinto de Andrade na mira de Agostinho Neto'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqVJSG_SpGI/AAAAAAAAAL8/pgExPXnKq3k/s72-c/MPA1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-6446091981522238602</id><published>2009-08-23T12:34:00.000-07:00</published><updated>2009-09-12T15:36:56.708-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memória'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reportagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='liberdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novo Jornal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><title type='text'>A lucidez é um sorriso triste</title><content type='html'>Os companheiros falam do percurso e da personalidade de Mário Pinto de Andrade. Caminhos cruzados que invariavelmente despertam em mim uma grande admiração. E muita pena. Pelos desvios de uma "utopia" que poderia, quem sabe, ter sido real. Mil e uma situações que atiraram essas figuras para um esquecimento selectivo, e que fazem do nosso país um conto de fadas ilusório, alicerçado em mecanismos que nos estrangulam a liberdade e o progresso social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SpGbaqr_iJI/AAAAAAAAALU/aX5Rw-pLs5E/s1600-h/mario1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373246712867424402" style="WIDTH: 149px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SpGbaqr_iJI/AAAAAAAAALU/aX5Rw-pLs5E/s200/mario1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SpGeWDR-QwI/AAAAAAAAALs/vH-y6Eprb5w/s1600-h/mario2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373249932104712962" style="WIDTH: 147px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SpGeWDR-QwI/AAAAAAAAALs/vH-y6Eprb5w/s200/mario2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-6446091981522238602?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/6446091981522238602/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=6446091981522238602&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/6446091981522238602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/6446091981522238602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/08/lucidez-e-um-sorriso-triste.html' title='A lucidez é um sorriso triste'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SpGbaqr_iJI/AAAAAAAAALU/aX5Rw-pLs5E/s72-c/mario1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-8431638370809221148</id><published>2009-08-23T12:24:00.000-07:00</published><updated>2009-09-12T15:38:05.821-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='liberdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novo Jornal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Sarah Maldoror: "Em nome da moral fazem-se guerras"</title><content type='html'>Mário Pinto de Andrade faria 81 anos na última sexta-feira. Esta é minha pequena homenagem a um destes homens que já não há. A começar, uma entrevista à esposa do nacionalista, a cineasta Sarah Maldoror, ela própria um monumento à liberdade e à coerência. Conversa de Novembro do ano passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SpGZODB6MZI/AAAAAAAAAK8/ptrR7KjJUF0/s1600-h/sarah1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373244297040245138" style="WIDTH: 142px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SpGZODB6MZI/AAAAAAAAAK8/ptrR7KjJUF0/s200/sarah1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SpGZO-tTZEI/AAAAAAAAALE/RRaumqLE4yk/s1600-h/Sarah2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373244313059943490" style="WIDTH: 143px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SpGZO-tTZEI/AAAAAAAAALE/RRaumqLE4yk/s200/Sarah2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SpGe_ZUjDNI/AAAAAAAAAL0/WvE5EWxIyxY/s1600-h/Sarah3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373250642395729106" style="WIDTH: 144px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SpGe_ZUjDNI/AAAAAAAAAL0/WvE5EWxIyxY/s200/Sarah3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-8431638370809221148?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/8431638370809221148/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=8431638370809221148&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/8431638370809221148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/8431638370809221148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/08/em-nome-da-moral-fazem-se-guerras.html' title='Sarah Maldoror: &quot;Em nome da moral fazem-se guerras&quot;'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SpGZODB6MZI/AAAAAAAAAK8/ptrR7KjJUF0/s72-c/sarah1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-3426798718850102962</id><published>2009-08-18T13:25:00.000-07:00</published><updated>2009-09-12T15:39:08.456-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novo Jornal'/><title type='text'>"Deus está casado com Angola"</title><content type='html'>Ouvi uma vez, e escapou-me algo. Ouvi segunda vez e, sem querer acreditar, ainda reconfirmei com alguém que estava perto de mim se o que me entrava orelhas dentro era mesmo real. E era. Hoje, em pleno discurso perante os recém-chegados basquetebolistas campeões africanos, Job Capapinha, enrolado nas vestes de vice-presidente do abnegado Movimento Nacional Espontâneo, atirou, a dado momento, em citação de outrem: "Deus está casado com Angola". Viram-se caras espantadas, alguns risos nervosos interromperam o discurso. Mas logo em seguida o antigo governador de Luanda remeudobrou o tom, e com mais força relançou o que "alguém" dissera em relação ao "deca": "Repito: Deus está casado com Angola..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino que o velho barbudo se tenha revolvido todo lá no céu ou onde quer que esteja. E que até os anjos tenham deixado cair as suas flautas e ficado de boca aberta e olhos esbugalhados perante o anúncio inesperado. De facto, para casamento só faltou o "pode beijar a noiva" e a marcha nupcial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se é mesmo verdade, resta saber quais as verdadeiras intenções de Deus ao casar-se com uma dama bonita, é verdade, mas que atrai constantemente abutres nojentos. Foi casamento em comunhão ou separação total de bens, como se interrogou um kamba meu ? Foi por conveniência ou por amor? O alembamento, foi quanto? E o pedido, correu bem ou houve discussão da grossa? Como reagiram os velhos tios socialistas a um casamento logo com Ele, o Sr. Deus? E quem levou a noiva ao altar? Um dos muitos padrastos que por aí abundam? Quem foi ao casamento? Apenas os do costume e a UGP? Comeram funje e beberam kissangua ou lambusaram-se com caviar, encharcaram-se em espumante topo de gama e arrotaram caro? Quem foi o palhaço e o bêbado da festa - um homem, um anjo, ou um homem armado em anjo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como estavam vestidas as damas de honor? Amarraram-lhes lenços da OPA ao pescoço e puseram-lhes bandeiras do MPLA nas mãos, como fizeram aos jogadores da selecção NACIONAL (e não partidária) de basquete, mal saíram do avião, vindos da Líbia? O coro eram as mamãs da OMA? E a decoração? Muitas bandeiras esvoaçantes do Éme e faixas a dizer "A JMPLA saúda o VI Congresso" (e não os jogadores, note-se), como as câmaras da TPA tão bem focaram na recepção aos campeões africanos, momentos antes do anúncio do casamento de Deus com Angola, por Job Capapinha? E na noite de núpcias, descobriu-se uma Angola virgem ou já iniciada por homens que a usaram e deitaram fora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, são muitas as perguntas que surgem depois desta afirmação estonteante que deveria dar lugar a uma verdadeira discussão filosófica. Tenho os meus palpites, mas em matéria divina não quero dar certezas, não vá o diabo tecê-las. "Deus está casado com Angola". Que ao menos nos traga Ele a salvação...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-3426798718850102962?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/3426798718850102962/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=3426798718850102962&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/3426798718850102962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/3426798718850102962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/08/deus-esta-casado-com-angola.html' title='&quot;Deus está casado com Angola&quot;'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-7627848905074257108</id><published>2009-08-18T08:51:00.000-07:00</published><updated>2009-09-12T15:40:47.541-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Petróleo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunidade Internacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><title type='text'>Financial Times e a carta aberta da sociedade civil angolana a Clinton</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;CLINTON'S OILY POLICY&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Press coverage of US Secretary of State Hillary Clinton’s Africa trip focused, in an all-too-frequent fit of parochialism, on a flash of marital drama in which she took umbrage at being asked about her husband. The real drama went unnoticed. In an &lt;a title="http://www.africafiles.org/article.asp?ID=21537&amp;amp;ThisURL=./angola.asp&amp;amp;URLName=Angola&amp;#10;Open letter to Hillary Clinton" href="http://www.africafiles.org/article.asp?ID=21537&amp;amp;ThisURL=./angola.asp&amp;amp;URLName=Angola" target="_blank" rel="nofollow"&gt;open letter&lt;/a&gt;, prominent Angolan dissidents asked her to take a stance on corruption and abuse of power by that country’s elite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;That she did not do so shows the limits of change in US foreign policy, even under a president who made it a linchpin of his campaign. The share of &lt;a title="http://www.ft.com/cms/s/0/12631f44-6f0a-11de-9109-00144feabdc0.html&amp;#10;US seeks to underpin oil supply from Africa" href="http://www.ft.com/cms/s/0/12631f44-6f0a-11de-9109-00144feabdc0.html" target="_blank" rel="nofollow"&gt;US oil imports from west Africa&lt;/a&gt; is expected to almost double to 25 per cent in the next decade. With Nigerian production in precipitous decline, that will be impossible without relying more heavily on Angola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;That helps explain the platitudes with which Mrs Clinton commented on &lt;a title="http://www.ft.com/cms/s/0/f04b03d8-86ae-11de-9e8e-00144feabdc0.html&amp;#10;Confusion in Kinshasa mars Clinton’s visit" href="http://www.ft.com/cms/s/0/f04b03d8-86ae-11de-9e8e-00144feabdc0.html" target="_blank" rel="nofollow"&gt;Angola&lt;/a&gt;’s governance – in contrast with her more pointed remarks in &lt;a title="http://www.ft.com/cms/s/0/3a47628a-8789-11de-9280-00144feabdc0.html&amp;#10;Clinton rebukes Nigeria on governance" href="http://www.ft.com/cms/s/0/3a47628a-8789-11de-9280-00144feabdc0.html" target="_blank" rel="nofollow"&gt;Nigeria&lt;/a&gt; and &lt;a title="http://cachef.ft.com/cms/s/0/9d53eca6-81b0-11de-9c5e-00144feabdc0.html&amp;#10;Clinton urges reform in Kenya" href="http://cachef.ft.com/cms/s/0/9d53eca6-81b0-11de-9c5e-00144feabdc0.html" target="_blank" rel="nofollow"&gt;Kenya&lt;/a&gt;. Her reference to Angola’s progress since the end of its civil war was warranted; her vision of a country “positioned to be a leader on the economic front, on the social and political fronts, the security front, in every way” rather less so.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Such a eulogy is a slap in the face of the letter writers, who drew her attention to Angola’s “brutal political reality”. They accuse the circle around President José Eduardo dos Santos of: monopolising key economic sectors such as transport, telecommunications, and banking; strengthening their control of state and private media; carrying out forced displacement and confiscating land without due process; and diverting public funds to private uses with impunity.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;These are harsh accusations. But they are backed up by Mrs Clinton’s own state department’s human rights report on Angola, as well as by independent observers. She cannot profess to care about governance in Angola unless she takes seriously those who address it. The writers put themselves at risk of reprisal by Luanda; Mrs Clinton owes them at least a reply.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;By taking energy supplies as paramount, Mrs Clinton neglects that the oligarchic power edifice built on high oil revenues is a reason Angola’s peace dividend remains elusive: it ranks second in the world for child mortality.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The US should not repeat its mistake of tolerating despotism to gain short-term stability. Mrs Clinton’s early predecessor as foreign emissary, Benjamin Franklin, suggested that sacrificing one’s liberty for security makes one lose both. In the long run, America may find that this also holds when the liberty sacrificed is that of Africans.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.ft.com/cms/s/0/dc8ed662-8b59-11de-9f50-00144feabdc0.html?nclick_check=1" target="_blank" rel="nofollow"&gt;http://www.ft.com/cms/s/0/dc8ed662-8b59-11de-9f50-00144feabdc0.html?nclick_check=1&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-7627848905074257108?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/7627848905074257108/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=7627848905074257108&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/7627848905074257108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/7627848905074257108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/08/financial-times-e-carta-aberta-da.html' title='Financial Times e a carta aberta da sociedade civil angolana a Clinton'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-5482361366252764737</id><published>2009-08-18T03:02:00.000-07:00</published><updated>2009-09-12T15:42:30.889-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memória'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='liberdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Corrupção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novo Jornal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><title type='text'>John Marcum: "O poder absoluto corrompe"</title><content type='html'>"Quando o vencedor [de eleições] concentra em si todo o poder, não governa com compromisso político e não é tolerante com outros pontos de vista." &lt;strong&gt;John Marcum&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Esta é uma das tiradas algo premonitórias de John Marcum, que entrevistei há exactamente um ano, 21 dias antes das legislativas. Nada que não se soubesse e dissesse por aqui, aliás. Intelectual norte-americano, o autor de "The Angolan Revolution" esteve em Angola pela primeira vez, clandestinamente, em 1962, para estudar a UPA. Nesta conversa com o Novo Jornal insurge-se contra a intervenção dos EUA na guerra civil angolana e defende uma maior abertura democrática.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SoqBOrFFmLI/AAAAAAAAAKE/cumh748TC3M/s1600-h/Marcum1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371247594674952370" style="WIDTH: 144px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SoqBOrFFmLI/AAAAAAAAAKE/cumh748TC3M/s200/Marcum1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SoqBPLuPCuI/AAAAAAAAAKM/v8lKw4S424g/s1600-h/Marcum2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371247603437472482" style="WIDTH: 142px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SoqBPLuPCuI/AAAAAAAAAKM/v8lKw4S424g/s200/Marcum2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-5482361366252764737?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/5482361366252764737/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=5482361366252764737&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/5482361366252764737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/5482361366252764737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/08/john-marcum-o-poder-absoluto-corrompe.html' title='John Marcum: &quot;O poder absoluto corrompe&quot;'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SoqBOrFFmLI/AAAAAAAAAKE/cumh748TC3M/s72-c/Marcum1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-4313208830808968618</id><published>2009-08-17T03:40:00.000-07:00</published><updated>2009-09-12T15:43:30.053-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='liberdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><title type='text'>O que fazer das palavras?</title><content type='html'>Falamos e nada. Batemos com a cabeça na parede e nada. Os cães ladram e a caravana passa. E pelo caminho, do alto da nossa ideologia, teoria em estado de decomposição, eles, os que interessam, voltam a suspirar. Sem o saber, talvez, porque já nem olham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevemos e nada. Da mesma forma o sol se continua a pôr e a se levantar. Com igual exactidão a lua continua a ir, a vir, quarto crescente e decrescente, metade, lua cheia, cheiíssima de verborreias inconsequentes e de bebedeiras que nos matam, pouco a pouco, o sentido do real. Porque o que é custa e dói. E a ficção acaba por ser melhor que a realidade que nos insistem em fazer engolir todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvimos e nada. Cheiramos e nada. Vemos e nada. Nada. Porque eles não querem e nos tentam asfixiar e fazer-nos sentir uns zeros à esquerda. Infelizmente pouco mais fazemos que esbracejar. Do alto do nosso pedestal moralista e de barrigas dilatadas atiramos postas. Com riscos, é verdade; com boa vontade, também; mas com pouca sequência. O nosso papel, talvez. O possível, para quem não quer ou não sabe fazer mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos o povo na boca, mas não o temos connosco. Distanciamo-nos dele, já nem nos reconhecemos como parte dessa massa, fugimos de nós próprios quando ganhamos voz. Perdemo-nos no conceito, trocamos os pés e tropeçamos sempre. Povo. Tiramo-la - a palavra - do bolso, como cartada fatal. E tudo ela justifica – a luta, a inércia; o bem, o mal; o roubo, a generosidade; a morte, a vida. Para, no final, tudo ficar na mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós, corpos de todos os lados desta luta que já antes de começar era eterna. Sentimos, sim. E quê? Que fazer com tudo isto? Permanecer com os olhos semi-cerrados, a captar flashes que debitamos em discursos homologados pelo que é, para cada um de nós, o “que deve ser”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho a boca salgada. E os braços em luta de corpo a asfixiar. Por vezes olho em redor e tenho dificuldade em ver, porque a dose soporífera é grande e adormece quem não estiver alerta. O fim último desta estratégia de vitória por cansaço que há quem, bem ou mal, tente continuamente contrariar. Cá de baixo, aquém-barreira de homens armados até aos dentes, olho o centro do poder entrincheirado em seus corredores coloniais e de novo colonialistas. E escrevo. Escrevemos. O possível, o que queremos que seja. Tem que ser, e há que continuar. Mas o que fazer das palavras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Música do momento: “Gracias a la vida”, Violeta Parra&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-4313208830808968618?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/4313208830808968618/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=4313208830808968618&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/4313208830808968618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/4313208830808968618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/08/o-que-fazer-das-palavras.html' title='O que fazer das palavras?'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-7649983165540546110</id><published>2009-08-14T06:37:00.000-07:00</published><updated>2009-09-12T15:44:24.715-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memória'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='liberdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Até amanhã, Camaradas</title><content type='html'>Obscuridade. Elite endinheirada, com os cantos da boca sujos das migalhas de um regime que a instrumentaliza. Povo escorraçado das suas terras por sanguessugas engravatados protegidos pela polícia e militares. O clássico tríptico – homens, mulheres e crianças – nas ruas, espancado pelos homens fardados do sistema. Medo. Das sombras. Crescendo de medo que explode porque não dá mais. Revolta. “Temos fome”. Povo-feito-panela-de-pressão, que explode em grito e marcha sobre a cidade. Resistência. Revolta. Resistência. E bufos. E cobardes. E as sombras, essas sombras. E interrogatórios, tortura, prisão. Repressão. “Pão, pão, pão!”. Grito de quem querem obrigar (mas não se deixam) a sucumbir à lógica imposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência. Afinal, é apenas ficção. Portugal, 1944. “Até amanhã, camaradas”, mini-série que devorei ontem, madrugada dentro, de uma só vez. Baseada no livro homónimo de Manuel Tiago. Pseudónimo de Álvaro Cunhal. Comunista. 1944, a resistência e a liberdade 30 anos depois. Porque ela é possível. “Até amanhã, camaradas”. Até amanhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-7649983165540546110?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/7649983165540546110/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=7649983165540546110&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/7649983165540546110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/7649983165540546110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/08/ate-amanha-camaradas.html' title='Até amanhã, Camaradas'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-5962994163135080369</id><published>2009-07-30T04:13:00.000-07:00</published><updated>2009-09-12T15:45:59.185-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Perfil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Guiné-Bissau'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><title type='text'>Malam Bacai Sanhá: Um político moderado que cresceu com o PAIGC</title><content type='html'>Um episódio vivido aos 15 anos, quando viu o pai ser preso e morto pela polícia política portuguesa, a PIDE, marcou o trajecto de Malam Bacai Sanhá, muçulmano de etnia beafada, ontem proclamado Presidente, aos 62 anos. Estava-se em Agosto de 1962, no Sul da Guiné, e a luta armada pela independência só começaria no ano seguinte.Foi nessa altura que o jovem Malam, filho de camponeses, natural de Empada, que muitos anos depois identificou esse como um momento marcante da sua vida, aderiu ao PAICG. &lt;a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1393906&amp;amp;idCanal=11"&gt;LER MAIS&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-5962994163135080369?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/5962994163135080369/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=5962994163135080369&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/5962994163135080369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/5962994163135080369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/07/malam-bacai-sanha-um-politico-moderado.html' title='Malam Bacai Sanhá: Um político moderado que cresceu com o PAIGC'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-979936307905287705</id><published>2009-07-28T22:22:00.001-07:00</published><updated>2009-09-12T15:47:32.803-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direitos Humanos'/><title type='text'>O grito de Iraque e Bagdad</title><content type='html'>É um grito que surge de todos os lados: mais uma vez os bulldozers do Governo Provincial de Luanda estão a demolir, mais que casas, vidas. Desestruturam, desta vez nos bairros Iraque e Bagdad, o dia-a-dia de 15 mil pessoas, segundo as contas da SOS Habitat, organização rejuvenescida com o recente regresso de Luiz Araújo. Tudo deitado por terra, sem aviso prévio, sem - mais grave - qualquer alternativa para quem fica sem tecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os argumentos do outro lado são facilmente rebatíveis, porque incompletos. São casas degradadas, sim senhor; áreas ocupadas clandestinamente que é preciso requalificar, muito bem. Até aqui estamos todos de acordo. Mas são,acima de tudo, casas onde vivem pessoas de carne e osso, excluídas socialmente; pessoas que sentem, que respiram, que sonham, que têm filhos, netos, sobrinhos, amigos, vizinhos, que choram, que riem, pessoas que têm direitos! Angolanos que não podem ser tratados como parasitas por quem tem interesses, muitas vezes inconfessos, no pedaço de chão que ocupam. Há mecanismos para se desalojar as pessoas com dignidade e fazer valer o direito do Estado às terras. Cumpram-se!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cenários repetem-se. Há uns meses, filas de desalojados do bairro Benfica, na ilha de Luanda, eram directamente despejadas nos descampados do Zango. Onde ainda hoje permanecem por sua conta e risco. Era angustiante passar pela estrada da ilha, repleta de centenas de populares à espera ao ar livre, durante vários dias, que camiões de areia os fossem buscar. Chegada a hora, lá iam eles, amontoados como entulho no meio de colchões, pedaços de mobílias e sabe-se lá mais o quê. Cruzavam toda a cidade, em caravanas intermináveis escoltadas por batedores, a caminho da nova "casa". Humilhados, atordoados, espezinhados pelo poder que os deveria proteger.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Iraque e no Bagdad cumpre-se, mais uma vez, uma teoria-verdade: para quem detém o poder, Angola é o seu quintal, onde nós, os que não pertencem ao seu clube, vivemos de favor. A tudo temos que nos submeter silenciosamente, com um sorriso na cara, de preferência, para não estragarmos a fotografia do progresso e desenvolvimento da nossa pujante democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez tudo isto ultrapasse a minha limitada capacidade de compreensão, e por isso não consiga entender as grandes estratégias e urgências da Nação que supostamente justificam estas acções. Mas percebo os medos de quem, sob o pretexto de manter a ordem pública, destaca para o cenário de destruição gratuita forças militares e de intervenção que tentam evitar o que, um dia, poderá ser inevitável. Porque a bomba-relógio social que os nossos governantes tão bem estão a montar com actos deste calibre poderá um dia rebentar nas suas mãos. Nessa altura, as contas serão acertadas de uma maneira que ninguém quer. E pagará o justo pelo pecador. Um link:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://angonoticias.com/full_headlines.php?id=24528"&gt;http://angonoticias.com/full_headlines.php?id=24528&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-979936307905287705?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/979936307905287705/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=979936307905287705&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/979936307905287705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/979936307905287705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/07/o-grito-de-iraque-e-bagdad.html' title='O grito de Iraque e Bagdad'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-8484006885559672815</id><published>2009-07-28T09:02:00.000-07:00</published><updated>2009-09-12T15:51:54.600-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reportagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Corrupção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novo Jornal'/><title type='text'>O puxão de orelhas de Bento XVI</title><content type='html'>A vinda de Bento XVI vista sob uma perspectiva mais política, com as relações entre política e religião, em Angola, como pano de fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sm8iGrFxt5I/AAAAAAAAAJU/IZpVPFZkzX4/s1600-h/Papa1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363543179263063954" style="WIDTH: 144px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sm8iGrFxt5I/AAAAAAAAAJU/IZpVPFZkzX4/s200/Papa1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sm8iG1Jj9KI/AAAAAAAAAJc/5wgAu71JwRY/s1600-h/papa2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363543181963293858" style="WIDTH: 146px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sm8iG1Jj9KI/AAAAAAAAAJc/5wgAu71JwRY/s200/papa2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sm8iHBW7nCI/AAAAAAAAAJk/ePzRytssJEs/s1600-h/papa3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363543185240595490" style="WIDTH: 143px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sm8iHBW7nCI/AAAAAAAAAJk/ePzRytssJEs/s200/papa3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sqv4AH3pX2I/AAAAAAAAAN8/iTxA1SAuCDs/s1600-h/puxaopapautima.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380666860820324194" style="WIDTH: 142px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sqv4AH3pX2I/AAAAAAAAAN8/iTxA1SAuCDs/s200/puxaopapautima.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-8484006885559672815?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/8484006885559672815/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=8484006885559672815&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/8484006885559672815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/8484006885559672815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/07/o-puxao-de-orelhas-de-bento-xvi.html' title='O puxão de orelhas de Bento XVI'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sm8iGrFxt5I/AAAAAAAAAJU/IZpVPFZkzX4/s72-c/Papa1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-8390449446173597789</id><published>2009-07-28T08:52:00.000-07:00</published><updated>2009-09-12T15:51:05.521-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reportagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comunidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novo Jornal'/><title type='text'>Angola no Vaticano</title><content type='html'>Esta foi a primeira de uma série de trabalhos de antecipação da visita do Papa Bento XVI a Angola, em Março deste ano. Reportagens com informação recolhida durante dez dias, em Roma, junto a sacerdotes angolanos que pertencem a congregações sedeadas naquela cidade e que trabalham em instituições do Vaticano. Este trabalho retrata um pouco esses religiosos, ao mesmo tempo que foca a reevangelização da Europa por africanos.&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sm8gC9tELPI/AAAAAAAAAIk/17-KBsn0UVM/s1600-h/ang2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sm8gDF6nTQI/AAAAAAAAAIs/m6m7qrGyouU/s1600-h/ang3.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sm8gDmH-tHI/AAAAAAAAAI0/9rGNVbEYv3s/s1600-h/ang4.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sm8gCgqDHmI/AAAAAAAAAIc/e4qb6IZhJOw/s1600-h/ang1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363540908719677026" style="WIDTH: 146px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sm8gCgqDHmI/AAAAAAAAAIc/e4qb6IZhJOw/s200/ang1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sm8guSb10FI/AAAAAAAAAI8/iXO2Wr6DmCk/s1600-h/ang2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363541660816232530" style="WIDTH: 144px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sm8guSb10FI/AAAAAAAAAI8/iXO2Wr6DmCk/s200/ang2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sm8gvHKduvI/AAAAAAAAAJE/oUjuevFfSb8/s1600-h/ang3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363541674970430194" style="WIDTH: 148px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sm8gvHKduvI/AAAAAAAAAJE/oUjuevFfSb8/s200/ang3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sqv40T7N2pI/AAAAAAAAAOE/eP7TbSnqv1s/s1600-h/%C3%BAltima+angola+no+vaticano.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380667757409720978" style="WIDTH: 144px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sqv40T7N2pI/AAAAAAAAAOE/eP7TbSnqv1s/s200/%C3%BAltima+angola+no+vaticano.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-8390449446173597789?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/8390449446173597789/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=8390449446173597789&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/8390449446173597789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/8390449446173597789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/07/angola-no-vaticano.html' title='Angola no Vaticano'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sm8gCgqDHmI/AAAAAAAAAIc/e4qb6IZhJOw/s72-c/ang1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-3690369945349138024</id><published>2009-07-27T04:12:00.000-07:00</published><updated>2009-09-12T15:52:58.573-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='censura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='liberdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><title type='text'>Eugénio Mateus</title><content type='html'>"Esta matéria atingiu, em termos de dimensão, as Forças Armadas e foi publicada internacionalmente. Eis a razão que nos levou a realizar este acto, para que sirva de exemplo aos demais órgãos, jornalistas, no sentido de tratarem as matérias com veracidade e responsabilidade"- General Furtado à Capital (25 Julho 2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou neste momento na Banda, e apenas me chegam os ecos da condenação do jornalista Eugénio Mateus (já agora, obrigado ao Reginaldo por disponibilizar esta citação no seu &lt;a href="http://www.blogger.com/morrodamaianga.blogspot.com"&gt;morro&lt;/a&gt;). Mas não consigo deixar de me surpreender com esta reprimenda ao estilo de escola primária que o general Furtado faz a toda a classe jornalística angolana - como se todos fossemos umas criancinhas birrentas que batemos o pé, atiramo-nos para o chão e partimos a melhor jarra de flores da mamã só para a chatear e a fazer sentir que temos poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, lamento imenso, mas não me revejo, nem a mim, nem a muitos dos meus colegas, nessa pintura. E mais: Fico muito preocupado que esse rótulo nos seja aplicado à partida por altos responsáveis deste país, que nos pintam perante a opinião pública como um bando de miúdos petulantes a necessitar de reprimendas, sempre que fugimos da linha e dos limites traçados por quem supostamente detém a razão suprema. Se isto não é pressão, por favor, digam-me o que é. Ofereço uma birra (não dessas birras de puto, mas uma cerveja a estalar) à melhor resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acompanhei o julgamento in loco, reafirmo, mas sei - por conversas com quem o viveu de perto e pela comunicação social, privada, claro está - que há muitas queixas sobre irregularidades no processo, e um coro de críticas aos argumentos que levaram à condenação do nosso colega. Buracos negros que deram origem ao recurso que o advogado de defesa, David Mendes, se prepara para interpôr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São, assim, pontas soltas de um novelo que se vem enrodilhando há muito tempo com pressões judiciais sobre jornalistas angolanos e que, tendo em conta a reprimenda do nosso mais novel professor, e as agulhas muitas vezes desafinadas da nossa justiça, me fazem olhar para esta condenação de Eugénio Mateus (a quem mando um abraço a título pessoal) com muita desconfiança. Essa desconfiança de quem, como muitos de nós, não se sente protegido pelo sistema de justiça do nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas numa coisa estou de acordo com o general Furtado: Exige-se veracidade e responsabilidade, sim senhor. Mas de todos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-3690369945349138024?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/3690369945349138024/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=3690369945349138024&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/3690369945349138024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/3690369945349138024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/07/eugenio-mateus.html' title='Eugénio Mateus'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-2893060877812047823</id><published>2009-07-26T04:45:00.000-07:00</published><updated>2009-09-12T15:53:54.287-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reportagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Guiné-Bissau'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novo Jornal'/><title type='text'>Guiné-Bissau, voltas e mais voltas</title><content type='html'>Mais uma volta, mais uma eleição, mais uma (ténue) esperança. Neste momento os guineenses estão a votar mais uma vez (sempre mais uma vez) nas presidenciais. Kumba Ialá ou Malam Bacai Sanhá, opções com que muitos não se identificam, mas que são as únicas, num país cansado de confusão e com uma crónica falta de esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive durante &lt;a href="http://mukuarimi.blogspot.com/2009/07/se-um-barco-atracasse.html"&gt;15 dias em Bissau&lt;/a&gt;, na primeira volta das eleições, e foi impossível não me envolver com os anseios deste povo magnífico. Fartos, desanimados, totalmente descrentes e cansados das consecutivas machadadas com os políticos e militares lhes destroem todas as esperanças de dias melhores. Como em todo o lado, quem sofre é a raia miúda, que vê o seu país constantemente adiado. Vivem como autómatos, quase, rotulados como habitantes do primeiro narco-Estado da África Ocidental, intimidados pelo poder militar, que ainda hoje reinvindica os louros da luta de libertação, e recolhidos nas diminutas possibilidades de evolução e desenvolvimento que os seus dirigentes lhes proporcionam. Um cenário desesperante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Guiné-Bissau impressionou-me, sobretudo pela dimensão humana das pessoas, altamente afectuosas e pacíficas. Um contraste brutal com a imagem de violência que os responsáveis pelas suas vidas passam cá para fora. Todos sabem que estas eleições não vão alterar grande coisa, porque as mudanças têm que ser de fundo e abarcar todos os sectores da sociedade. Como tal, aguardo com expectativa o que aí vem. Porque este povo merece um caminho sólido. Aqui em baixo, um texto de antecipação destas eleições, que fiz para a última edição do NJ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SmxGC8NpXHI/AAAAAAAAAIM/3P-ig1evhGk/s1600-h/guine1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362738272628464754" style="WIDTH: 144px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SmxGC8NpXHI/AAAAAAAAAIM/3P-ig1evhGk/s200/guine1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SmxGDH5AYZI/AAAAAAAAAIU/ON4r7ivThvg/s1600-h/guin2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362738275763118482" style="WIDTH: 64px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SmxGDH5AYZI/AAAAAAAAAIU/ON4r7ivThvg/s200/guin2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-2893060877812047823?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/2893060877812047823/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=2893060877812047823&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/2893060877812047823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/2893060877812047823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/07/guine-bissau-voltas-e-mais-voltas.html' title='Guiné-Bissau, voltas e mais voltas'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SmxGC8NpXHI/AAAAAAAAAIM/3P-ig1evhGk/s72-c/guine1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-4294018968171268495</id><published>2009-07-25T08:41:00.000-07:00</published><updated>2009-09-12T15:55:06.815-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reportagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novo Jornal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>A moamba que vem do Brasil</title><content type='html'>Atravessam o Atlântico para fazer compras e trazer as roupas e roupinhas que fazem a moda nos mercados informais de Luanda. As moambeiras fazem parte desta economia informal que prolifera em lugares como o nosso, em que todo o esquema é bem-vindo para suprir as carências de cada um. Uma viagem a São Paulo, no Brasil, deu para acompanhar um trajecto percorrido indefinidamente por centenas de mulheres angolanas, todos os anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SmsojMEwJkI/AAAAAAAAAHs/LI03dfY0i78/s1600-h/moamba1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362424366316398146" style="WIDTH: 148px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SmsojMEwJkI/AAAAAAAAAHs/LI03dfY0i78/s200/moamba1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SmsojQD6I-I/AAAAAAAAAH0/RmH39PMBmW4/s1600-h/moam2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362424367386600418" style="WIDTH: 142px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SmsojQD6I-I/AAAAAAAAAH0/RmH39PMBmW4/s200/moam2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SmsojuiHhkI/AAAAAAAAAH8/2rxUCXbw7bg/s1600-h/moam3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362424375566370370" style="WIDTH: 146px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SmsojuiHhkI/AAAAAAAAAH8/2rxUCXbw7bg/s200/moam3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Smsoj6IcZsI/AAAAAAAAAIE/BKASeB_lGkU/s1600-h/moam4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362424378679912130" style="WIDTH: 144px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Smsoj6IcZsI/AAAAAAAAAIE/BKASeB_lGkU/s200/moam4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-4294018968171268495?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/4294018968171268495/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=4294018968171268495&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/4294018968171268495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/4294018968171268495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/07/moamba-que-vem-do-brasil.html' title='A moamba que vem do Brasil'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SmsojMEwJkI/AAAAAAAAAHs/LI03dfY0i78/s72-c/moamba1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-8771628458217939408</id><published>2009-07-25T08:27:00.000-07:00</published><updated>2009-10-03T18:06:21.963-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memória'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='27 de Maio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reportagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='liberdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novo Jornal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direitos Humanos'/><title type='text'>Os filhos do 27 de Maio</title><content type='html'>Durante décadas, muitos dos filhos de angolanos mortos durante a purga de 27 de Maio de '77 viveram no total desconhecimento do verdadeiro motivo da morte dos seus pais. Traumatizadas pelas vivências de um dos períodos-tabú da nossa história, as famílias esconderam aos mais pequenos a verdade, para os proteger. 32 anos depois, os "filhos do 27 de Maio" exigem uma explicação do Estado angolano e do MPLA sobre o que aconteceu nos tempos seguintes ao 27/05. A resposta é a mesma de sempre - o silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Smslfl-pjeI/AAAAAAAAAHk/wis7Kd8g3xs/s1600-h/27I.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362421006015761890" style="WIDTH: 142px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Smslfl-pjeI/AAAAAAAAAHk/wis7Kd8g3xs/s200/27I.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SmslfbAgkWI/AAAAAAAAAHc/l27m0bV6GlU/s1600-h/27II.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362421003070771554" style="WIDTH: 142px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SmslfbAgkWI/AAAAAAAAAHc/l27m0bV6GlU/s200/27II.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-8771628458217939408?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/8771628458217939408/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=8771628458217939408&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/8771628458217939408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/8771628458217939408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/07/os-filhos-do-27-de-maio.html' title='Os filhos do 27 de Maio'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Smslfl-pjeI/AAAAAAAAAHk/wis7Kd8g3xs/s72-c/27I.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-1916755501220195852</id><published>2009-07-25T08:07:00.001-07:00</published><updated>2009-10-03T18:06:49.123-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memória'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='27 de Maio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reportagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='liberdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novo Jornal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direitos Humanos'/><title type='text'>27 de Maio: O Prédio da Praça</title><content type='html'>No final dos anos 70, um prédio numa praceta de Luanda era um dos centros de gravitação de boémios, jornalistas, artistas, intelectuais da cidade, jovens saídos da Independência que teimaram em ficar quando muitos partiam. Em 27 de Maio de 1977, data que assinala o estalar de uma chacina sem precedentes em Angola, depois da tentativa de revolução/golpe de Estado (conforme a versão) liderada por Nito Alves, este prédio foi "limpo". Muitos dos que aí viviam ou por lá passavam foram presos ou mortos. O prédio transformou-se num símbolo para os sobreviventes do 27 de Maio, episódio negro da história recente de Angola que ditou a morte de milhares de pessoas e instalou um clima de terror que ainda hoje desperta muitos medos e pesadelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SmshM_ggSzI/AAAAAAAAAHU/UqmqZ_3s5Oc/s1600-h/27I.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362416288404622130" style="WIDTH: 145px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SmshM_ggSzI/AAAAAAAAAHU/UqmqZ_3s5Oc/s200/27I.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SmshMu-QFMI/AAAAAAAAAHM/PqQuvO93FzU/s1600-h/27II.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362416283965985986" style="WIDTH: 140px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SmshMu-QFMI/AAAAAAAAAHM/PqQuvO93FzU/s200/27II.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-1916755501220195852?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/1916755501220195852/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=1916755501220195852&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/1916755501220195852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/1916755501220195852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/07/27-de-maio-o-predio-da-praca.html' title='27 de Maio: O Prédio da Praça'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SmshM_ggSzI/AAAAAAAAAHU/UqmqZ_3s5Oc/s72-c/27I.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-6006798265003153422</id><published>2009-07-22T02:53:00.001-07:00</published><updated>2009-09-12T15:58:07.767-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><title type='text'>Mukuarimi</title><content type='html'>Vamos lá então ao significado do blog: Mukuarimi foi o nome de uma publicação lançada pelo jornalista Alfredo Troni no século XIX, em Luanda. Significa algo como "linguarudo", "falador", "maldizente". Uma provocação clara naqueles tempos, em que começavam a germinar na então colónia os ideais proto-nacionalistas (que Troni defendia com unhas e dentes), ainda que circunscritos a uma determinada elite urbana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que a História trouxe daí para a frente todos sabemos, porque cada um de nós viveu esse percurso à sua maneira. Chegámos, assim, ao momento actual, em que falar, acicatar, provocar (com responsabilidade) não é menos preciso do que no século XIX de Troni. A luta agora é diferente na forma e contexto, mas igual no que a move - um ideal de liberdade e a necessidade de dignificação de cada angolano. Porque não somos mercadoria manipulável, pronta a usar a cada momento em proveito próprio por quem acha que o poder é eterno.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-6006798265003153422?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/6006798265003153422/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=6006798265003153422&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/6006798265003153422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/6006798265003153422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/07/mukuarimi.html' title='Mukuarimi'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-4859425597833265661</id><published>2009-07-21T17:10:00.001-07:00</published><updated>2009-09-12T15:59:15.000-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reportagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunidade Internacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novo Jornal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direitos Humanos'/><title type='text'>Angola deportou ilegalmente imigrantes</title><content type='html'>Em 2004, catorze imigrantes gambianos expulsos de Angola apresentaram uma queixa à Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos (CADHP), organismo da União Africana, pelo que diziam ter sido a violação dos seus direitos pelo Estado Angolano. Depois de quatro anos a apelar a Luanda para contra-alegar, e sem obter qualquer resposta, a CADHP deliberou: Angola violou nove artigos da Carta Africana dos Direitos Humanos, ao deportar ilegalmente os queixosos, ao extorquir-lhes os bens, ao negar-lhes o acesso à justiça, ao destruir-lhe os documentos, etc, etc, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ignorar completamente os apelos da CADHP para dar a sua versão dos factos (e quem sabe provar que, eventualmente, a história até não estaria bem contada), o governo angolano demonstrou, mais uma vez, que esta atitude autista que muitas vezes o caracteriza só lhe fica mal e acaba por ser um tiro de bazuca nos próprios pés. Porque mais cedo ou mais tarde a notícia sai cá para fora e é a imagem de Angola que se suja com o rótulo de "violador de direitos humanos", tantas vezes colado à nossa bandeira. Até porque como vai dizendo o ditado, quem cala consente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SmZZWx6MKjI/AAAAAAAAAGk/AKPEt9heg5c/s1600-h/Angola+deportouI.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361070654320552498" style="WIDTH: 145px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SmZZWx6MKjI/AAAAAAAAAGk/AKPEt9heg5c/s200/Angola+deportouI.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SmZZWkPbtEI/AAAAAAAAAGc/Hssol_AJtjo/s1600-h/Angola+deportouII.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361070650651554882" style="WIDTH: 144px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SmZZWkPbtEI/AAAAAAAAAGc/Hssol_AJtjo/s200/Angola+deportouII.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SmZZWYFuM7I/AAAAAAAAAGU/nIeMt2O_cKM/s1600-h/Angola+deportouIII.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361070647389598642" style="WIDTH: 144px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SmZZWYFuM7I/AAAAAAAAAGU/nIeMt2O_cKM/s200/Angola+deportouIII.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SmZflOc7elI/AAAAAAAAAGs/wKjiA_1OPek/s1600-h/Angola+deportouIV.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361077499570387538" style="WIDTH: 144px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SmZflOc7elI/AAAAAAAAAGs/wKjiA_1OPek/s200/Angola+deportouIV.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-4859425597833265661?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/4859425597833265661/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=4859425597833265661&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/4859425597833265661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/4859425597833265661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/07/angola-deportou-ilegalmente-imigrantes.html' title='Angola deportou ilegalmente imigrantes'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SmZZWx6MKjI/AAAAAAAAAGk/AKPEt9heg5c/s72-c/Angola+deportouI.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-4268545397272048835</id><published>2009-07-21T16:35:00.001-07:00</published><updated>2009-09-12T16:02:13.297-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reportagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Guiné-Bissau'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novo Jornal'/><title type='text'>Se um barco atracasse</title><content type='html'>Esta é uma reportagem sobre a Guiné-Bissau. Uma das que trouxe no bloco de apontamentos e gravador que me acompanharam naquelas duas semanas magníficas e intensas que passei na terra dos grandes rios. Tentei, com este trabalho, mostrar o que nunca sai cá para fora, quando o assunto são as makas que ciclicamente rebentam por lá. Porque a Guiné-Bissau é para mim, acima de tudo, uma terra de pessoas tão magníficas e ao mesmo tempo tão sem perspectiva e sonhos, que impressiona. Nunca vi nada assim. Eis um outro lado da Guiné.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SmZUoi4V9aI/AAAAAAAAAF8/m5QXeEs2e_o/s1600-h/Guin%C3%A9+-+Se+um+Barco+Atracasse+I.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361065461965780386" style="WIDTH: 143px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SmZUoi4V9aI/AAAAAAAAAF8/m5QXeEs2e_o/s200/Guin%C3%A9+-+Se+um+Barco+Atracasse+I.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SmZUoc8TQYI/AAAAAAAAAF0/qUr1IEK2TxY/s1600-h/Guin%C3%A9+-+Se+um+Barco+Atracasse+II.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361065460371767682" style="WIDTH: 143px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SmZUoc8TQYI/AAAAAAAAAF0/qUr1IEK2TxY/s200/Guin%C3%A9+-+Se+um+Barco+Atracasse+II.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E agora as duas reportagens que enviei, a partir de Bissau, durante a primeira volta das eleições. A expectativa, a política, a votação, uma nova espera.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sqv75nqLTVI/AAAAAAAAAOM/w-PsojnMsf4/s1600-h/guineesperan%C3%A7a1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380671147141188946" style="WIDTH: 146px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sqv75nqLTVI/AAAAAAAAAOM/w-PsojnMsf4/s200/guineesperan%C3%A7a1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sqv76EqpcCI/AAAAAAAAAOU/UjXQf_7oVwk/s1600-h/guineesperan%C3%A7a2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380671154927792162" style="WIDTH: 146px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sqv76EqpcCI/AAAAAAAAAOU/UjXQf_7oVwk/s200/guineesperan%C3%A7a2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sqv76dZUiEI/AAAAAAAAAOc/mWSxtYkKqeo/s1600-h/guinecompasso1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380671161566005314" style="WIDTH: 140px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sqv76dZUiEI/AAAAAAAAAOc/mWSxtYkKqeo/s200/guinecompasso1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sqv76yRMWGI/AAAAAAAAAOk/HjWg5qaO_3k/s1600-h/guinecompasso2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380671167169058914" style="WIDTH: 68px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/Sqv76yRMWGI/AAAAAAAAAOk/HjWg5qaO_3k/s200/guinecompasso2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-4268545397272048835?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/4268545397272048835/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=4268545397272048835&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/4268545397272048835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/4268545397272048835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/07/se-um-barco-atracasse.html' title='Se um barco atracasse'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SmZUoi4V9aI/AAAAAAAAAF8/m5QXeEs2e_o/s72-c/Guin%C3%A9+-+Se+um+Barco+Atracasse+I.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-2489799693150724814</id><published>2009-07-21T16:33:00.001-07:00</published><updated>2009-07-22T03:53:29.986-07:00</updated><title type='text'>Arquivo</title><content type='html'>Depois de um mês abandonado, decidi fazer deste blog um repositório dos meus trabalhos que acho mais significativos. Uma forma de os partilhar, comentar, obter reacções e de os arquivar, ao mesmo tempo. Começo com a mais recente edição do Novo Jornal. Depois vou buscar outros que estão lá para trás e que também me deram gozo fazer. Quero também pôr aqui outras reportagens que se fazem por Angola, noutros órgãos, que ache interessantes. E tal como o kota Reginaldo Silva com o Angolense, no seu morrodamaianga.blogspot.com, começo a pôr a partir desta semana, aqui ao lado, a primeira página do NJ, para aguçar o apetite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um alerta: este é um blog pessoal, e nenhuma das opiniões aqui expressas vincula o Novo Jornal, do qual reproduzo algumas páginas, e onde trabalho.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-2489799693150724814?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/2489799693150724814/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=2489799693150724814&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/2489799693150724814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/2489799693150724814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/07/arquivo.html' title='Arquivo'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9015462625750431249.post-8192113352569284003</id><published>2009-05-31T13:55:00.000-07:00</published><updated>2009-06-01T13:00:10.208-07:00</updated><title type='text'>Segundo round</title><content type='html'>Lá vou tentar outra vez ter um blog. Porque me pedem, porque às vezes sinto necessidade. Não sei o que vai dar - talvez um misto de informação, com reflexões e apontamentos pessoais - se vai dar, mas tenta-se. Bem-vindos a este qualquer coisa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9015462625750431249-8192113352569284003?l=mukuarimi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mukuarimi.blogspot.com/feeds/8192113352569284003/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9015462625750431249&amp;postID=8192113352569284003&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/8192113352569284003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9015462625750431249/posts/default/8192113352569284003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mukuarimi.blogspot.com/2009/05/segundo-round.html' title='Segundo round'/><author><name>Pedro Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10397346126044898441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_s8ygEimXPTw/SqzeLACwdfI/AAAAAAAAARw/uh8cCJWp3Pg/S220/02082009302.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
